Confira, minuto a minuto, o que aconteceu durante o debate:
11h46 - Jornalista Sidney Rezende agradece a audiência e encerra o debate entre candidatos ao Senado.
11h43 - Considerações finais Waguinho: "Quero chamar a atenção de toda a Baixada Fluminense e dizer que nós somos mais de três milhões de eleitores. Chegou a vez da Baixada ter um representante raiz no Senado Federal. Sou de Belford Roxo, da Baixada. Não vamos perder essa oportunidade. Fui prefeito duas vezes, deputado duas vezes, vereador. Tenho uma experiência muito grande. Sei e conheço tudo o que nosso povo precisa no Estado do Rio de Janeiro. E você que já tem seu primeiro voto, posso ser seu segundo voto. Quero também mandar um abraço para minha esposa, que é a deputada federal Daniela do Waguinho. Peçoveto para Waguinho Senador 101 e para Crivella Senador 100. Um forte abraço para todos."
11h42 - Considerações finais de Marcos Dias: "Obrigado pela oportunidade que nos foi dada esta manhã, a de poder discutir soluções para o Brasil. O Brasil tem que parar com essa radicalização, tem que ter propostas efetivas com racionalidade e respeito. Torno a dizer: eu fui vítima da violência perdendo um irmão com um tiro na cabeça. Então, o endurecimento das leis penais, acabar com as saidinha de presos, redução da maioridade penal, castração química... são agendas muito importantes. Eu estou preparado para discutir Economia, discutir infraestrutura. Estou preparado para representar no Senado, mas essa agenda da segurança é imprescindível. Quero deixar uma abraço todo especial para Belford Roxo, que conheço bem. Aliás, eu conheço as 92 cidades do estado do Rio de Janeiro e estou preparado para cuidar de você com amor e responsabilidade. Eu sou o único candidato que pode pedir aqui o primeiro voto para o Marcos Dias e, você que ainda não escolheu, o segundo voto também para o Marcos Dias, 200."
11h41 - Considerações finais de Carlos Portinho: "Obrigado ao Grupo O Dia, por incentivar esse debate, toda a grande audiência. Cheguei como senador suplente no Senado, mas advogado de formação. Fui líder do governo Bolsonaro no Senado Federal. Sou um defensor da família e da liberdade em todas as situações, por isso defendo a pauta da anistia. O país precisa de paz, e precisa olhar pra frente. São tantos desafios, não dá para perder tempo olhando para trás. Quero me dirigir, agora, aos advogados, aonde estou hoje aqui na minha casa, à presidente Ana Tereza Basílio. No meu mandato, eu pude defender pautas importantes. O Projeto de Lei que define de natureza alimentar nos honorários advocatícios, eu aprovei, de minha autoria, no Congresso Nacional, e já é lei. O exercício privativo nos Tribunais de Conta, projeto de minha autoria caminha. E a SAF (Sociedade Anônima do Futebol), que tantas oportunidades deu à nossa classe e investimentos no país."
11h40 - Considerações finais de Marcelo Crivella: "Lá no Senado Federal, participei de dois mandados, temos assunto importantíssimo que a experiência do candidato vai ser muito importante. O Rio de Janeiro manda para Brasília todo ano, de imposto de renda pessoa física e jurídica, R$ 150 bilhões. Recebe de volta R$ 2,5 bilhões. Com a crise que nós vivemos, isso precisa acabar. O Supremo Tribunal Federal diz que essa equação tem que mudar. Eu peço a você que me ajude. Eu preciso estar lá. Conheço muitos dos senadores, conheço a tramitação das matérias e nós vamos fazer justiça ao nosso estado. Com mais recursos, o Rio vai voltar a ser o grande estado que sempre foi. Deus abençoe o Rio de Janeiro, Deus abençoe a todos e muito obrigado."
11h39 - Considerações finais de Carlos Jordy: "Primeiramente eu quero agradecer a todos, quero agradecer ao eleitor que nos assistiu aqui. Eu quero dizer que o senado federal nunca foi tão importante. O senador tem um papel emblemático, um papel muito relevante, porque tem um orçamento próprio para destinar, para fazer diversas entregas para os municípios. Mas, mais do que isso, eu trouxe aqui algumas notícias, durante o debate, demonstrando a gravidade do momento institucional que nós vivemos. A grave crise institucional que nós vivemos em nosso país. O Supremo Tribunal Federal se colocou acima dos demais poderes, como um poder moderador, agindo ao arrepio da constituição, cometendo diversos abusos de autoridade, diversas arbitrariedades, envolvidos em diversos escândalos e também se blindando. E é por isso que nós precisamos de um Senado independente, imparcial e com coragem para fazer o que tem que ser feito. E é por isso que eu peço seu voto para os dois senadores do PL: para Carlos Jordy 221, e para Portinho 222. Vamos resgatar a independência e a harmonia entre os poderes."
11h38 - Monica Benicio inicia as considerações finais: "Gostaria de agradecer mais uma vez ao grupo O Dia, também a OAB por essa oportunidade tão importante nesse momento eleitoral onde a democracia precisa ser fortalecida e não mais polarizada. Eu entro na política através da dor e escolho transformar essa dor numa justiça em luta em defesa da democracia. Este ano é um ano decisivo na história do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro tem uma oportunidade única de eleger duas mulheres progressistas ao Senado. E essas mulheres sou eu, Mônica Benício, do PSOL, número 500; e Benedita da Silva, do PT, número 131. Isso é uma oportunidade que não pode ser perdida, porque mulher não pode ser mais utilizada como pauta para ganhar eleição e depois não ser reconhecida no planejamento, no orçamento, na priorização da política pública, porque somos nós que movimentamos, sustentamos e cuidamos desse país. Somos nós, mulheres trabalhadoras, que iremos definir essas eleições."
11h37 - Fim do terceiro bloco
11h36 - Monica: "O centro desse debate está reconhecido na audiência. Que a gente possa multiplicar isso na sociedade. Hoje, nesse debate, sou a única candidata ao Senado representando e defendendo o presidente Lula, porque acredito que a democracia precisa ser ampliada assim como a ampliação dos direitos precisam chegar àqueles e aquelas que constroem esse país e menos conseguem se beneficiar das políticas públicas que podem ser prometidas, mas que não são geradas na concretude da vida das pessoas, que estão hoje sucateadas, trabalhando para viver, sem conseguir viver sob o próprio sustento. Não sabe se a comida vai dar no final do mês, não sabe se o salário vai dar para pagar o aluguel. O Rio se tornou uma das cidades mais caras do mundo para se viver. O estado do Rio vem aumentando o seu índice de precariedade da vida e são as mulheres que mais sofrem com isso. Sofremos na violência e não precisamos falar das saidinhas: mulheres são estupradas em ônibus, dentro de casas e a gente precisa fazer política pública que proteja as mulheres, porque isso protege toda a sociedade."
