Visita do presidente Lula e do diretor- geral da OMS Tedros Adhanon ao Hospital do Andaraí, na Zona Norte, na tarde desta terça-feira (28)Érica Martin/Agência O DIA
Em uma das ambulâncias odontológicas do Samu, Lula mostrou uma ferida na cabeça causada pelas sessões de radioterapia às quais foi submetido durante o tratamento de um câncer de próstata. Durante a agenda, o presidente ressaltou que o acesso a tratamentos de alta complexidade está disponível para toda a população e pediu ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que leve a Trump os resultados alcançados pelo SUS.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, já que ele anunciou que iria cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga a ele como um presidente de um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República. Eu fiz 15 sessões de radioterapia na cabeça por causa de um câncer de próstata em uma máquina que qualquer pessoa pobre no Brasil pode utilizar. Não é a conta bancária que deve salvar uma pessoa. O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres terem um tratamento de saúde qualificado”, afirmou.
Lula também lembrou a passagem de Tedros pelo Brasil durante a reunião do G20, quando precisou ser internado. Segundo o presidente, qualquer chefe de Estado teria acesso ao mesmo padrão de atendimento oferecido pelo SUS à população brasileira.
“Qualquer pessoa mais humilde, de qualquer lugar do Rio de Janeiro, se precisar fazer radioterapia, vai utilizar uma máquina igual à que o Trump usaria, que o Xi Jinping usaria, que o Putin usaria e que o Lula utilizou. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente. É isso que queremos mostrar com o SUS. Leve essa mensagem para o mundo, meu amigo. E diga que aqui no Brasil nós gostamos de cuidar de gente”, declarou.
























Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.