O ex-parlamentar TH Joias está preso desde setembro do ano passadoReginaldo Pimenta
Além de TH, Luciano Martiniano da Silva, o "Pezão"; Gabriel Dias Oliveira, o "Índio do Lixão"; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o "Dudu"; e Fernanda Ferreira Castro se tornaram réus. O grupo responde por associação para o tráfico praticada no exercício de função pública e com emprego de arma de fogo.
O recebimento da denúncia, porém, não significa a condenação deles, que ainda poderão apresentar suas defesas conforme o andamento do processo.
O relator, desembargador Ricardo Cardozo, também rejeitou o argumento da defesa de que o caso não poderia ser julgado pela Justiça Estadual porque o grupo já havia sido denunciado na Justiça Federal. Segundo ele, embora os dois casos estejam relacionados, tratam de fatos diferentes, investigados em períodos distintos e envolvendo pessoas diferentes.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo teria se associado à facção criminosa Comando Vermelho (CV) a partir de outubro de 2023 para atuar no tráfico de drogas.
Utilizando-se de sua função pública, TH Joias nomeou como assessores parlamentares e assistentes Luiz Eduardo e o casal Fernanda Ferreira e Gabriel Dias, sendo este último apontado pelas investigações como tesoureiro da facção.
Ainda segundo a denúncia, o ex-parlamentar teria realizado a intermediação da compra e venda de drogas, armas de fogo e equipamentos antidrones, bem como efetuado pagamentos à facção. Ele também teria ligação com Luciano Martiniano, que está em liberdade e é apontado como a principal liderança da facção que comanda a região de Parada de Lucas, Complexo da Maré e Morro do Alemão.
Réu por corrupção e tráfico de armas
Na denúncia, o Ministério Público Federal (MPF) apontou a estabilidade de uma organização ligada à facção Comando Vermelho que infiltrou integrantes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em secretarias estaduais para atuar no comércio ilegal de armas trazidas a comunidades do Rio de Janeiro a partir do Paraguai. Os crimes atribuídos incluem ainda tráfico de drogas, contrabando de equipamentos antidrone e corrupção de agentes públicos.
Prisão
No entanto, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-parlamentar foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília, no Distrito Federal, em dezembro de 2025.

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