11h35 - Portinho: "É bom que se diga que o presidente Lula vetou a proposta de renegociação da dívida dos estados e afetou diretamente o Rio de Janeiro. Mas não foi só aí que ele prejudicou o nosso estado. A maldade que ele fez com o veto ao projeto do semiárido do Norte e Noroeste; as mudanças climáticas, nós estamos acompanhando e vemos que o Norte e Noroeste do estado se equiparam a regiões, inclusive do Agreste, isso é tecnicamente comprovado. Um projeto do então deputado Wladimir Garotinho reconhece e dá auxílio e crédito ao produtor rural do nosso Norte e Noroeste. Isso é desenvolvimento econômico. E lá, esse projeto o Lula também vetou, prejudicando todo o povo do Norte e Noroeste. Além disso, outros vetos inclusive pro esporte. Não posso deixar de dizer como a Lei Geral do Esporte está sendo sacrificada e o esporte, como entretenimento e motor de negócios, está sendo sacrificado."
11h33 - Monica Benicio: "Eu acredito que a política, antes de tudo, precisa ser um espaço de diálogo e fortalecimento da nossa sociedade olhando para as pessoas. Isso significa olhar para as pessoas que realmente constroem esse país. A gente entende que na política institucional, existem articulações e alianças que por muitas vezes, colocam em contradições as nossas próprias ideias outrora defendidas. Sobre essa pergunta, eu gostaria de dizer que é muito fundamental que a gente possa fazer alianças e que a gente possa ter um plano de recuperação econômica do nosso estado. Como já foi debatido em outros temas, sabemos que o índice de precarização do próprio trabalho tem aumentado e cada vez mais, isso tem se refletido também no aumento da violência. Isso também se reflete na educação, na saúde. De todas as formas, quando a gente não vê um estado forte, que pensa de forma ampla sua economia, mas sobretudo na divisão dessa economia e nos impactos que ela vai fazer na transformação da vida das pessoas. Já falamos aqui sobre mobilidade, habitação, a própria economia, saúde, educação, todos temas fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. Mas o que falta é vontade política e objetiva de determinar aonde essas políticas vão chegar e a quem elas vão favorecer. A população está cansada em ouvir, em ano eleitoral, discursos políticos com promessas vazias que usam, inclusive, as pautas do momento, como podemos observar nessa atual eleição, onde as mulheres vão definir as eleições e os candidatos já perceberam isso, a nossa própria vida sendo usada como uma moeda de troca em fortalecimento de programas políticos. Assim, a gente vê também na economia, na educação, muitas promessas, mas quando a gente chega ao poder, exercendo o poder, o poder não volta ao povo que foi construído. Isso é lamentável."
11h32 - Portinho: "Recentemente, nós assistimos uma cena patética. Foi o atual governador em exercício, uma pessoa que eu tenho muito respeito, chamado pelo Lula de interventor, acho que ele não merece isso. Mas estava ao seu colo de Lula, Ricardo Couto aos prantos na assinatura do Propag, o plano de recuperação do nosso estado, da nossa economia. E o Lula vetou esse plano e nós lideramos a derrubada. O que pensa?"
11h32 - Portinho pergunta a Monica Benicio sobre Recuperação econômica do Rio de Janeiro
11h31 - Portinho: "Eu quero dizer também, que eu não sou contra a ressocialização, ao contrário, eu sou um grande incentivador. Mas que, no curso da pena, ele possa contribuir para a sociedade, se ressocializar de alguma maneira, mas dentro do presídio que ele cumpra a pena. Esse exemplo, não precisa ir tão longe pra Salvador, basta ir aqui pra Santa Catarina e ver o que o governador do PL, Jorginho Mello tem feito. Os presos têm trabalhado, têm gerado sua renda, através do seu trabalho, enquanto cumprem a sua pena. Aproveitando que estou aqui entre advogados, eu, inclusive, na prática, já apoiei iniciativas como essa. O primeiro caso de dopagem no futebol brasileiro que teve a sua pena convertida em serviços sociais, fui eu advoguei para o atleta, como especialista. E nós fizemos um trabalho lindo no presídio de Bangu, junto aos presos, um trabalho de ressocialização."
11h30 - Jordy: "Bem lembrado, Portinho. Não foram apenas eles que votaram pelo fim da saidinha. Vimos também Pedro Paulo que, olha só que incoerência, ele era o autor do projeto do fim da saidinha, que, se não me engano, foi de 2011. Esse projeto, nós colocamos pra frente porque é um clamor da população. É inaceitável que criminoso, vagabundo, porque tem estuprador, pedófilo, criminosos hediondos, que tem o direito a uma saidinha e cometam crimes. Eles fogem e reincide. Recentemente, nós vimos uma adolescente que foi estuprada por um criminoso que tinha 121 anos de prisão. Como que podemos aceitar isso? Um senador, um cara que se propõe ao Senado, que discursou falando o seguinte: "que, na verdade, uma pequena parcela dos presos foge e comete crimes. A maioria acaba tendo bom comportamento". Mas que balela. A pessoa que cometeu o crime precisa ter o cumprimento da pena."
11h28 - Portinho: "Essa questão do encarceramento diz respeito ao nosso pacto social em primeiro lugar. A sociedade precisa reafirmar que pacto é esse. Se quem tira a vida, um bem sagrado e divino, de uma pessoa vai cumprir sua pena até o final. Se uma pessoa rouba um celular na rua, que hoje em dia é onde todo mundo carrega a vida, se vai ter uma pena que desestimule ela de reincidir. A gente precisa firmar se o nosso pacto social vai manter preso, e o judiciário vai cumprir isso, aquele que atentou, roubou, praticou um crime, estuprador. É isso que a gente precisa, que o judiciário nos ajude. Ajude a sociedade, e não se distancie. Em primeiro lugar, como parlamentar de mandato, senador de mandato, além do projeto que criminaliza as barricadas, eu votei contra as saidinhas. O candidato Crivella, infelizmente, não. Deve ter uma razão, talvez pensando na família, mas a gente tem duas famílias, Crivella. A gente também tem a família do cidadão de bem, que é essa a família que merece a proteção do estado. A família do policial que põe seu peito na frente e que, quando morre, deixa sua família desamparada. Essas pessoas devem estar em primeiro lugar. O cidadão de bem. A candidata Benedita votou contra o fim das saidinhas também. Ou seja, ela permite, embora mulher, que aquele que estuprou, violentou, agrediu uma mulher, possa ter um benefício."
11h27 - Jordy: "Ótimo tema. Portinho, nós estamos vendo esse governo, que é totalmente conivente com o crime organizado. Que, inclusive, fez o plano Pena Justa, que propõe o desencarceramento em massa da população. Nós temos um candidato à presidência que já falou que buquelizar o Brasil. Que nós vamos construir mais presídios, endurecer penas, acabar com benefícios penais. E na contramão o governo Lula tem essa política de desencarceramento. Inclusive nós vimos aí, recentemente, um preso que saiu na saidinha e cometeu estupro. Qual é a sua proposta pra isso?"
