Rio - Professores da Educação Básica de instituições particulares do Rio entraram em greve de 24 horas nesta quarta-feira (2). A categoria reivindicou reajuste salarial e valorização profissional em um ato no Largo do Machado, no Catete, Zona Sul.
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Centenas de profissionais se reuniram para protestar no Largo do Machado. Faixas com os dizeres de greve, além de placas com frases como "corrigir prova também é trabalho", "nosso trabalho não acaba em sala de aula", "3,77% de reajuste é injustiça" e "a resposta para intransigência patronal é greve" foram levantadas pelos professores. O ato iniciou às 11h e seguiu até pouco antes das 14h.
Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), a greve de 24 horas foi definida em assembleia realizada em 15 de agosto e confirmada em novo encontro no último sábado (29).
"Hoje foi um movimento muito importante pela intransigência do patrão de não querer negociar com a gente. É uma luta muito grande. A gente tem reivindicado o nosso aumento salarial, temos reduzindo nessas negociações e nada de avançar. Os patrões realmente estão irredutíveis. Os professores cada vez mais adoecendo com excesso de trabalho e eles não querem dar a hora-atividade. A luta hoje foi grande, foi uma grande mobilização, foi lindo ver a gente nas ruas reivindicando nossos direitos", afirma a segunda secretária geral do Sinpro-Rio, professora Maria Marta Cerqueira.
Além do reajuste, a categoria pede por avanços nas discussões relacionadas à hora-atividade, à gratificação pelo aprimoramento acadêmico e à equiparação salarial entre profissionais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental I e II e do Ensino Médio.
"O maior objetivo da greve é conscientizar a sociedade de que não dá mais para não valorizar o professor. A gente está desde março lutando por um reajuste digno e para colocar a hora-atividade na nossa convenção. O patronato quer invisibilizar esse trabalho que é tão desgastante. A gente não tem fim de semana, não tem noite, não tem hora para nada. Se não formos remunerado por isso, qual é o incentivo que a gente tem? Não dá mais", desabafa a professora Marina Espírito Santo, que participou do ato.
Em negociações recentes, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (Sinepe-Rio) apresentou uma proposta de reajuste de 3,77%, com retroatividade a abril, além da possibilidade de discutir um acréscimo de 0,23% em fevereiro.
O Sinpro-Rio considerou a proposta insuficiente e apresentou uma contraproposta de 5,5% de reajuste, além de defender o avanço nas discussões sobre a hora-atividade. A reunião, realizada em 28 de agosto, terminou sem acordo.
"Nós fizemos três negociações, com três propostas diferentes, e a patronal nos oferece acordo salarial. São perdas muito grandes, sem contar nosso sobre trabalho. A gente tem que fazer alguma coisa, porque a precarização é muito grande", afirma o professor Luís Leão.
Para o Sinpro-Rio, o sindicato patronal insiste em uma proposta que está muito abaixo do que a categoria merece. “Nós queremos reajuste justo, além de avanços na garantia da hora-atividade e na valorização profissional”, afirmou nas redes sociais.
“A categoria está em greve neste dia 2 de setembro. Uma greve de advertência por conta da dificuldade das negociações com o sindicato patronal, que não quer negociar o reajuste condizente ao que a categoria precisa e às condições de trabalho, tais como a nossa hora-atividade, o trabalho além do trabalho, o enquadramento para aperfeiçoamento e, principal, a equiparação salarial que vai equiparar o salário das professoras e professores do Fundamental I com o Fundamental II e Médio”, disse o presidente do Sinpro-Rio, Elson Paiva, nas redes sociais.
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