Busca por presentes pouco antes do Dia das Crianças leva responsáveis à Saarafotos de Reginaldo Pimenta

Faltando poucos dias para o Dia das Crianças, celebrado na próxima segunda-feira (12), centenas de pessoas escolheram a Saara, no Centro do Rio, para fazer as compras e economizar no presente da criançada. O local é procurado principalmente por aqueles que buscam as famosas lembrancinhas e os que têm pequeninos que participam da "semana maluca" das escolas.
Trabalhando no setor financeiro da empresa, Vanessa Gama, 47 anos, faz as contas também para comprar os presentes para as crianças. Para ela, o comércio da Saara ainda vale mais a pena do que os aplicativos.

"É a melhor opção. A Saara tem variedade e é mais acessível. Estou comprando lembrancinhas para a minha filha, que tem 7 anos, para os netos, que têm 13, 9 e 5, e para as crianças da minha igreja. Estou planejando gastar até R$ 10 para as crianças da igreja e no máximo R$ 50 para os netos. Para a minha filha eu já estourei o limite, porque a 'semana maluca' já me deixou maluca e sem dinheiro. Não deixei eles fazerem pedido, senão não tem dinheiro. Mas os preços estão bem legais", conta ao O DIA.

Segundo a proprietária da loja de acessórios femininos e moda infantil Sorria, Mauser Aguirre, 40, produtos de R$ 10 a R$ 20 são os mais procurados para presentear as meninas. Os squishies, brinquedos macios, maleáveis e de apertar, que viraram febre nas redes sociais, também estão entre os mais desejados. Para ela, no entanto, o segredo de conquistar os clientes é através das redes sociais.

"Tive um aumento de 500% no movimento nesse período. Na rua não tem a quantidade de gente que tinha antes. A gente faz um trabalho muito pesado de marketing, investe muito em bons vídeos mostrando o nosso produto. Hoje eu não dependo de quem está passando, não funciona mais, a Saara não entrega mais isso. A gente focou em preços baixos, de R$ 10, R$ 20 até R$ 50 e quem quer dar um pouco mais pega um perfume, um gloss e monta um kitzinho. Neste ano também investi nos squishies, são os que mais estão saíndo", afirma.

De acordo com o levantamento feito pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), neste ano, os lojistas do Rio estimam alta das vendas de 3% sobre o mesmo período do ano passado.

A pesquisa, que ouviu 250 empresários, apontou que brinquedos e vestuário estão entre os itens mais vendidos. Presentes educativos e criativos, como livros, kits de ciência, robótica e artes; eletrônicos; e artigos esportivos, além de balas, chocolates e doces também estão entre os mais procurados.

Principalmente para o segmento de brinquedos, o Dia das Crianças é considerado como um Natal, segundo o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves.

"O comércio do Rio está otimista com as vendas para o Dia das Crianças, apesar de sofrer com a concorrência desleal do comércio informal que, em datas como esta, inunda a cidade com produtos piratas, fora da conformidade técnica e com qualidade inferior", diz.

De acordo com a pesquisa, a média de gastos dos consumidores deverá girar entre R$ 80,00 e R$ 220,00. A maior parte das compras será realizada com cartões de crédito (50%), Pix (30%), cartões de débito (15%) e dinheiro (5%).

Em relação ao ano passado, os brinquedos subiram 7,1% e nos videogames a alta foi ainda maior: 11,2%. É o que aponta um levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio. Essa compra chega em um momento de aperto para muita gente, já que 35% dos consumidores que pretendem comprar presentes declararam estar com contas atrasadas, segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, feita nas capitais.

Para o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, é uma situação que exige cuidado, porque a vontade de agradar pode acabar aumentando uma dívida que a família já tem dificuldade para pagar.

"Eu começaria definindo quanto dá para gastar, antes de escolher o brinquedo. Isso permite conversar com a criança e apresentar opções que cabem naquele valor. Quando a escolha vem primeiro, fica muito mais difícil dizer que o orçamento não permite. Depois, vale comparar o mesmo produto em lojas diferentes. Na compra pela internet, coloque o frete nessa conta e confira o prazo de entrega. E, se for parcelar, olhe o valor total e as parcelas que você já tem. Uma prestação pequena também ocupa uma parte do orçamento dos próximos meses", orienta.

'Semana maluca' aquece o vendas

Neste ano, o comércio ficou ainda mais movimentado com a "semana maluca", organizada nas escolas para comemorar a data. Já incorporados aos calendários escolares, os dias temáticos fazem a alegria da criançada e levam os adultos à beira do desespero.

Entre os itens mais procurados pelos responsáveis, as fantasias têm ganhado cada vez mais espaço, já que na maioria das instituições de ensino este é o dia que fecha a "semana maluca", que conta ainda com datas dedicadas aos penteados divertidos, meias "diferentonas" e mochilas engraçadas.

Segundo a gerente da loja de moda infantil Piccolo Janaína Gomes, 41, além das fantasias, os pijamas estão entre os produtos mais vendidos.

"Nessa época de Dia das Crianças, a gente vende muita fantasia. A procura fica bem grande por causa das festinhas das escolas. Os pijamas, as fantasias e os presentes são os mais procurados. As vovós e as mamães compram muitos conjuntos para as crianças colocarem uma roupinha nova bonitinha no dia", fala.

Quem passou na loja para garantir as fantasias dos filhos foi a engenheira Florence Gomes, 34.

"Tenho um menino de 5 e uma menina de 2 anos. As fantasias são para a 'semana maluca'. Ele escolheu a do Batman e, para a menina, estou vendo alguma coisa de princesa, que ela gosta. Eu trabalho perto da Saara e aqui tem mais variedade de preço. A gente quer uma coisa mais simples, que seja mais confortável. Aqui tem mais opções para para atender o que a gente precisa", relata.

Em outra loja, a engenheira Nicole Ciero também aproveitou o horário de almoço para procurar a fantasia do filho, de 1 ano e 8 meses.

"Trabalho aqui no Centro e vim aproveitar a hora do almoço para ver se consigo um lookzinho para a criança. O Centro segue sendo o melhor lugar, tem muita variedade, e o preço também é em conta. É sempre uma das melhores opções, muito melhor do que shopping", conta.