11h27 - Jordy pergunta sobre Política de encarceramento para Portinho
11h26 - Jordy: "Esse é um tema muito importante. Acho que já trouxe aqui todas as questões que serão apresentadas junto ao (candidato a) presidente Flávio Bolsonaro para que a gente possa melhorar a mobilidade urbana, toda a operação de logística, mobilidade do nosso Estado. Hoje nós temos ministros do Supremo Tribunal Federal - que não podem ser investigados - já que há uma blindagem entre eles próprios. Para que haja uma investigação é necessária uma decisão dos próprios ministros. O ministro André Mendonça, inclusive, está contando votos para que possa fazer investigação. É inadmissível que nós tenhamos ainda o Alexandre de Moraes fazendo decisões estando tão envolvido com esse escândalo do Banco Master./'
11h26 - Sidney Rezende chama a atenção dos candidatos sobre o tema sorteado.
11h25 - Waguinho fala sobre feminicídio na réplica: "O feminicídio e a agressão à mulher tem crescido cada vez mais no nosso país. Eu no Senado vou fazer a priorização da Lei Maria da Penha, que fez 20 anos no dia 7 de agosto deste ano. Agressor de mulher não tem que ter dinheiro a pagar fiança e na audiência de custódia não pode ser liberado. Tem que ir direto para a cadeia."
11h23 - Jordy: "Enquanto senador, vou viabilizar junto com o nosso (candidato a) presidente Flávio Bolsonaro a linha 3 do metrô. Enquanto senador, Flávio viabilizou um projeto com a COP UFRJ para poder dar novos contornos, uma inovação desse projeto da linha 3 Metrô, que deve sair do papel. Nós vamos trabalhar para que isso realmente seja efetivado no nosso governo e para que nós possamos melhorar a mobilidade e a logística dos cidadãos de Itaboraí, São Gonçalo, Niterói. Também vamos trabalhar para melhorar o acesso aos portos, Porto do Açu, Porto de Porto de Itaguaí e da capital. Nós vimos ontem que o ministro Mendonça pediu que o ministro que o Paulo Gonet, do PGR, possa explicar uma conversa em que o vorcaro pede proteção ao ministro Alexandre de Moraes junto ao Gonet e também ao Andrei. E agora acaba de sair na imprensa que o contrato de 131 milhões de reais da esposa do ministro Alexandre de Moraes foi redigido pelo ministro Alexandre de Moraes, de acordo com os metadados que a Polícia Federal identificou, ele foi redigido pelo próprio ministro Alexandre de Moraes. Não dá mais para nós aceitarmos essa afronta constitucional que nós estamos vivendo, esse estado de coisas inconstitucional. Fui o autor da CPI do Banco Master, que não avançou, muito porque também o ministro Alexandre de Moraes e outros ministros fizeram lobby para que ela não avançasse. Inclusive, o ministro André Mendonça já está contando os votos para investigar o ministro Alexandre de Moraes. Eu, enquanto senador, vou trabalhar para que nós possamos resgatar o equilíbrio e a harmonia dos poderes."
11h22 - Waguinho: "Nós sabemos que a mobilidade urbana do estado do Rio de Janeiro é uma das piores do Brasil. Queria saber o que senhor, sendo eleito senador, pode fazer no Senado para mudar essa realidade do nosso estado e as pessoas voltarem a ter dignidade na mobilidade urbana?"
11h22 - Waguinho convida Jordy para responder sobre Mobilidade Urbana.
11h21 - Waguinho: "O nobre colega não deve conhecer a cidade de Belford Roxo. Fui prefeito por oito anos consecutivos e fiz um trabalho tão belo na saúde que fui reeleito com 81% dos votos. O meu trabalho foi feito com seriedade, dedicação e determinação. Cuidei do pobre, cuidei daquele que mais necessitava. Só em construção de postos de saúde, policlínicas, centro neurotípico, foram 54 novas unidades construídas nos meus oito anos de governo. Tudo que Belford Roxo tem na saúde, todos os hospitais foram construídos no governo Waguinho de 2017 a 2024. Pena que o senhor esteve lá no período que eu fui prefeito. Se estivesse, o senhor estaria elogiando. Hoje eu não posso falar porque não sou mais prefeito. Se a saúde está indo mal, não é minha culpa. Nos meus oito anos, fui elogiado até pela presidência da República e pela ministra da Saúde."
11h20 - Marcos Dias: "A minha grande preocupação com a política é isso. Como falou o candidato Waguinho, não bate com o que as pessoas falam. O que a gente ouve falar de Belford Roxo é o sucateamento, o abandono que aquela cidade teve. É isso que nós não podemos continuar. Precisamos ter responsabilidade com o que falamos e está na nossa mão para gerir. Os números são avassaladores. A Baixada Fluminense padece principalmente com isso: currais de atendimento. Se você é amigo de tal parlamentar, você tem acesso à saúde. Nós temos que acabar com isso. Não pode existir isso. Responsabilidade com as vidas. Eu sou presidente da Comissão de Direitos Humanos aqui na Câmara Municipal e a bandeira que eu tenho é por isso, pela dignidade, é valorizar, e é na saúde sim. Porta aberta para todo mundo, cirurgias dignas, o parto humanizado e não é o que está acontecendo, não só no Belford Roxo como no estado do Rio e no Brasil."
11h18 - Waguinho: "Nós temos que trabalhar com seriedade na saúde. Quando fui prefeito de Belford Roxo, construí o Hospital do Olho, Hospital da Mulher, Hospital da Criança, duas UPAs 24h, o Hospital Municipal e a Maternidade. Contratei 250 médicos especialistas com residência para serem distribuídos nas policlínicas, postos de saúde e PSFs. Eu revolucionei a saúde de Belford Roxo. Nós fazíamos 40 cirurgias eletivas por dia e 20 partos por dia. O Hospital do Olho operou 46 mil cataratas. O Governo Federal deu toda a sua contribuição com repasses, eu lutei muito em Brasília para aumentar todo esse recurso. Voltando na questão da pandemia de 2019, nós fomos campeões em Belford Roxo: ficamos em segundo lugar com a menor taxa de mortalidade, porque eu investi em tomógrafos, CTIs, UTIs e distribuição de remédio para aqueles que não podiam comprar. Belford Roxo serviu de referência para o Brasil. Tanto que a especialidade médica, o presidente Lula esteve em Belford Roxo com a ministra [da Saúde] Nísia [Trindade], gostou tanto da ideia que levou para o Governo Federal, que criou o Mais Especialidades, que surgiu e nasceu em Belford Roxo. Para a saúde continuar melhorando, precisamos de pessoas que sejam gestoras. Tem que gostar de gente, do povo, do pobre, tem que botar a mão na massa e tem que participar. Tem que estar dentro dos hospitais, dos postos e fazer o seu trabalho de verdade."
