Metade dos moradores da Vila Erika, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio, enfrentou falta d’água nos últimos mesesArquivo pessoal
Moradores esperam que abastecimento de água permaneça normalizado
Vizinhos da Vila Erika, localizada em Jacarepaguá, enfrentaram problemas nos últimos meses
Rio - Moradores da Vila Erika, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste, tiveram o fornecimento de água normalizado após enfrentarem problemas com o serviço durante os últimos meses, incluindo desabastecimento e pouca pressão na metade da localidade. Em entrevista ao O DIA, eles relatam as expectativas em relação ao retorno definitivo, para que não passem pelo mesmo transtorno.
A casa de Nilo Coimbra, 79 anos, e Alice Coimbra, 81, ficou totalmente sem abastecimento durante 15 dias. Nesse período, o casal contou com a ajuda de vizinhos para encherem baldes, conseguindo realizar algumas atividades básicas do cotidiano. No entanto, para beber e cozinhar, precisaram comprar água filtrada, gerando mais custos.
A volta do serviço trouxe mais tranquilidade para o dia a dia. "Começamos a botar a máquina de lavar para funcionar, porque ela não funcionava. Agora já estamos lavando roupas, conseguimos tomar aquele banho mais cinematográfico [risos]. A vida está voltando ao normal. Cessou aquela situação que estava difícil para nós", comemora o aposentado.
Apesar da previsão de mais serviços nos canos, Nilo já está satisfeito. "Parece que eles estão planejando substituir a rede toda, [mas] para mim já está ótimo. Porque a água foi restabelecida, inclusive nas casas em volta veio com uma pressão bastante forte. Então voltamos a uma situação tranquila", diz ele.
Luiz Gonçalves, inclusive, conta que após lidar com pouca pressão durante cerca de três meses - algo que começou a surgir em setembro do ano passado - a força da água finalmente conseguiu encher a caixa sem a intervenção da bomba. Ao pensar na conta de energia, a mudança causa alívio. "Voltou até o terceiro andar [...] Não preciso mais usar a bomba. Porque gastava mais energia", lembrou.
Mesmo com a esperança de que o problema tenha sido resolvido totalmente, o aposentado vai continuar utilizando uma espécie de reservatório que improvisou na garagem até ter a certeza da normalização definitiva: "Mas eu não vou tirar meu recipiente por enquanto, não. Vamos ter um tempo aí de garantia. Pelo menos um mês".
Neide Mendonça, 69, pontua que o abastecimento normalizado é um direito dos moradores. "A gente precisa ter a prestação do serviço que temos direito. O que a gente quer é isso, é o mínimo que teria que ser oferecido. Porque a gente paga a conta, não é de graça. Melhorou muito. Graças a Deus, já resolveu", comemorou. Ela ainda explica que apenas os moradores do final da localidade passaram pelo problema. "Metade da vila as pessoas tinham água normal".
Para solucionarem a falta d'água, eles entraram em contato com a Iguá Saneamento, concessionária responsável pelo abastecimento. Funcionários da empresa estiveram no local nas últimas semanas e perfuraram dois buracos para inspecionarem, além de realizarem intervenções na rede. As perfurações foram isoladas e sinalizadas com cerquites e cones. "Como a gente estava reclamando e abrindo protocolo, desde semana passada eles estão vindo com mais frequência", relata Neide.
Em nota, a empresa se pronunciou. "A Iguá Rio informa que está com equipe no local realizando medidas corretivas na rede. Paralelamente, a concessionária dará andamento às ações necessárias para implementação de uma melhoria estruturante na rede de abastecimento que atende o endereço".





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