Glaidson Acácio dos Santos está preso desde agosto de 2021Letycia Rocha (RC24h)

Rio - O julgamento de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, que estava marcado para esta quarta-feira (2), foi adiado para 25 de fevereiro de 2027. A sessão envolve acusações relacionadas à morte do jovem trader Wesley Pessano, de 19 anos, e a tentativa de homicídio contra o investidor Nilson Alves da Silva, conhecido como Nilsinho.
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O julgamento inicialmente seria realizado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde parte das investigações envolvendo o grupo de Glaidson teve origem. O processo, no entanto, acabou transferido para a capital.

Preso desde agosto de 2021, Glaidson é acusado pelo Ministério Público Federal de liderar uma organização criminosa ligada a um esquema milionário de pirâmide financeira. O grupo teria utilizado a empresa GAS Consultoria e Tecnologia para captar recursos de investidores com a promessa de retornos elevados.

Na época da Operação Kriptos, deflagrada pela Polícia Federal, os investigadores estimaram que pelo menos 300 mil pessoas haviam colocado dinheiro no negócio, atraídas pela promessa de rendimento de aproximadamente 10% ao mês.

Acusações de homicídios

Além dos crimes financeiros, as investigações apontaram que integrantes do grupo seriam responsáveis por ações violentas contra pessoas consideradas concorrentes ou ameaças aos negócios da organização.

Entre os casos está a morte de Wesley Pessano, assassinado a tiros em 2021, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. O jovem atuava como trader de criptomoedas e, segundo as investigações, teria sido alvo do grupo.

Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, também teria sido alvo de uma ação atribuída à organização. Ele sobreviveu a uma tentativa de homicídio ocorrida em 2021.

Prisão do ‘Faraó’

Glaidson foi preso pela Polícia Federal em agosto de 2021, durante a Operação Kriptos. Na ocasião, os agentes encontraram mais de R$ 13,8 milhões em dinheiro, além de barras de ouro, em uma mansão no Rio de Janeiro.

O empresário permaneceu preso em Bangu 1, no Complexo de Gericinó, até 2023, quando foi transferido para o sistema penitenciário federal. Atualmente, está no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

As investigações também apontaram que Glaidson teria mantido uma estrutura formada por homens armados para monitorar e eliminar possíveis concorrentes. Ele responde a diferentes processos relacionados às atividades do grupo.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Glaidson Acácio dos Santos para que comente o adiamento. O espaço segue aberto para manifestações.