11h17 - Marcos Dias: "Nós temos visto o SUS, um programa com uma concepção muito boa, mas como tudo que esse governo põe as mãos, vira bagunça. Nós vemos as empresas que prestam serviços profissionais sendo pouco valorizadas, as entregas para a sociedade sendo horríveis, você vê fila de tudo quanto é lado. Quais são as suas propostas para melhorar a saúde do cidadão brasileiro?"
11h17 - Marcos Dias pergunta para Waguinho sobre Saúde Pública.
11h16: Marcos Dias: "Nós temos que ter responsabilidade. É inadmissível e como eu falei, eu sou totalmente a favor dos programas sociais, desde que não desencadeie dependência. Hoje você que é empregador, eu sou empregador, as pessoas não querem mais trabalhar porque tem um benefício continuado de longa escala e eles preferem ficar com benefício do que produzir riqueza pro país. Então tem que ser revisto isso, o governo tem que ter responsabilidade. Ele não pode fazer desses programas sociais currais eleitorais de oportunismo. Nós vemos o que acontece com o nosso nordeste, o nordeste é refém dos programas sociais. E o programa social não é pra isso, o programa social é para acolher aquela senhora que não tem como ser cuidada pela família, é é é aquele trabalhador que perdeu o emprego, ele vai ter que ser reclassificado no mercado, então é requalificar e dar emprego. É isso que vai fomentar a economia do país, é isso que vai fazer o Brasil voltar a sorrir, é isso, responsabilidade e empenho dos governantes."
11h15 - Crivella: "Concordo que nós temos que prestigiar os investidores, temos que prestigiar o capital, mas temos também, como ele disse, proteger a segurança dos nossos trabalhadores. O ideal seria que todos esses aplicativos distribuíssem lucros com os seus funcionários, não os tratasse apenas como empregados, mas como parceiros, partners. Os americanos criaram a maior economia do mundo porque fizeram isso. É isso que estádiria para nós todos, a garantia de que a distribuição de renda não vai causar uma desigualdade terrível e essa desigualdade sendo mãe da criminalidade que nos abate. É essa a maneira, eu diria até bíblica, é em dando que se recebe, é distribuindo, é dividindo que a gente vai crescer muito mais. Dividindo nós vamos multiplicar."
11h13 - Marcos Dias: "Hoje, a responsabilidade do governo com a economia tem que ser preconizada. É um absurdo que esse desgoverno vem fazendo com o país. É empresas e mais empresas quebrando o tempo todo. Hoje nós vemos que o nós chamávamos de produto Paraguai, que era chacota, hoje tá recebendo de portas abertas as nossas empresas. Quer dizer, a falta de segurança jurídica, a falta de segurança institucional tá levando essas empresas a produzirem aqui no país vizinho. Por quê? Porque não existe uma política de responsabilidade. Nós temos que, querido Crivella, ali em Brasília, é deixar de lado, sabe, o país vive um momento de polarização, onde as discussões verdade que é cuidar do povo não tem acontecido. E nós temos que ter essa responsabilidade com firmeza. E eu, ali no Senado, seja o presidente que for, né - isso quero deixar claro, eu sou conservador, trabalho aqui o governo de direita ganhe essa eleição -, mas seja o presidente que for, eu terei disposição de votar nas matérias que sejam boas para o povo e também para rejeitar, seja qual quer o governo que esteja na frente do país, rejeitar as matérias que não sejam favoráveis ao povo. Nós temos que gerar emprego, gerar receita, menos Estado e mais Brasil. Na hora que o Estado se mete no empresariado, ele vai quebrar, porque o Estado não entende de empresariado. O Estado não sabe ganhar dinheiro, quem sabe ganhar dinheiro o empresário. O empresário é o trabalhador produzindo, o empresário pagando e tendo feijão no tacho na conta, onde todos são beneficiados e respeitados. Respeitando a dignidade do trabalhador, respeitando o horário de trabalho do trabalhador. Tudo isso tem que haver consenso. Não adianta você tomar decisões pensando numa narrativa de aplausos, de like, sem pensar nos dois lados. O que que perde o empresário, o que que perde o trabalhador? Vamos respeitar o trabalhador, sim, mas devidas responsabilidades."
11h12 - Crivella: "Você é um homem de sucesso, você é um exemplo para nós. Você começou vendendo na feira e hoje é um empreendedor e um político de sucesso. O que que nós precisamos fazer no Senado Federal para melhorar o trabalho, o emprego no nosso país e a renda?"
11h12 - Crivella pergunta sobre Trabalho e Emprego para Marcos Dias.
11h11 - Crivella: "Monica, concordo plenamente com você. As redes sociais precisam ser regulamentadas. Não há dúvida disso. Nós temos que acabar com esse confronto criado no Brasil através de fake news e também radicalizações que não nos conduzem a construir o país dos nossos sonhos. Política é a solução pacífica das controvérsias. Não adianta acusação, ódio. Isso não constrói aquilo que a gente sonha. Agora, eu cuidei das pessoas. Foram 60 mil pessoas que fizeram cirurgia de catarata. 600 mil que participaram dos nossos mutirões de cirurgia sexta, sábado e domingo. Gostaria de ter feito muito mais, mas tive que pagar R$ 6 bilhões em quatro anos e só Deus sabe o sacrifício que foi. Monica, muito obrigado, sei que você é uma pessoa que luta pelo povo, estive ao seu lado na sua dor: colocamos o nome da nossa vereadora em uma escola, sofremos juntos. Que Deus nos ajude a fazer o Rio a realizar sonhos."
11h09 - Monica: "Para voltar ao tema, aproveitando que é regulamentação das redes, as informações que o candidato passou podem ser verificadas nas redes sociais, com acesso a múltiplas ferramentas. Para concluir a minha pergunta no sentido da oportunidade do candidato responder o tema, eu ia dizer que o senhor prometeu cuidar das pessoas do Rio quando foi prefeito, e foi justamente o que não fez. A regulamentação das redes sociais hoje é algo de fundamental importância, sobretudo para a segurança da nossa juventude e para a nossa educação. A gente sabe que grandes plataformas lucram milhões com acessos a milhares de brasileiros sem, hoje, a gente ter regulamentação de que tipo de conteúdo pode ser feito. Sem haver censura, mas também cobrando regulamentação com seriedade, para que a gente possa garantir a segurança do que os brasileiros estão consumindo nas redes sociais, entendendo o que também se tornou um grande espaço de fake news e propagandas de mensagens criminosas, como o senhor pretende fazer essa fiscalização sem censura?"
