TJRJ condena Alysson André a 20 anos de prisão pelo feminicídio de Ysabelli Cristinne, de 18 anos, em MaricáReprodução Redes Socais

Rio - O Tribunal do Júri de Maricá condenou Alysson André Vaz da Conceição a 20 anos de prisão pelo feminicídio de Ysabelli Cristinne Souza, de 18 anos, ocorrido em julho de 2022. A decisão acolheu a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), reconhecendo que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por menosprezo à condição de mulher.

Segundo o MPRJ, Ysabelli havia marcado um encontro romântico com Alysson antes de ser assassinada. Após a execução, o corpo da jovem acabou abandonado em um matagal, sendo localizado apenas sete dias depois. O avançado estado de decomposição impediu que os familiares realizassem o velório.

Na sentença, o juízo considerou a extrema violência empregada no crime e os graves impactos psicológicos causados à família. Alysson não poderá recorrer em liberdade e permanecerá preso para o cumprimento da pena em regime fechado.

Relembre o caso

Ysabelli desapareceu na noite de 19 de julho de 2022, após sair de casa para comprar lanches em uma loja de fast-food no distrito de Inoã, em Maricá, onde pretendia se encontrar com Alysson.

Após uma semana de buscas intensas da família, o corpo da jovem foi localizado sem roupas e com sinais de ferimentos na costela e na cabeça, na manhã do dia 26 de julho. Um funcionário da prefeitura de Maricá encontrou o cadáver.

Na ocasião, a perícia da Polícia Civil constatou diversos sinais de violência no corpo. A investigação apontou que o celular de Ysabelli foi desligado pouco após o encontro e que os últimos registros das antenas de telefonia indicavam a localização exata de onde ela acabou encontrada.

Alysson acabou preso após comparecer à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Em depoimento aos agentes, ele confessou ter enforcado a jovem e abandonado o cadáver na área de mata.
A reportagem de O DIA não localizou a defesa de Alysson André. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral