Equipes da Águas do Rio e da Light trabalham na Rua das LaranjeirasCarlos Elias Junior

Um afundamento de pista na Rua das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, vem causando transtornos no trânsito pelo segundo dia consecutivo. Nesta sexta-feira (25), equipes da Águas do Rio trabalham para realizar os serviços necessários na rede de esgoto.
O Centro de Operações Rio (COR) informou que duas faixas estão ocupadas por causa da ocorrência, uma no sentido Cosme Velho e outra no sentido Laranjeiras, na altura do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).
Para quem segue em direção a Cosme Velho, há lentidões e trechos com retenção desde a altura do Viaduto Engenheiro Noronha até a Rua Alice. Motoristas que se dirigem a Laranjeiras enfrentam trânsito lento com pontos de retenção entre o Colégio Sion e a Rua Alice.
O asfalto cedeu na tarde desta quinta-feira (24). A Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) disse que acionou a concessionária Águas do Rio - que seria a responsável pela situação - para fazer os reparos necessários.
A Águas do Rio destacou que as equipes permanecem na Rua das Laranjeiras, na manhã desta sexta-feira (25), atuando na ocorrência de afundamento de pista. Segundo a empresa, como há interferência da rede elétrica no local, a Light foi acionada para apoiar a continuidade do trabalho, que seguirá ao longo do fim de semana.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) acompanha a ocorrência para orientar o tráfego.

Desabamento na Zona Sul

Moradores da comunidade do Cantagalo, também na Zona Sul do Rio, viveram momentos de tensão durante o desabamento de um prédio de cinco andares na madrugada desta quinta-feira (24). A estrutura já havia sido interditada pela Defesa Civil no início de setembro devido ao risco de queda. Ninguém ficou ferido.
A moradora Analice Maria Moraes estava nas proximidades quando percebeu que havia algo errado. Segundo ela, inicialmente, o barulho fez com que pensasse que se tratava de uma briga. Em seguida, percebeu que o prédio estava estremecendo e ouviu estalos.
"Foi um susto muito grande, muita gente correndo. No início, eu pensei que era mais uma briga do que o prédio caindo. Mas quando eu vi os estalos, eu logo chamei minha mãe, minha vizinha. E a gente recuou, saímos do prédio", contou.
O imóvel estava desocupado e já vinha sendo acompanhado pelas autoridades. De acordo com a Prefeitura do Rio, uma vistoria realizada no início de setembro identificou risco iminente de desabamento e determinou a interdição da construção.
A Seconserva já havia iniciado o escoramento e o processo de demolição da estrutura. As fortes chuvas registradas nos últimos dias, porém, atingiram a região antes da conclusão do trabalho.
A Defesa Civil realizou uma nova vistoria durante a madrugada desta quinta-feira (24) e interditou preventivamente sete imóveis próximos ao local. A medida foi adotada por causa da proximidade das construções com os escombros e deverá ser mantida até a retirada do material.