11h07 - Crivella: "Eu quero agradecer à Monica pela oportunidade de explicar o que ocorreu quando eu fui prefeito do Rio. Eu tive que pagar R$ 6 bilhões. Todos os outros prefeitos pegaram empréstimos, eu paguei empréstimos. Agora, eu agradeço muito a Deus porque um ano antes de haver o convite, só pode ter sido Deus, eu comprei 27 tomógrafos e coloquei em todas as comunidades, inclusive a Maré. Eu comprei 800 respiradores, 2 mil monitores. Eu pude comprar 150 carrinhos de anestesia. Gente, aonde é que Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Niterói, Cabo Frio, Campos, Volta Redonda, os grandes municípios do Estado vieram buscar equipamentos para fazer leitos de UTI? Aqui no Rio. Qual foi o maior hospital de campanha do Brasil? Lá no RioCentro: 500 leitos, sendo 100 de UTI. E todos eles também com tomógrafos, de tal maneira que eu tive sim que tirar dinheiro do Carnaval. Monica, muita gente me criticou. 'O Crivella é racista'. Mas eu dobrei os recursos das creches, eram 350 e passei para 700 cada criança, a maioria das crianças são negras, que precisam desses recursos. Tive que cortar também os recursos de publicidade. Sofri muito: era RJTV, Crivella de manhã, tarde e noite. E também tirei o pedágio, contrariando interesses. Mas Monica, pode ter certeza que eu governei para o povo do Rio e sofri muito, cheguei a ser preso, mas depois, inocentado. Mas tenho a minha consciência tranquila de que não governei para mim, para ter bons índices de popularidade. Governei e sofri pelo povo que amo tanto, o povo da cidade do Rio."
11h05 - Monica: "Candidato, o senhor teve a oportunidade de ser prefeito dessa cidade e fez, reconhecidamente, pela maior parte da população, uma das piores gestões que o Rio teve e enfrentou, também, um período de pandemia. Foram muitas as dificuldades: na saúde, educação, cultura. A adversidade da pandemia agravou a situação e o que a população encontrou não foi acolhimento, mas sim abandono."
11h05 - Monica Benicio pergunta a Marcelo Crivella sobre Regulamentação das redes.
11h04 - Fim do segundo bloco.
11h02 - Marcos Dias: "Eu posso falar com propriedade sobre economia informal. Eu já vendi na feira, conheço o que é isso. E realmente precisa ter qualificação e oportunidade. Muitas pessoas, que estão trabalhando como ambulante, queriam ter um emprego com carteira assinada, registrada. Todos os direitos. Mas onde está o Estado nesse momento? Estão fazendo pra elite, espetáculos, narrativas e cadê as entregas? É hora de responsabilidade. O Brasil tem jeito, o nosso povo tem vocação para o sucesso. Se nós estivermos comprometidos com a verdade e com as entregas, sair da narrativa. Faço um discurso aqui, tudo muito bonito, sou eleito e depois abandono minhas pautas? Isso não pode continuar. Nós temos que ser cobrados. Essa oportunidade de falar hoje para esse veículo de comunicação é muito importante. Vai estar registrado. Então Marcos Dais tem compromisso com a classe trabalhadora, com o empresariado. Porque não existe um sem o outro. O empresário depende do trabalhador e o trabalhador depende do empresário, com responsabilidade."
11h01 - Monica: "O estado do Rio de Janeiro tem aumentado o índice de trabalhadores e trabalhadoras empurrados ao trabalho informal. O que a gente vê é um impacto grande na nossa economia, mas também vemos um estado que não se esforça em combater essa situação na produção de geração de trabalho, emprego e renda. Pelo contrário, reprime aqueles que jogam a vulnerabilidade, que jogam uma situação de precariedade de trabalho e combate, ainda, com repressão. Ou seja, não cria oportunidade de emprego e geração de renda, admitem uma postura exploratória e desumana sobretudo com aqueles mais desfavorecidos, que a gente sabe que é a população negra, favelada e periférica, que mais sofre com essa desigualdade. Não tem, do nosso Estado, políticas de investimento que possa fazer mitigação sobre isso, pelo contrário. Não a toa, o que a gente vê pôs no centro do debate do país da democracia é o fim da escala 6x1 porque empregabilidade também é sobre cidadania e dignidade do trabalhador."
10h59 - Marcos Dias: "Obrigado pela pergunta, candidata Monica. A grande verdade é que o que está acontecendo com o país está empurrando as pessoas pro subemprego, para uma condição análoga às vezes. A falta de oportunidade que esse desgoverno está trazendo pra nossa nação tem massacrado muito os trabalhadores. E quando eu vejo as empresas de aplicativo, elas sim funcionam, mas funcionam de uma forma muitas vezes covarde com aquele trabalhador que precisa levar seu sustento pra casa. Isso tudo precisa ser revisto, mas entendo que a economia precisa ser trabalhada de cima pra baixo. O governo precisa respeitar o trabalhador incentivando, qualificando, trazendo oportunidade para o trabalhador de verdade. Narrativa, discursos, tudo a gente ouve o tempo todo, mas efetivamente, onde estão as ações? As pessoas estão perdidas, sem emprego, sem qualificação. Hoje elas estão amparadas por programas de governo. Eu sou a favor de programas de governo, desde que tenha um parâmetro certo, a pessoa perdeu o emprego então ele tem que ser qualificado para ser reinserido no mercado. Mas ele vai ser reinserido no mercado se tiver oportunidade de emprego. As empresas no Brasil estão sendo sucateadas, para onde as empresas estão indo? A insegurança jurídica, isso tem levado ao que? Agora mesmo, essa semana, tive a informação de que mais de 300 agências de um banco foram fechadas. Pra onde vão essas pessoas? Qual é a política de economia que esta sendo aplicada pra proteger o cidadão. Ai a pessoa vai pra onde? Vai para o aplicativo, vai dirigir Uber, vai dirigir o 99, vai fazer o iFood. Que são empresas que estão acolhendo, mas elas também exploram muito. As taxas que são cobradas desses trabalhadores são absurdas. E tudo isso precisa ser monitorado, precisa ser revisto. Nós temos responsabilidade sim, de parar com essa narrativa de polarização e cuidar das pessoas com verdade e com responsabilidade. Cabe a nós, Monica, quando estivermos no Senado, respondermos por isso e cuidar do povo."
10h58 - Monica: "Candidato Marcos Dias, a gente tem visto uma crescente na desigualdade no nosso país e estado que causa a precarização da vida do trabalhador e da trabalhadora cotidianamente. Muitas das alternativas da necessidade da urgência de dar conta da vida dos trabalhadores é justamente se tornar trabalhador de aplicativo. Como a gente pode fazer um fortalecimento desses serviços, valorizando os trabalhadores sem desprestigiar as plataformas, mas, sobretudo, fortalecendo a economia?"
10h58 - Monica pergunta sobre Trabalho por Aplicativo para Marcos Dias.
10h56 - Monica: "Os royalties devem permanecer no Rio de Janeiro, mas sobretudo entendendo o que a gente faz com essa distribuição de renda gerada. Porque eu acredito que a gente precisa produzir uma economia forte, um estado forte, mas que a nossa renda possa ser redistribuída para diminuir as desigualdades. E não só chegar à aqueles que lucram com essa produção e não favorecendo àqueles que de fato trabalham para produzir a riqueza do nosso país."
