Amigo conta últimos momentos antes do desaparecimentoReprodução
Os amigos chegaram ao Rio na segunda-feira (13), vindos de Bom Jesus de Goiás. Depois de visitar pontos turísticos como o Cristo Redentor e o Jardim Botânico, decidiram passar a tarde na praia.
Segundo Adrian, ele, o namorado dele, Edson Luis Araújo Filho, 20 anos, e o adolescente desaparecido estavam sentados próximos à água quando uma sequência de ondas começou a atingir o grupo.
"A primeira onda veio e a gente achou normal. Depois veio outra, mais forte, e mais outra. Quando percebemos, a correnteza já estava puxando nós três para dentro do mar", contou.
Adrian disse que conseguiu se manter próximo do amigo por alguns instantes e tentou ajudá-lo enquanto ambos eram arrastados.
"Eu gritava para ele inflar o peito, tentar flutuar e manter a calma. Mas a correnteza jogava a gente para lados diferentes. Chegou um momento em que eu não conseguia mais vê-lo", lembrou.
O jovem afirmou que também lutou pela própria sobrevivência. Segundo ele, a distância da praia aumentava rapidamente. "Eu não conseguia mais ver direito a orla. Só olhava para o Cristo Redentor e pedia força para Deus. Afundava, engolia água e pensava que ia morrer também", relatou.
Após ser resgatado por guarda-vidas, Adrian disse que perdeu completamente o contato visual com o amigo. Desde então, familiares e amigos acompanham as buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros. As buscas entraram no terceiro dia e contam com embarcações, motos aquáticas, mergulhadores, drones e apoio aéreo.
Enquanto aguardam notícias, os amigos mantêm a esperança de encontrar o jovem. "Nós só queremos ajuda e que continuem procurando. A família dele saiu de Goiás e está vivendo um pesadelo. A gente não pode desistir dele", pediu Adrian.
Buscas continuam sem previsão de término
O Corpo de Bombeiros informou que as buscas pelo adolescente seguem de forma ininterrupta desde o desaparecimento. A corporação atua com três frentes de trabalho: busca aérea, com drones e helicópteros; busca superficial, com motos aquáticas e embarcações; e busca subaquática, realizada por mergulhadores especializados.
Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, coronel Fábio Contreras, a operação não tem prazo para ser encerrada.
"O trabalho continua e não tem previsão de término. Neste momento, atuamos com três frentes de busca: aérea, com drones e helicópteros; superficial, com motos aquáticas e embarcações; e subaquática, com nossos mergulhadores", afirmou.
De acordo com o registro da ocorrência, o adolescente estava na água acompanhado de amigos quando uma onda mais forte surgiu e a correnteza arrastou o grupo para o fundo do mar. Dois jovens conseguiram ser resgatados, mas K.G.T.C. desapareceu antes da chegada das equipes de salvamento.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 12ª DP (Copacabana) e encaminhado à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), responsável pelas investigações.
Mais de 7,5 mil resgates nas praias do Rio em 2026
O comandante do Corpo de Bombeiros também aproveitou para reforçar os alertas sobre os riscos de afogamento nas praias da capital fluminense.
Somente entre 1º de janeiro e 15 de julho deste ano, os guarda-vidas realizaram 7.591 resgates nas praias do município do Rio. Mais da metade das ocorrências aconteceu em Copacabana, que registrou 4.158 salvamentos no período.
Além dos resgates, os militares contabilizaram mais de 325 mil ações preventivas, orientando banhistas sobre correntezas, valas, bandeiras de sinalização e áreas seguras para banho.
"O mar exige respeito e atenção. A orientação é que os banhistas permaneçam próximos aos postos de guarda-vidas, respeitem a sinalização das bandeiras e evitem entrar no mar à noite, quando a visibilidade fica comprometida", destacou Contreras.
O Corpo de Bombeiros reforça que, em situações de emergência, a população deve acionar imediatamente a corporação pelo telefone 193 e evitar tentativas de resgate por conta própria.








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