Equipes da Light atuam na Rua marquês Porto na Tijuca, Zona NorteÉrica Martin
"Nós estamos parcialmente sem energia, ela está indo e voltando. Tem vários moradores que têm luz num quarto, mas não têm na cozinha, o outro tem na cozinha mas não tem no quarto. E além disso, corremos risco de estragar geladeira e televisão. Fora que o prédio não está com as três fases, então eu não posso ligar nem bomba para subir água, nem elevador. E eu tenho várias pessoas de muita idade. Tem gente lá beirando 90 anos", frisou.
Damião ressaltou que chegaram a ficar totalmente sem energia na quarta-feira (29), por volta de quatro horas, e que desde então a Light não deu previsão para conclusão do reparo.
"Já foram feitas várias reclamações e a resposta é que não dá pra precisar porque estão com muita demanda em função do que aconteceu. O problema é que na calçada em frente tem energia, quer dizer, é só um trecho da rua que está sem e aí estamos sofrendo com esses transtornos', acrescentou.
"Seguimos cobrando a atuação da Light até que todas as casas tenham a energia elétrica restabelecida. Até agora, mais de 90% dos domicílios e estabelecimentos afetados já tiveram o fornecimento normalizado, de um total de 1 milhão de imóveis impactados. Vamos seguir aprimorando nossos protocolos de prevenção e atuação durante o período de Super El Niño", disse.
BOLETIM 36H dos trabalhos de resposta coordenada da @prefeitura_rio no @operacoesrio aos ventos extremos da última quarta feira. Cobrando a atuação da @lightcomvoce até que todas as casas tenham a energia elétrica reestabelecida - até agora foram mais de 90% dos domicílios e… pic.twitter.com/hqzJIyDlu0
— Eduardo Cavaliere (@CavaliereRio) July 31, 2026
Os trabalhos seguem concentrados nas áreas mais afetadas da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. Na capital, os bairros com maior impacto são Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Na Baixada, os municípios mais afetados são Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
"A Light informa que mais de 2 mil colaboradores estão empenhados ininterruptamente em uma força-tarefa para a normalização do fornecimento de energia, que entra agora em uma etapa mais complexa, com serviços de engenharia para a reconstrução da rede elétrica", afirmou a companhia em comunicado.
Segundo a Enel, do total de 36 mil clientes sem energia na manhã desta sexta-feira (31), 5 mil foram impactados nas primeiras ocorrências relacionadas aos fortes ventos e estão concentrados nos municípios de Niterói e Maricá, na Região Metropolitana.
"Esses são os casos mais complexos, que exigem a reconstrução de trechos inteiros da rede elétrica danificados pela queda de árvores de grande porte durante o evento climático, com a substituição de postes, transformadores e, por vezes, recondução de quilômetros de cabos. Em muitos pontos, a atuação das equipes também depende da remoção das árvores e da liberação de vias interditadas para permitir o acesso aos locais", afirmou em nota.
A Enel explicou que mantém a mobilização de equipes em campo para recompor sua infraestrutura elétrica e estima concluir na tarde desta sexta (31) o atendimento às ocorrências causadas pelo vendaval.
A demora no restabelecimento da energia provocou revolta em diferentes regiões do Rio. Nesta quinta-feira (30), moradores interditaram trechos da Avenida Brasil, em Santa Cruz, e da Estrada do Mapuá, em Jacarepaguá, para cobrar uma solução para os apagões.
Além dos bloqueios, a falta de energia também afetou semáforos, estações de transporte, estabelecimentos comerciais e residências.







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