10h54 - Jordy: "Nem preciso falar que a respeito dos royalties do petróleo, serei um defensor fervoroso para que os royalties possam permanecer no Rio de Janeiro. É inaceitável que nós estejamos vendo a discussão desse royalties do petróleo devem ser redistribuídos para estados que não produzem. Porque royalties do petróleo não são receitas tributárias, são compensações financeiras, são compensações financeiras para aqueles estados que produzem devido aos possíveis danos ambientais. Nós sabemos que hoje há uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que está para ser julgada no Supremo Tribunal Federal, já está parada há algum tempo devido a um projeto de lei que mexeu nessa redistribuição, mas a partir do ano que vem, com o novo senado, com mais força para que inclusive nós possamos trabalhar para impedir que haja essa redistribuição, nós vamos marcar presença para que os royalties não saiam do Rio de Janeiro e permaneçam aqui porque nós somos produtores de petróleo."
10h52: Monica Benicio: "Acho fundamental a gente falar sobre soberania. Porque quando a gente está falando de petróleo e de transição energética, nós estamos falando sobre um país que hoje tem visto a Petrobras, por exemplo, ameaçada à privatização. O que eu defendo é a reestatização plena da Petrobras, para que isso fale da nossa nossa soberania, do controle e autonomia do nosso petróleo, gerando renda para a nossa população, que é quem produz. Isso é algo central quando a gente quer discutir democracia e um país com um estado democrático fortalecido. E isso, sem falar em todos os recursos energéticos sendo investidos para mitigações de impactos ambientais que a gente vê se agravando cada vez mais com a exploração e desenfreada e sem responsabilidade com o meio ambiente, a partir do petróleo. A defesa da minha postura do Senado será por um estado firme, autônomo e pela soberania nacional acima de tudo. E isso requer a valorização dos trabalhadores brasileiros que produzem a nossa riqueza e que portanto precisam ter autonomia de administrá-la."
10h51 - Jordy: "O nosso país tem uma vocação enorme para a transição energética para recursos renováveis, mas isso muitas vezes tem sido um empecilho para o poder público, tem colocado empecilhos para que a gente consiga fazer essa transição energética. Qual é a sua proposta para que nós possamos, de fato, fazer com que isso se torne realidade em nosso país e beneficiando o cidadão fluminense?"
10h51 - Jordy pergunta sobre Transição energética/Petróleo e Royalties para Monica Benicio.
10h49 - Jordy: "Muito boa sua proposta, Portinho. Eu acredito que nós devemos avançar mais. Inclusive, eu acredito que a partir de uma denúncia o próprio delegado precisa já colocar medidas protetivas. Isso não pode ser exclusividade somente do juiz. O delegado, a partir do momento em que ele enxerga a gravidade da situação, a gravidade do caso, ele pode identificar que é necessário colocar medidas protetivas para proteger aquela mulher e manter o seu agressor longe dela. E repito aqui, Portinho, é inacreditável, é lamentável, vou até dar o nome aqui do candidato, porque infelizmente ele não esteve aqui, que Pedro Paulo se furte de dar explicações sobre seu passado de agressão a mulheres. Inclusive eu lamento que a deputada Benedita, uma mulher negra, ativista dos direitos das mulheres, esteja dobrando com essa pessoa que tem esse histórico. Isso mancha a sua história, a sua reputação."
10h48 - Portinho: "Como sobrinho neto de Carmen Portinho, tenho incentivado emendas parlamentares, como o projeto Empreendedoras do Amanhã, que levou formação a diversas mulheres. Tia Carmen dizia, e é isso que eu acredito, que a emancipação econômica da mulher é a base da sua emancipação social e política. Por isso, o comum aqui com o Carlos Jody, acho uma covardia a ausência do candidato hoje aqui, a OAB estimula o debate. O voto e o debate são os maiores instrumentos da democracia. Eu tenho um projeto, que vou apresentar, para que o juiz na audiência de custódia já possa colocar a tornozeleira eletrônica no agressor, para não colocar um minuto mais a mulher em risco. Isso já é feito por convenho hoje com o Poder Judiciário, mas precisamos institucionalizar."
10h46 - Jordy: "O crime da violência contra a mulher é um dos mais bárbaros da nossa sociedade. Nós temos que reprimir com muita contundência, com muita veemência isso, não só com leis mais duras, que realmente façam com que o abusador, o agressor, pense duas vezes, mas também que ele possa cumprir pena, muitas vezes sem benefício penal. Nós sabemos que, inclusive, nós temos um candidato que tem um histórico de agressão a mulheres e tem tentado esconder isso. Ele tem buscado censurar os seus adversários, tem tentado apagar o seu passado. É inacreditável que nós tenhamos uma pessoa que se coloca como candidato ao Senado Federal, um cargo de tamanho e envergadura, de tamanho e importância, e ele simplesmente quer que as pessoas esqueçam do seu passado. Inclusive, ele deveria estar aqui para inclusive conversar, dar explicações, dizer a sua própria versão, que ele disse uma vez que nunca teve um embate dentro de casa, nunca saiu do controle. Isso é inadmissível. As mulheres precisam ser protegidas, amadas, acolhidas, precisam de políticas públicas inclusive para que elas possam ter a sua independência financeira. Porque acontece muito isso, Portinho. Muitas mulheres que sofrem agressões, às vezes elas deixam de sair de casa, deixam de inclusive denunciar os agressores porque ficam atreladas aos seus abusadores. Nós temos que fazer linhas de crédito, projetos para fazer com que as mulheres possam empreender e assim garantir a sua independência financeira. Isso sim são políticas para garantir, não só a independência, mas a liberdade da mulher. Então, respondendo a sua pergunta, homem que agride mulher não merece o seu voto, merece sim cadeia."
10h44 - Portinho: "Eu sou sobrinho Neto de Carmen Portinho, sufragista junto com Bertha Lutz, primeira mulher urbanista do Brasil, e, por isso, patrona do urbanismo. Minha mãe trabalha com mulheres vítimas de violência. Na minha família isso vem no sangue. E isso tem sido uma pauta muito importante no meu mandato. Jordy, homem que bate em mulher merece a confiança do voto?"
10h44 - Portinho convida Jordy para responder a pergunta sobre o tema Violência Contra a Mulher.
10h43 - Portinho: "Nós avançamos com esse projeto, então, que restringe, mas sabemos que ainda devemos combater, principalmente, as bets ilegais. Porque muitos usaram de justificativa pra aprovação do projeto de regulamentação das apostas, né: 'as pessoas vão continuar jogando, é melhor regulamentar'. Aconteceu as duas coisas: foi aprovada, essa desgraça, e as pessoas continuam também jogando nas BETS ilegais. Eu vou encaminhar um projeto, já estou estudando, inclusive no meu mandato, pra que a gente possa criminalizar aquele que aposta em bet ilegal. Porque as bets ilegais, geralmente, estão fora do Brasil, estão ligadas à máfia, estão ligadas a lavagem de dinheiro, e a gente não pode permitir isso. A melhor maneira não é derrubando o site, que no dia seguinte, a gente já viu na Itália, que volta o site ilegal de novo pro ar. A melhor maneira é conscientizando as pessoas, e criminalizando, sim, para que tenha uma pena pequena, mas que tenha alguma sanção no Estado por estar apostando em bets ilegais."
