Palácio Guanabara Daniel Castelo Branco/ Arquivo O Dia
Embora o resultado permaneça negativo, a projeção representa uma redução de aproximadamente R$ 5 bilhões em relação ao rombo previsto no orçamento de 2026. Segundo o Executivo, a permanência do déficit está associada principalmente à queda das receitas provenientes de royalties e participações especiais do petróleo e ao crescimento das despesas obrigatórias.
Os gastos com pessoal e encargos sociais devem alcançar R$ 80,85 bilhões em 2027. Parte dessa pressão é atribuída aos efeitos da recomposição salarial concedida ao funcionalismo estadual em 2026, cujo impacto estimado é de cerca de R$ 4 bilhões nas contas do próximo ano.
Além disso, o Tesouro Estadual deverá destinar R$ 23,8 bilhões para cobrir despesas previdenciárias, uma das áreas que mais pesam sobre o orçamento fluminense.
Apesar da previsão oficial de déficit de R$ 13,98 bilhões, o governo diz que trabalha internamente com um cenário mais favorável. A proposta considera um conjunto de medidas avaliadas em R$ 11,88 bilhões que, caso sejam implementadas, poderiam reduzir o desequilíbrio fiscal para aproximadamente R$ 2,1 bilhões.
O plano está baseado em três frentes principais. A primeira envolve a liberação de depósitos relacionados às Participações Especiais dos campos de Tupi e Cernambi, atualmente vinculados a disputas judiciais e arbitrais. A segunda depende da aprovação de projetos em tramitação na Alerj, como a proposta da Transação Tributária e o projeto que cria mecanismos para combater o chamado devedor contumaz. Já a terceira prevê a renegociação do impacto financeiro de dívidas bancárias atualmente protegidas por decisões liminares.
O Executivo destaca que as projeções foram elaboradas com viés conservador. O cálculo não considera eventual superávit que possa ser registrado ao final de 2026 nem o potencial máximo de arrecadação das propostas legislativas já enviadas ao Parlamento fluminense.

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