Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP)Foto: Ricardo Stuckert
"Eu falei para caramba e não falei do tarifaço. Não vou falar, porque a notícia tem que ser o SUS, a notícia tem que ser as nossas carretas, a notícia tem que ser o tratamento das mulheres", afirmou. "Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei", disse.
Pela manhã, Lula esteve na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), onde visitou a unidade móvel voltada ao atendimento especializado de mulheres. A estrutura reúne serviços de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero, oferecendo mamografias, ultrassonografias mamária, transvaginal e pélvica, biópsias de nódulos mamários e do colo uterino, colposcopia e consultas com especialistas.
Em funcionamento desde 12 de junho, a unidade já realizou 687 atendimentos, totalizando 745 procedimentos e 626 Ofertas de Cuidado Integrado (OCI), modelo em que a paciente percorre um único fluxo de atendimento, da consulta ao diagnóstico, em até 30 dias.
Durante a agenda, o presidente também visitou o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, vinculado à Fiocruz, onde acompanhou ações relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a oferta do Implanon pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O contraceptivo subdérmico de longa duração e alta eficácia passou a integrar a rede pública de saúde.
Ao discursar, Lula afirmou que a principal missão de um governo é tomar conta da população. "Cuidar das pessoas é a coisa mais sagrada que um governo deve ter. Estou ficando realizado com o SUS. A gente não fez tudo, não conseguiu fazer tudo", declarou.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou as atividades ao lado da primeira-dama Janja Lula da Silva, do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, do prefeito Eduardo Cavaliere, do presidente substituto da Fiocruz, Valcler Rangel, além de representantes da instituição e da comunidade local.
Rede de unidades móveis
Atualmente, o estado do Rio conta com 11 unidades móveis financiadas pelo Governo Federal. São cinco voltadas à saúde da mulher, quatro especializadas em exames de imagem e duas destinadas à oftalmologia e cirurgias de catarata.
Juntas, as carretas já atenderam mais de 13 mil pessoas e realizaram cerca de 31,6 mil procedimentos pelo SUS.
O presidente também destacou a importância da contratação de profissionais, da valorização salarial e da melhoria das condições de trabalho nas unidades de saúde.
"Se o Estado assumiu a responsabilidade, temos que dar qualidade. Isso significa contratar funcionários, pagar salários bons, dar boas condições de trabalho e cuidar do paciente. Isso significa cuidar direito das pessoas", afirmou.
Segundo Lula, a aplicação dos recursos públicos passa por escolhas de governo. "Fazer uma ponte e um viaduto é fácil, qualquer um faz. Difícil é optar para quem você vai destinar os poucos recursos que o Estado tem. É uma questão de opção e prioridade", declarou.
Durante o discurso, Lula também comentou a recente participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e afirmou que, apesar da eliminação, os brasileiros devem manter o orgulho do país. "Nós vimos o fracasso da nossa seleção agora na Copa do Mundo, mas nós temos que ter orgulho de ser brasileiros", disse.
Após os compromissos em Manguinhos, Lula seguiu para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), referência nacional em ortopedia, traumatologia e reabilitação. A visita integra a agenda do governo federal voltada ao fortalecimento da rede pública de saúde e à ampliação do acesso da população a serviços especializados.




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