10h40 - Waguinho: "Eu concordo com o senador Portinho. Eu sou totalmente contrário às bets. E, também, voltando aqui à segurança pública, como senador, vou cobrar veementemente ao governo federal o combate às armas, ao crime organizado e às drogas. Nós temos que realmente levar muito a sério essa questão. O Rio de Janeiro precisa voltar a sentir a sensação de segurança. As pessoas não podem continuar passando pelo que elas estão passando. Então não vamos permitir, no senado, de ver o Rio como está. Precisamos ter um Rio diferenciado. E o Rio que a segurança pública venha existir de verdade. E que vai estar na mão do próximo governador porque ele é responsável pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, mas o senado estará fiscalizando todos esses atos."
10h39 - Portinho: "O governo Bolsonaro, como líder, foi responsável por liderar o aumento de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil, projeto do governo Bolsonaro no momento pós-pandemia. Sobre as bets, eu votei contra. E eu profetizei, na tribuna, tudo o que iria acontecer, que as famílias seriam desgraçadas, ficariam endividadas, que o comércio ia perder recurso, movimentação. Todos os setores da Economia iriam sofrer com esse ralo que vem levando à dívida da família brasileira. Votei contra, mas aprovei emendas nele, uma vez vencido. Aprovei emendas importantes, como o reconhecimento facial. Inclusive, foi premiada essa proposição por ter afastado os jovens e as crianças das apostas. Sou relator do projeto de lei de autoria do senador Girão que disciplina e restringe a publicidade das bets, essa massificação de propaganda que a gente viu na Copa do Mundo, como se fosse tema novo, nós já vimos aprovado no Senado Federal um projeto de minha relatoria que corre há dois anos na Câmara dos Deputados. Vemos que há um lobby muito forte na Câmara dos Deputados para que o projeto não avance. Ele estabelece horários restritos para as propaganda de bets. Ele incentiva o patrocínio, mas restringe demasiadamente, como é necessário, a propaganda privilegiando aqueles que investem no Esporte já que, infelizmente, o Esporte escolheu as apostas."
10h38 - Waguinho: "O Bolsa Família é um programa federal muito importante, que leva comida à casa das pessoas que vivem na miséria e pobreza. A gente tem observado no Brasil que as pessoas tem recebido dinheiro do Bolsa Família e gastado dinheiro nas bets. Quero perguntar ao senhor o que vamos fazer para solucionar essa situação tão grave?"
10h37 - Waguinho convida Portinho para pergunta sobre o tema plataformas de apostas (bet).
10h35 - Crivella: "O Waguinho tem toda razão. Aqui no Rio, cheguei a implementar o Cimento Social. É muito importante que nós, no Senado Federal, possamos encontrar recursos no orçamento para que amplie o projeto do Minha Casa, Minha Vida. Ele possa, também, ser feito em edifícios, e não só pequenas residências. É muito importante que eles tenham placas solares. É muito importante que o financiamento alcance também quem está no Serasa. Muitas pessoas estão hoje no Serasa e não conseguem se inscrever. Eu preciso que o Brasil se conscientize, e o Senado é importante, no que eu e Waguinho falamos: é preciso, sim, melhorar a habitação do nosso povo e isso faz parte de uma segurança melhor. Se nós não tivéssemos comunidades tão abandonadas, certamente elas hoje não estariam dominadas pelo narcotráfico."
10h33 - Waguinho: "As pessoas perderam a sensação de segurança e estão com medo. São mais de 40 mil carros roubados e furtados no ano de 2025. Em 2026, o número aumentou: são 117 carros roubados por dia. Cargas roubadas são oito caminhões por dia e durante o ano de 2025, foram mais de 3 mil caminhões roubados. Eu, no Senado, vou designar o meu recurso para que os policiais tenham melhores salários para combater toda essa criminalidade. E agora, respondendo sobre habitação: quando se fala de habitação, concordo com o senador Crivella que o Minha Casa, Minha Vida foi o maior projeto já feito nesse país pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu moradia a milhares de pessoas que viviam abaixo da miséria e da pobreza. Nós precisamos, no Senado, fortalecer, designar recursos e dialogar com o Governo Federal e todo o Congresso Nacional para que a gente possa criar um programa que aumente a construção do número de habitações para que as pessoas que ainda não tenham casa própria possam ter a sua casa própria. Quero parabenizar o senador Crivella que, durante a sua gestão, teve uma preocupação muito grande em levar moradia àqueles que não tinham moradia. Eu contribuirei no Senado para que as pessoas que ainda precisam ter suas casas sejam alcançadas."
10h32 - Crivella: "Quando eu estava no Senado Federal, havia um projeto de lei que estava parado há muitos anos e criava o Fundo Nacional de Habitação Por Interesse Social e o Sistema Nacional de Habitação Por Interesse Social. Peguei para relatar, eles diziam que tinham visto iniciativa, provei que não e isso deu a criação do Minha Casa, Minha Vida. Waguinho, você, que veio da Baixada, conhece o problema da moradia, nos diga: como melhorar o Minha Casa, Minha Vida?
10h32 - É sorteado o tema Habitação. Crivella convida Waguinho para responder.
10h29 - Marcos Dias: É justamente isso, é responsabilidade. Como eu bem disse, o meu irmão morreu com uma bala na cabeça. Uma das minhas agendas, é a redução da maioridade penal. Nós temos visto muitos meninos que são servidos pelo poder paralelo nessa violência, é descabido. Quando você vai para a Educação, e eu prego com muita firmeza isso, desde a creche, uma creche qualificada, uma pré-escola digna, uma escola decente e a área acadêmica planejada ao longo de 15, 17 anos, nós teremos a sociedade transformada. Mas não podemos negligenciar nisso. Os profissionais de Educação precisam ser valorizados. Os professores têm sido maltratados por todos esses governos. E, sem exceção, estão sendo maltratados. E nós precisamos, de verdade, ter proposições que valorizem os profissionais de Educação, profissionais que sejam envolvidos nessas causas. É uma causa preciosa, nós não vamos abandoná-la".
