Os ônibus foram completamente destruídos pelas chamasReprodução/ Redes Sociais

Rio - Manifestantes incendiaram dois ônibus e interditaram, na tarde desta quinta-feira (23), as pistas laterais da Rodovia Washington Luiz (BR-040), na altura de Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os veículos foram usados para bloquear a via nos dois sentidos da rodovia. 
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Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada por volta das 12h47, no km 105 da pista marginal. Além dos ônibus incendiados, eles montaram barricadas com lixo e atearam fogo no material, provocando a interdição parcial da rodovia.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local às 13h36 para combater as chamas. Após o trabalho das equipes, as pistas laterais da rodovia foram liberadas e o trânsito voltou a fluir.
Em nota, a Polícia Militar informou que agentes acompanharam a ocorrência e atuaram na região para garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade.
Segundo a corporação, as informações preliminares indicam que o ataque pode estar relacionado a uma manifestação após a morte de um homem baleado na última terça-feira (21), que morreu posteriormente em uma unidade hospitalar. A PM ressaltou, no entanto, que a motivação e as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas.
Empresa de ônibus

A Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove) informou que os coletivos incendiados pertencem às empresas Trel, que operava a linha 486C (Central x Xerém), e Viação União, responsável pela linha 46 (Ilha do Governador x Duque de Caxias).

Em nota, a entidade destacou o impacto financeiro e operacional dos ataques ao transporte público.

"O custo de reposição dos ônibus incendiados, que não possuem seguro, é estimado em mais de R$ 373 milhões, referentes a 440 casos registrados desde 2014. Além disso, cada veículo destruído deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros ao longo dos seis meses necessários para a aquisição e regularização de um novo coletivo. O maior prejudicado é o passageiro que depende do transporte público", informou.

A Semove informou ainda que colabora com as forças de segurança em ações de prevenção e repressão e pediu que a população ajude na identificação dos responsáveis por meio do Disque Denúncia.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral