O ato aconteceu em frente ao Copacabana Palace, na Zona SulDivulgação
A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Informais (Sindinformal) e pelo Movimento Unido dos Camelôs (Muca). Os participantes cobraram a abertura de um canal de diálogo com o município e criticaram o que classificam como falta de apoio para a regularização da categoria.
Segundo os organizadores, a mobilização dá continuidade ao protesto realizado na última quarta-feira (8), em frente à sede da prefeitura. Na ocasião, houve confronto com policiais militares e uso de spray de pimenta durante a dispersão dos manifestantes.
Presente nos dois atos, José Mauro Santiago, integrante do Sindinformal, defendeu a abertura de negociações com o poder público. "Não dá mais para aceitar tamanho desrespeito com a nossa categoria. São pessoas que trabalham dignamente para levar o sustento para casa. Nós precisamos de apoio para a regularização, não repressão", afirmou.
A categoria também critica a ausência de representantes da Prefeitura do Rio e da concessionária Orla Rio em audiência pública realizada pela Câmara Municipal no dia 5 de maio para discutir a situação dos trabalhadores da orla.
Segundo o movimento, Copacabana possui cerca de 600 vagas destinadas a ambulantes. Em toda a Zona Sul, o número chega a aproximadamente 1.550 autorizações, enquanto o município contabiliza cerca de 10.500 licenças. Os trabalhadores, porém, reclamam da demora na liberação das permissões.
O programa Tolerância Zero começa a valer nesta quinta-feira (16) e prevê fiscalização permanente na orla do Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon. A Prefeitura informou que a operação contará com agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) atuando 24 horas por dia para combater o comércio ambulante irregular, impedir a instalação de carrinhos não autorizados, coibir o abastecimento do comércio clandestino e fiscalizar o uso de caixas de som nas praias durante a noite.
Sobre a manifestação, a reportagem de O DIA pediu posicionamento da Prefeitura do Rio e da Orla Rio. O espaço segue aberto para manifestação.




Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.