10h28 - Marcelo Crivella: "Quando eu estava no Senado, tive diversas iniciativas para tratar da questão da Educação. Ela é muito importante, no sentido de ter universidades federais não ideológicas, em que os professores tenham um plano de cargos salários que sejam respeitados, e os seus alunos, através do Prouni, possam ter acesso não só à boa educação, mas também à boa alimentação, também à moradia. Tudo isso foi um propósito que apresentei e votei a favor quando estava no Senado Federal. É muito importante também a educação básica. Fui prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Que a gente tenha cuidado, não só com os professores, com a sua carreira, para que não sejam eles esgotados no seu trabalho, mas também com as crianças que sofrem violência e assédio. Eu fui autor de uma lei em que faz com que os nossos professores sejam treinados para identificar se uma criança faz um desenho que é pornográfico, ou se ela apresenta marcas, por exemplo, de mordida ou roxo, onde não são áreas esportivas, para que a professora entre em contato com os conselheiros tutelares e os conselheiros tutelares entrem em contato com o Ministério Público. É uma visão global que o Senado tem uma importância muito grande. Fizemos cartilhas, distribuímos as feridas inteiras, da escola fundamental à universidade. O Senado Federal tem um papel imenso na questão da educação. E, se Deus permitir, e eu for pra lá e o senhor também, tenho certeza que nós vamos cuidar disso com todo o cuidado que tivemos que cuidar, cuidamos dos dois mandatos que exercemos lá".
10h27: Marcos Dias: "Nós sabemos que a consequência da insegurança, da violência do Brasil é parte do maltrato que existe com a Educação. Você é um homem experiente no Senado. Qual a sua proposta efetiva para nós, dentro da Educação, para transformarmos o nosso país?"
10h27 - É sorteado o tema Educação. Marcos Dias convida Marcelo Crivella a respondê-la.
10h22 - Intervalo.
10h21 - Marcos Dias (Podemos): "O que me traz à agenda da segurança é que meu irmão, há 13 anos, levou um tiro na cabeça e veio a óbito. Um tiro na cabeça. A agenda da segurança é muito preciosa e uma bandeira. Estou nesse pleito para tratar com responsabilidade. Entendo que o Brasil vive um momento de polarização, onde os debates efetivos e as soluções não são apresentadas com verdade. Muito discurso, narrativa e pouca efetividade. Se não houver integração entre os poderes federal, estadual e municipal, na integração da segurança para asfixiar o braço financeiro do crime, poder prestigiar os operadores da segurança. Nós, hoje, temos uma polícia desprestigiada. Os atores da segurança pública precisam estar prestigiados, psicologicamente, estruturalmente, com toda responsabilidade. Tenho certeza que, com esse preceito de equilíbrio e razoabilidade, vamos proteger as famílias. Não quero que se repita, como aconteceu com a minha família. Minha mãezinha, hoje com 89 anos, sepultou um filho com um tiro na cabeça. Isso é inadmissível".
10h20 - Waguinho (Republicanos): "Com muita tranquilidade, nós temos que ter a consciência que a responsabilidade da segurança pública está na mão do governador do Estado, que comanda a Polícia Civil e Militar. Devemos levar muito a sério. Temos que estar unidos porque não podemos mais permitir o que vem acontecendo no Estado do Rio de Janeiro, políticos, deputados, o poder legislativo, governador, pessoas envolvidas com a milicia, traficante. Não podemos mais permitir. O Senado tem um papel importante".
10h17 - Carlos Jordy (PL): "Os criminosos têm passe livre. Eles estão passando a mão na cabeça desses criminosos. Nós vimos o presidente da república, inclusive, ir aos Estados Unidos para trabalhar para não classificar as organizações como organizações terroristas. Fizeram isso aqui quando nós tentamos através do PL anti-facção, colocar essas facções como organizações terroristas. E nós vamos trabalhar para que elas sejam classificadas dessa forma. Assim como vamos trabalhar para que as nossas forças de segurança possam fazer a retomada dos territórios. A ocupação permanente para que esses criminosos não voltem a cometer esses delitos. Eu, enquanto deputado federal, aprovei a Lei 15407-26, que determina que assassinos de policiais cumpram pena em presídios federais, em regime disciplinar diferenciado. Sabemos que esses criminosos quando vão para presídios comuns, sobem na hierarquia do crime. Se tornam, inclusive, chefes de facções. Isso são medidas que nós vamos fazer também e que sejam reproduzidas no Senado Federal".
10h15 - Marcelo Crivella (Republicanos): "Nós temos problemas nas nossas fronteiras. Por elas, passam armas pesadas e munição. Fiz uma lei para dar poder de polícia ao Exército nas fronteiras. Depois, o presidente Lula cumpriu a lei e colocou a aeronáutica no espaço aéreo, e Marinha no litoral. Verifiquei que, depois de muitos anos, não teve resultado. Então eu aprovei o Estatuto da Segurança Privada, ou seja, gora é hora do Exército ter recursos para colocar drones, satélites, aumentar a sua tropa nas fronteiras. É lá que deve ser o nosso combate. Quando é feito aqui, nas comunidades, muita gente morre. O Rio passa a ser uma cidade inacreditavelmente violenta. Quero voltar ao Senado para acrescentar no orçamento da União recursos para que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica cumpram sua missão. Muitas unidades foram transferidas daqui para a fronteira, mas ainda faltam recursos e também, agora que aprovado, colocar em prática o Estatuto da Segurança Privada, fazer pareceria com grandes empresas e a gente segurar o tráfico de armas e munição".
10h13 - Monica Benicio (PSOL): "A pergunta dialoga com o que me coloca na política. O Senado tem um papel fundamental em combate a corrupção e ao crime organizado. Na oportunidade de investigar, abrir CPIs e chegar na ponta de quem financia e lucra com a criminalidade. Não basta a gente combater o crime organizado ocupando as favelas, sem perseguir quem é o braço financeiro e está no alto comando disso. Infelizmente, vemos a ocupação da política institucional sendo uma ferramenta de controle e de organização de crime organizado. O atentado de Marielle nos revelou a relação entre a política, o crime organizado sendo a milícia e uma polícia sendo corrompida por falta de estrutura e inteligência. O Senado tem o papel fundamental em fazer investimentos para que a gente possa combater o que está provocando essas desigualdades e o aprofundamento da corrupção e do crime no nosso estado".
10h11 - Carlos Portinho (PL): "Uma preocupação com o posicionamento do poder Judiciário. A polícia prende, são nossos heróis, e o Judiciário solta. Isso vem afastando o poder da sociedade. Eu fui relator que criminaliza as barricadas, votei para não permitir as saidinhas e no meu próximo mandato a minha ideia é ir para cima desses narcoterroristas. Uma das medidas é endurecer o cumprimento das penas. Bandido tem que estar na cadeia, líder de facção muito mais, esse não pode sair, não pode ter progressão de pena enquanto não cumprir, afinal, muitos tiraram vidas e vida é o maior bem que Deus nos deu".
10h10 - Sidney Rezende: "O Rio de Janeiro enfrenta uma das situações mais graves de violência da história. Se eleito, quais propostas o senhor tem para combate ao crime e o domínio territorial das facções criminosas?"
10h09 - As regras do debate são apresentadas.
10h08 - Participam do debate: Carlos Portinho (PL), Monica Benicio (PSOL), Marcelo Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Waguinho (Republicanos) e Marcos Dias (Podemos).
10h07 - Começa o debate com os candidatos ao Senado.
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