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André Marinho cita expansão do metrô e políticas públicas para jovens da comunidade

Candidato ao governo do Rio apresentou propostas durante sabatina promovida por O DIA e Fecomércio RJ, em parceria institucional com Firjan e ACRJ

O candidato ao Governo do Rio, André Marinho (Novo), defendeu a recuperação de territórios dominados pelo crime organizado, a criação de políticas voltadas para jovens das comunidades e a extensão do metrô. Entre as propostas apresentadas, está o programa "Sai Fuzil, Entra Brasil". As declarações foram dadas nesta sexta-feira (11), durante o terceiro e último dia das sabatinas promovidas por O DIA e a Fecomércio RJ, em parceria institucional com a Firjan e a ACRJ.

Segurança

Para Marinho, o enfrentamento ao crime organizado precisa ser acompanhado de ações para oferecer oportunidades aos jovens que vivem em áreas dominadas por grupos criminosos. "Temos que ser capazes de recuperar talentos que estão represados nas 1.900 comunidades do Rio de Janeiro afora. Uma coisa leva à outra, porque o jovem de 13 anos está sendo aliciado pelo tráfico, muitas vezes, por uma promessa, por uma sedução para ganhar um status, com um ambiente escolar totalmente depredado. Isso repele esses jovens em todos os sentidos. O pior terror é imaginar que o jovem de 13 anos é o mesmo que está fora do mercado de trabalho e se tornando um inimigo do Estado”, destacou.
Sobre o programa "Sai Fuzil, Entra Brasil", o candidato afirmou que a iniciativa reúne profissionais com experiência operacional e conhecimento técnico. Além disso, ele também defendeu a criação de uma corregedoria externa e autônoma para as polícias.
"Os objetivos são reintegrar territórios, expandir nossa capacidade carcerária e estrangular as fontes de financiamento do crime, porque bandido sem dinheiro é bandido sem poder, porque a parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Temos que fortalecer nossos policiais, com corregedoria externa e autônoma, fazendo rondas aleatórias dentro das delegacias e batalhões que estão eventualmente corrompidos. De nada adianta uma operação que vai trazer uma retomada de território se a matéria-prima humana que está largada dentro das comunidades não tiver o mínimo de perspectiva de seguir a vida."
Marinho relatou ainda uma situação que teria presenciado na comunidade do Pau Branco, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo ele, um casal teria sido ameaçado por um miliciano após se recusar a pagar uma taxa de estacionamento.
"O relato de um casal que chegou sem bateria no telefone e a cobrança da taxa de estacionamento na frente do próprio casebre humilde deles por um miliciano. O miliciano pegou a autoridade para si, como o dono não só da viela, do território, mas também do destino da integridade física daquele casal. Falou: ‘Vai ser você ou ela?’. Eles, obviamente, ficaram desesperados. Acelerando a linha do tempo, o morador acordou com vários traumatismos ali no Hospital Municipal de São João de Meriti. Ou seja, onde o poder público não opera, o poder paralelo impera e faz essa maldade permanentemente."
O candidato defendeu também a ampliação do intercâmbio de inteligência e a modernização dos equipamentos utilizados pelas forças de segurança. "Eu vou promover o maior intercâmbio de inteligência com a maior potência militar aberta do planeta. As nossas polícias estão lidando com um carro blindado completamente deteriorado, na Idade da Pedra, fuzis arranhados contra um exército de 80 mil faccionados armados até os dentes com armas de guerra. Ou seja, se eles têm um AK-47, os nossos heróis da polícia precisam de um AR-15 com mira holográfica. Eu não vou poupar esforços em também trazer esses equipamentos, claro, tudo dentro da lei brasileira e da lei estadual."

