Aluna usou a mesma lanceta em 3 pessoas na feira de ciênciasReprodução/Redes sociais

Mais sete pessoas buscaram atendimento médico após um incidente envolvendo o compartilhamento de uma lanceta durante uma feira de ciências de um colégio particular do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A atualização foi divulgada nesta quarta-feira (16) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
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Segundo a pasta, os pacientes foram atendidos no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, ou em unidades particulares de saúde após a possível exposição a material biológico ocorrida no último sábado (12), durante uma atividade escolar.

"Um total de 27 pessoas foram atendidas no Hospital Municipal Lourenço Jorge ou em hospital particular devido ao episódio. Eles receberam os cuidados iniciais e seguem em acompanhamento nas unidades de Atenção Primária.", informou a secretaria.

O caso aconteceu durante uma feira de ciências do Colégio Tamandaré. De acordo com a direção da instituição, uma aluna levou para um estande sobre diabetes um aparelho para medição de glicose e uma caixa de lancetas descartáveis. Apesar da orientação da escola de que o equipamento deveria apenas ser exibido, a estudante realizou medições em visitantes do evento. 
A apuração interna da escola apontou que uma mesma lanceta chegou a ser utilizada em até três pessoas. O compartilhamento do material, que é de uso individual, gerou preocupação pelo risco de transmissão de doenças por contato com sangue.
Uma lanceta é uma pequena agulha ou lâmina estéril e descartável usada para fazer uma perfuração superficial na pele e coletar uma pequena gota de sangue.

Segundo a unidade, a atividade foi interrompida, a escola recolheu os materiais utilizados e comunicou a Secretaria Municipal de Saúde. As famílias foram orientadas a procurar atendimento médico em até 72 horas para avaliação e adoção de medidas preventivas.

Os pacientes que procuraram assistência receberam avaliação médica e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, utilizado em situações de possível contato com material biológico contaminado.

A 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) investiga o caso. Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do episódio. Até o momento, não há confirmação de contaminação de nenhum dos envolvidos. O acompanhamento médico continuará até a conclusão dos exames e protocolos recomendados pelas autoridades de saúde.
A reportagem de O DIA entrou em contato com a direção do Colégio e curso Tamandaré. O espaço segue aberto para manifestações.