Agentes da Draco cumprem mandados de busca e apreensão em Cabo Frio Divulgação
A investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) teve início a partir da troca de informações com o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ).
O grupo funcionava como uma verdadeira empresa do crime, com divisão de funções entre administradores, responsáveis pelos pontos de embarque, motoristas e os chamados "papagaios", encarregados de captar passageiros. Para manter o domínio sobre o transporte clandestino, a quadrilha cobrava taxas ilegais dos condutores, controlava os locais de embarque e impedia a atuação de concorrentes por meio de intimidação e violência.
Segundo as investigações, o líder coordenava o esquema e utilizava sua influência como policial militar para impor um monopólio da atividade na região. As apurações apontaram ainda que esse domínio estava associado à prática de diversos crimes, como extorsão mediante cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos responsáveis pela fiscalização, danos qualificados e até homicídios relacionados às disputas pelos pontos de embarque.
Ao longo da apuração, os policiais ouviram testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança, além de documentos e movimentações financeiras que comprovaram a existência de uma estrutura organizada voltada à exploração ilegal do serviço.
As ações desta sexta-feira têm como objetivo apreender celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, dinheiro e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações, identificar novos envolvidos e esclarecer a extensão das atividades criminosas.

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