Busca por presentes pouco antes do Dia das Crianças leva responsáveis à Saarafotos de Reginaldo Pimenta
"É a melhor opção. A Saara tem variedade e é mais acessível. Estou comprando lembrancinhas para a minha filha, que tem 7 anos, para os netos, que têm 13, 9 e 5, e para as crianças da minha igreja. Estou planejando gastar até R$ 10 para as crianças da igreja e no máximo R$ 50 para os netos. Para a minha filha eu já estourei o limite, porque a 'semana maluca' já me deixou maluca e sem dinheiro. Não deixei eles fazerem pedido, senão não tem dinheiro. Mas os preços estão bem legais", conta ao O DIA.
Segundo a proprietária da loja de acessórios femininos e moda infantil Sorria, Mauser Aguirre, 40, produtos de R$ 10 a R$ 20 são os mais procurados para presentear as meninas. Os squishies, brinquedos macios, maleáveis e de apertar, que viraram febre nas redes sociais, também estão entre os mais desejados. Para ela, no entanto, o segredo de conquistar os clientes é através das redes sociais.
"Tive um aumento de 500% no movimento nesse período. Na rua não tem a quantidade de gente que tinha antes. A gente faz um trabalho muito pesado de marketing, investe muito em bons vídeos mostrando o nosso produto. Hoje eu não dependo de quem está passando, não funciona mais, a Saara não entrega mais isso. A gente focou em preços baixos, de R$ 10, R$ 20 até R$ 50 e quem quer dar um pouco mais pega um perfume, um gloss e monta um kitzinho. Neste ano também investi nos squishies, são os que mais estão saíndo", afirma.
De acordo com o levantamento feito pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), neste ano, os lojistas do Rio estimam alta das vendas de 3% sobre o mesmo período do ano passado.
A pesquisa, que ouviu 250 empresários, apontou que brinquedos e vestuário estão entre os itens mais vendidos. Presentes educativos e criativos, como livros, kits de ciência, robótica e artes; eletrônicos; e artigos esportivos, além de balas, chocolates e doces também estão entre os mais procurados.
Principalmente para o segmento de brinquedos, o Dia das Crianças é considerado como um Natal, segundo o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves.
"O comércio do Rio está otimista com as vendas para o Dia das Crianças, apesar de sofrer com a concorrência desleal do comércio informal que, em datas como esta, inunda a cidade com produtos piratas, fora da conformidade técnica e com qualidade inferior", diz.
De acordo com a pesquisa, a média de gastos dos consumidores deverá girar entre R$ 80,00 e R$ 220,00. A maior parte das compras será realizada com cartões de crédito (50%), Pix (30%), cartões de débito (15%) e dinheiro (5%).
Em relação ao ano passado, os brinquedos subiram 7,1% e nos videogames a alta foi ainda maior: 11,2%. É o que aponta um levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio. Essa compra chega em um momento de aperto para muita gente, já que 35% dos consumidores que pretendem comprar presentes declararam estar com contas atrasadas, segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, feita nas capitais.
Para o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, é uma situação que exige cuidado, porque a vontade de agradar pode acabar aumentando uma dívida que a família já tem dificuldade para pagar.
"Eu começaria definindo quanto dá para gastar, antes de escolher o brinquedo. Isso permite conversar com a criança e apresentar opções que cabem naquele valor. Quando a escolha vem primeiro, fica muito mais difícil dizer que o orçamento não permite. Depois, vale comparar o mesmo produto em lojas diferentes. Na compra pela internet, coloque o frete nessa conta e confira o prazo de entrega. E, se for parcelar, olhe o valor total e as parcelas que você já tem. Uma prestação pequena também ocupa uma parte do orçamento dos próximos meses", orienta.
'Semana maluca' aquece o vendas
Entre os itens mais procurados pelos responsáveis, as fantasias têm ganhado cada vez mais espaço, já que na maioria das instituições de ensino este é o dia que fecha a "semana maluca", que conta ainda com datas dedicadas aos penteados divertidos, meias "diferentonas" e mochilas engraçadas.
Segundo a gerente da loja de moda infantil Piccolo Janaína Gomes, 41, além das fantasias, os pijamas estão entre os produtos mais vendidos.
"Nessa época de Dia das Crianças, a gente vende muita fantasia. A procura fica bem grande por causa das festinhas das escolas. Os pijamas, as fantasias e os presentes são os mais procurados. As vovós e as mamães compram muitos conjuntos para as crianças colocarem uma roupinha nova bonitinha no dia", fala.
Quem passou na loja para garantir as fantasias dos filhos foi a engenheira Florence Gomes, 34.
"Tenho um menino de 5 e uma menina de 2 anos. As fantasias são para a 'semana maluca'. Ele escolheu a do Batman e, para a menina, estou vendo alguma coisa de princesa, que ela gosta. Eu trabalho perto da Saara e aqui tem mais variedade de preço. A gente quer uma coisa mais simples, que seja mais confortável. Aqui tem mais opções para para atender o que a gente precisa", relata.
Em outra loja, a engenheira Nicole Ciero também aproveitou o horário de almoço para procurar a fantasia do filho, de 1 ano e 8 meses.
"Trabalho aqui no Centro e vim aproveitar a hora do almoço para ver se consigo um lookzinho para a criança. O Centro segue sendo o melhor lugar, tem muita variedade, e o preço também é em conta. É sempre uma das melhores opções, muito melhor do que shopping", conta.















Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.