Perseguição em São Gonçalo terminou com um morto e três presosReprodução
No voto, o relator do caso, desembargador Marcius da Costa Ferreira, afirmou que as provas reunidas pela investigação não são suficientes para sustentar a acusação de tentativa de homicídio. Para ele, não foi demonstrado que os ocupantes do carro realmente tinham a intenção de matar os policiais.
Entre as falhas apontadas estão a ausência de perícia no local da perseguição, na viatura da Polícia Militar e no carro onde estavam os acusados. Além disso, a arma que teria sido usada durante a ação nunca foi encontrada.
Os depoimentos dos próprios policiais também foram motivo de dúvida, já que um deles disse ter visto apenas o ocupante do banco do carona atirando enquanto o outro afirmou que não conseguiu identificar de onde partiram os disparos porque estava concentrado em dirigir a viatura.
A decisão também determinou a soltura de Renan e Douglas. Alessandro continuará preso porque também responde por tentativa de suborno a um policial e possui uma condenação criminal anterior. Apesar da decisão, o caso não foi encerrado. O processo continuará na Vara Criminal para analisar as acusações que permanecem contra os suspeitos.
O caso aconteceu na madrugada de 28 de outubro de 2024. Policiais militares tentaram abordar um Hyundai HB20 branco suspeito de estar sendo usado em roubos na região de São Gonçalo. O motorista não obedeceu à ordem de parada e fugiu em direção à Comunidade da Palha Seca, dando início a uma perseguição.
De acordo com a investigação, durante a fuga um dos ocupantes do carro teria feito disparos contra a viatura da PM e atingiu o retrovisor. Os policiais reagiram aos disparos e conseguiram parar o veículo. Um dos ocupantes morreu durante a ação, enquanto Renan, Douglas e Alessandro foram socorridos e presos.

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