Policiais prenderam suspeitos de integrar quadrilha de golpistasReprodução
Polícia prende nove suspeitos de integrar quadrilha de estelionatários
Segundo as investigações, golpes foram realizados por meio de SMS; uma das vítimas teve um prejuízo superior a R$ 30 mil
Rio - Nove pessoas foram presas, na manhã desta quarta-feira (12), durante uma operação contra uma quadrilha especializada em golpes através de fraudes eletrônicas e em lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, uma vítima teve prejuízo de mais de R$ 30 mil.
Agentes da 71ª DP (Itaboraí), em conjunto com a Polícia Civil de Goiás, cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana. Dois suspeitos não foram encontrados e são considerados foragidos.
A investigação começou após uma idosa, de 68 anos, moradora de Goiânia - capital de Goiás - ser vítima de um golpe, que causou a perda inicial de R$ 32 mil. No decorrer da apuração, os agentes descobriram que o grupo usava uma técnica conhecida como spoofing, capaz de mascarar o remetente de uma mensagem e fazer com que o SMS falso aparecesse para a vítima como se tivesse sido enviado pelo próprio banco.
Na prática, os criminosos empregavam técnicas de engenharia social para acessar as contas bancárias das vítimas e realizar transferências. Os alvos recebiam mensagens com links e, acreditando se tratar de uma comunicação legítima da instituição financeira, acabavam fornecendo informações pessoais e códigos de autenticação. Com os dados, os golpistas conseguiam retirar os valores.
De acordo com a Civil, o dinheiro era rapidamente transferido para dezenas de contas utilizadas pelo grupo. Parte desse recursos era posteriormente movimentada de forma fracionada, em uma estrutura destinada a ocultar e dissimular sua origem ilícita.
"A investigação teve início em 2024, quando uma idosa foi vítima de um golpe por meio de SMS. Criminosos conseguiram capturar os valores da conta dessa senhora e fazer transferências para contas de pessoas no Estado do Rio", disse o delegado Thiago Cesar de Oliveira, do Grupo de Repressão a Estelionato e outras Fraudes (GREF) da Polícia Civil de Goiás.
As diligências apontaram ainda que um dos principais alvos teria movimentado aproximadamente R$ 100 mil em poucos dias.
Os suspeitos presos nesta quarta poderão responder pelos crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de capitais.
"A população do Estado do Rio precisa entender que emprestar contas para golpistas também é crime. Elas responderão e terão as prisões decretadas, assim como ocorreu na Operação Mão Fantasma. A Polícia Civil do Rio está no combate ao crime em apoio à Polícia Civil de Goiás", destacou a delegada Norma Lacerda, titular da 71ª DP (Itaboraí).
A ação contou com o apoio de equipes do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI), do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).







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