Logística e transporte

Na área de transporte, o candidato criticou a sobreposição entre diferentes modais e classificou como "absurdo normalizado" a situação do trânsito no estado.
Entre as propostas apresentadas, Marinho citou a conclusão de projetos já previstos para o metrô e a ampliação da rede na capital. "Na questão do metrô, terminar urgentemente projetos que já estão provisionados, já estão estudados e viabilizados tecnicamente. Ou seja, terminar o compartilhamento de trilhos entre a Linha 1 e a Linha 2, serão oito vagões ali para a Linha 2, que vai aumentar a demanda em 35%, estendendo também a Estácio até a Praça XV. Isso será um ponto central ali na capital do Rio de Janeiro."
Marinho também defendeu a abertura de um túnel no Maciço da Tijuca. "Eu não posso deixar de mencionar também, antes de continuar aqui nas extensões do metrô na capital, vou falar aqui: furar o Maciço da Tijuca. Estação Uruguai, favorecendo a Zona Norte também, Grajaú, Méier, Tijuca, em vez de ter que fazer todo o perímetro em torno da cidade do Rio de Janeiro, em cinco minutos, finalmente, furando o Maciço da Tijuca, chegando lá na Estação Gávea."
Sobre a estrutura portuária e ferroviária, Marinho destacou o potencial econômico do Porto do Açu, em São João da Barra, e defendeu investimentos para ampliar a capacidade de transporte de cargas. "Nós temos o principal, com verdadeiras plataformas ali potentes, colossais, verdadeiros transportadores ali de navios titânicos, para realmente exportar o nosso minério de ferro, toda a nossa balança comercial, o petróleo. O Porto do Açu, em São João da Barra, está um completo descaso. Ou seja, a gente precisa começar a pulverizar essas riquezas regionais e o dinheiro ir para o povo e não para político", afirmou.

Economia

Na área econômica, André Marinho afirmou que pretende facilitar a chegada de investimentos ao estado e aproximar o governo do setor produtivo. Entre as propostas, está a criação de um "balcão único de investimentos".
"Pretendo criar um balcão único de investimentos para facilitar, trazer todas as associações de classe e todo o empresariado que, muitas vezes, se sente repelido no RJ", disse.
O candidato também criticou problemas relacionados ao abastecimento de água e à fiscalização das concessionárias. Ele citou a Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, e questionou a falta de acesso regular à água em municípios da Baixada Fluminense.
"De acordo com o Guinness World Records, nós temos a maior estação de tratamento de água do planeta, a do Guandu, em Nova Iguaçu. Em Engenheiro Pedreira, a poucos quilômetros de distância, temos águas barrentas e torneiras secas. Isso mostra o fracasso total e essa indústria dos hidrômetros sendo instalados estado afora, mas sem o mínimo de marco regulatório e fiscalização omissa. Temos que fortalecer nossos mecanismos de fiscalização e lidar diretamente com as concessionárias e fazer com que todos os repasses da Cedae sejam usados", destacou.
Marinho defendeu ainda a redução dos custos para o estado e afirmou que o Rio tem condições de superar os problemas atuais. "O custo do Rio vai começar a decrescer. O RJ tem jeito, sim."

Saúde

Em relação à saúde, o candidato destacou que leito não é favor e hospital não é curral eleitoral. "Eu vou decretar o código vermelho da saúde como uma política de governo. A gente precisa investir pesado em policlínicas regionais de polos de média e alta complexidade. Evitar que o morador do interior tenha que pegar a RJ-116 vindo pra capital, para o Hospital do Cérebro, vomitando, com diarreia, só para conseguir um exame e, quiçá, atendimento. Saúde é direito!".
Ao O DIA, o candidato propôs também uma política pública voltada para inclusão e acolhimento de pessoas com deficiência. "A gente tem que trabalhar em conjunto não só com o Senai e o Senac, mas também com a Firjan e a Fecomércio, e trazer isso como uma política pública definida, junto aos centros regionais do Estado. Para que a gente possa dar uma mão absolutamente acolhedora a todas as famílias que lidam com membros neurodivergentes, dando prioridade também à terapia ocupacional para as crianças autistas, que muitas vezes ficam largadas à própria sorte. É uma tragédia silenciosa que vem, enfim, destruindo diversas famílias. Mas o que sustenta essas famílias é a fé inabalável e o amor incondicional. A gente precisa de um Estado que também lide essa guerra por amor", concluiu.
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