José Vitor da Costa Vieira, de 6 anos, está desaparecido desde novembro Arquivo pessoal
De acordo com Fabrícia, o menino saiu da escola no dia 3 de novembro para ficar com o pai, conforme um acordo informal estabelecido após a separação do casal, em 2022. O retorno, porém, nunca aconteceu.
"No domingo, ele não apareceu para me entregar o menino. Liguei várias vezes e ninguém atendeu. Na segunda-feira, fui até a casa dele e descobri que ele já tinha se mudado", relatou.
A mãe afirma que familiares do homem também não souberam informar o paradeiro dos dois. Desde então, ela registrou ocorrências e passou a buscar informações por conta própria.
O caso tramita na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Em nota, a Polícia Civil informou que os agentes atuam com o objetivo de localizar o menino. Há ainda procedimentos relacionados à suposta subtração de incapaz na 43ª DP (Guaratiba) e a uma denúncia de violência psicológica na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).
Segundo Fabrícia, o desaparecimento trouxe impactos diretos à rotina da criança. José Vitor possui diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e realizava acompanhamento especializado.
"Meu filho tinha tratamento psicológico e multidisciplinar. Tudo parou. Ele também não concluiu o ano letivo de 2025 e não frequentou a escola em 2026", afirmou.
A motorista relata ainda que o pai chegou a prometer encontros para devolver o menino em diferentes bairros da cidade, mas nunca compareceu. "Ele marcou em Botafogo, depois em Campo Grande e também perto do Dia das Mães. Esperei durante horas e ele simplesmente desapareceu", contou.
Em uma das tentativas de localizar o filho, Fabrícia recebeu uma pista durante uma conversa por aplicativo. A informação a levou até uma mulher que teria abrigado pai e filho por um período.
"Ela acreditou na versão apresentada por ele e ofereceu ajuda. Depois, percebeu prejuízos financeiros e registrou o que aconteceu. Hoje, ela mantém contato comigo e já foi à delegacia", disse.
Sem respostas sobre o paradeiro da criança, a mãe espalha cartazes em pontos de ônibus, adesivos em veículos e publicações nas redes sociais. "Quero apenas encontrar meu filho. Peço que qualquer pessoa que tenha informações, procure a polícia. Não vou desistir dessa busca", declarou.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser encaminhadas à Polícia Civil por meio da DDPA ou pelo Disque-Denúncia, através do telefone 2253-1177.

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