Teatro Princesa Isabel fica localizado na Galeria Luiz Thomaz, em CopacabanaReprodução de vídeo / Instagram

Rio - O histórico Teatro Princesa Isabel, localizado em Copacabana, na Zona Sul, será reaberto. Fechado desde 2024, mesmo ano da morte do seu fundador, o produtor e ator Orlando Miranda, o espaço cultural, incluindo a galeria, passará por reformas antes de receber o público. O local será dirigido por Gilmar de Araújo, responsável pelo Teatro Fashion Mall, em São Conrado, na mesma região.
Ao O DIA, Gilmar informa que o projeto ainda está na fase inicial e revela a previsão para a reinauguração, enfatizando que ainda não há prazo concretizado. "Nossa expectativa é [que reabra] no próximo verão, porém são muitos detalhes. Não vamos criar expectativa falsa", pondera o diretor.
O fundador do espaço morreu aos 91 anos no dia 9 de dezembro de 2024. Ele tratava uma pneumonia e faleceu em casa, em Copacabana. Recentemente, o local foi arrendado pela única filha de Orlando, Isabel Miranda. Ela também destaca que ainda faltam preparativos para a reabertura das coxias. "Nesse exato momento está tudo muito incipiente e verde."
O teatro fica localizado na Galeria Luiz Thomaz, que também passará por obras. De acordo com uma prévia do projeto compartilhada nas redes sociais, o espaço terá estabelecimentos, com o objetivo de retomar a relevância do local para o público. Ele, ainda, possui um acervo repleto de fotos, panfletos, jornais, quadros, livros e mais elementos que recontam a história da cultura carioca, incluindo a censura durante a Ditadura Militar. 

Local histórico
Fundado em 1963 por Orlando, ao lado de Pernambuco de Oliveira e Pedro Veiga, o teatro foi palco de grandes sucessos. O espaço recebeu os primeiros shows de Bossa Nova e inúmeros espetáculos históricos ao longo da existência, como "Roda Viva", "Trair e coçar é só começar", "Um grito parado no ar", "Noviças Rebeldes" e mais montagens.

Grandes nomes da dramaturgia, como Fernanda Montenegro, Fernando Torres (1927-2008), Procópio Ferreira (1989-1979), Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), Paulo Gracindo (1911-1995), Jô Soares (1938-2022), Elke Maravilha (1945-2016), Jorge Dória (1920-2013), Dercy Gonçalves (1907-2008) e Marília Pêra (1943-2015) fazem parte da história do lugar, que também serviu como auditório para assembleias onde eram discutidas as necessidades da classe artística.