Momento em que na confusão, candidato do PL exibe a arma para militantes do PSOLReprodução/Redes sociais
As imagens foram gravadas nas proximidades da Praça Saens Peña. No vídeo, Knoploch aparece discutindo com apoiadores do adversário e leva a mão à cintura, onde portava a arma. A confusão ocorreu a seis dias do primeiro turno das eleições.
"É inadmissível que o deputado vá para frente do nosso comitê, faça provocações, ameace a nossa militância e, por fim, puxe uma arma. Nós não vamos nos silenciar e entendemos isso como uma ameaça, uma ameaça armada. E, portanto, vamos tomar todas as medidas cabíveis para que esse deputado não possa sequer se aproximar dos nossos comitês, da nossa militância e da nossa campanha. A democracia tem que prevalecer diante desse tipo de violência que ameaça o nosso país", afirmou Serafini.
Segundo os advogados do deputado do PSOL, as imagens, vídeos e demais elementos já reunidos serão entregues às autoridades competentes. A defesa também informou que pretende solicitar uma medida cautelar para impedir a aproximação de Knoploch do comitê eleitoral, de trabalhadores, voluntários e militantes ligados à candidatura.
Versão de Knoploch
De acordo com o parlamentar, a canção continha expressões de cunho sexual e palavrões dirigidos ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Ao comentar com a mulher que considerava a situação irregular, pessoas que estavam no comitê teriam ouvido a conversa e se aproximado dele de forma ameaçadora.
"Seis ocupantes do comitê ouviram a conversa e foram em direção ao deputado, com ameaças", diz o comunicado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Knoploch classificou a situação como uma "covardia" e afirmou que foi cercado por militantes.
"Uma senhora passou e reclamou. Eu fui reclamar com eles e vieram cinco pessoas em minha direção. Não vou aceitar intimidação", declarou.
O deputado informou que registrou ocorrência sobre o caso e que pretende encaminhar denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por suposta propaganda irregular e uso de expressões ofensivas em espaço público.
Knoploch também citou um episódio ocorrido no domingo (27), em Copacabana, quando, segundo ele, cabos eleitorais ligados ao PT teriam reproduzido a mesma música nas proximidades de um ato político liderado por mulheres ligadas ao campo conservador.
Até o momento, não há informações sobre medidas adotadas pela Polícia Civil em relação aos envolvidos.

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