TH foi preso após troca de tiros com a polícia Divulgação PMRJ

Um homem suspeito de envolvimento na morte do sargento Alisson Sturião de Araújo, em dezembro de 2024, foi preso após trocar tiros com policiais militares na madrugada desta sexta-feira (2º), no bairro Barbuda, em Magé, na Baixada Fluminense. Thiago Jesus da Conceição Martins, conhecido como "TH", é apontado por fazer parte da facção Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Militar, os agentes faziam uma ronda pela área quando perceberam o grupo. Na aproximação da viatura, os três teriam disparado contra os policiais, que reagiram. Após um breve confronto, Thiago foi detido, enquanto os outros dois conseguiram fugir. Ninguém ficou ferido.

Segundo a corporação, TH possui cinco anotações criminais, sendo três por roubo e duas por tráfico de drogas, além de ser suspeito de dirigir o carro de fuga usado no assassinato do sargento. Com ele, a equipe apreendeu uma pistola Taurus G3 calibre .38, três carregadores, 54 munições e dois celulares.

O caso foi registrado na 65ª DP (Magé). Após análise da autoridade policial, Thiago permaneceu preso por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, e todo o material apreendido ficou na delegacia.

Relembre o caso

O sargento Alisson Sturião de Araújo, de 41 anos, morreu após ser atingido por disparos enquanto estava de folga, em dezembro de 2024, em Magé. Câmeras de segurança registraram o momento em que o militar estacionou o carro na calçada da Estrada Adam Blumer. Pouco depois, dois homens armados se aproximaram e efetuaram diversos disparos contra ele. Toda a ação durou cerca de um minuto e aconteceu por volta das 20h.

Equipes do 34º BPM (Magé) foram acionadas e preservaram o local para o trabalho da perícia.

O sepultamento do corpo do militar ocorreu no Cemitério Santo Aleixo, em Magé, após velório realizado na Primeira Igreja Batista de Santo Aleixo. Durante a cerimônia, colegas de farda prestaram uma homenagem ao policial.

Sturião integrava o 34º BPM e estava na corporação havia 13 anos. Nas redes sociais, costumava publicar registros ao lado da companheira e da filha, de 6 anos.

Após a morte, familiares e amigos prestaram homenagens ao sargento nas redes sociais.
A reportagem de O DIA não localizou a defesa de Thiago Jesus. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral