Os quatro são considerados foragidos da JustiçaDivulgação

O Disque Denúncia divulgou, nesta sexta-feira (9), um cartaz com imagens dos quatro criminosos envolvidos em uma tentativa de latrocínio no estacionamento de um supermercado na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo as investigações, o grupo escolheu a vítima por causa de um cordão de ouro avaliado em R$ 6,8 mil. Em seguida, o valor foi dividido igualmente entre os quatro. 

Os procurados são Thiago Leandro Santiago da Silva, conhecido como Menor T ou TH, de 24 anos; Gustavo Mendes Rocha, chamado de Novato, de 21; Flávio Henrique Sant'anna da Silva, conhecido como Neném, de 37; e Wilson dos Santos Laureano, também de 37 anos. O crime aconteceu em 10 de julho de 2026. Todos são considerados foragidos da Justiça.

As investigações apontaram que a vítima foi observada e monitorada dentro do supermercado antes de ser abordada. Segundo a polícia, os integrantes da quadrilha se comunicaram e dividiram as funções para facilitar o roubo do cordão de ouro. A ação envolveu olheiros, um executor armado, um piloto de motocicleta e veículos de apoio, que atuaram antes, durante e depois do crime.

Veja a função de cada um

De acordo com as apurações, Thiago Silva desceu da garupa de uma motocicleta pilotada por Gustavo Rocha e se aproximou da vítima armado e anunciou o assalto. Em seguida, ele atirou contra a vítima, atingindo a região abdominal e provocando graves lesões internas. Mesmo após o disparo, ele pegou o cordão de ouro e fugiu com o apoio dos demais integrantes do grupo.
A vítima foi socorrida e levada em estado grave para uma unidade de saúde. Durante a internação, precisou passar por cirurgia devido a uma perfuração intestinal. Ela chegou a correr risco de morte em decorrência dos disparos. Atualmente, permanece internada em um quarto do hospitalar.

As investigações apontaram que o roubo foi executado por Thiago Silva, mas que Anderson Mateus dos Santos, preso desde 10 de setembro, teria atuado como olheiro, entrando previamente no supermercado para identificar e fotografar a vítima e repassar as informações aos demais envolvidos. Já Wilson Laureano teria ficado responsável pela logística, utilizando um Fiat Siena para transportar Anderson.

Gustavo Rocha foi identificado como o piloto da motocicleta Honda CG 160 Start usada para levar Thiago até a vítima. Flávio da Silva, por sua vez, teria ligação com um GM Celta utilizado para transportar o atirador até as proximidades do supermercado e auxiliá-lo na fuga. Segundo a polícia, ele também teria participado da divisão do dinheiro obtido com o crime.

Ainda de acordo com o apurado, o cordão de ouro foi pesado, fotografado e vendido por cerca de R$ 6,8 mil. Para a polícia, os elementos reunidos indicam, em tese, a existência de uma associação criminosa armada, estável e permanente, voltada à prática de crimes patrimoniais, especialmente roubos de joias de ouro mediante violência.

A investigação também apontou que Flávio Henrique Sant'anna da Silva e Anderson Mateus dos Santos já haviam sido investigados por latrocínio e associação criminosa. Segundo a polícia, os dois teriam utilizado um modo de agir semelhante em um roubo no estacionamento de um supermercado em Campo Grande, em setembro de 2021. Na ocasião, o bombeiro militar reformado Vitor Emanoel Nascimento, de 64 anos, foi morto.
Segundo as informações divulgadas, Wilson dos Santos Laureano cumpre prisão albergue domiciliar , mas não se apresenta à Justiça desde dezembro de 2025. Já Thiago Leandro Santiago da Silva, conhecido como Menor T, também tem outro mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela 4ª Vara Criminal de Niterói, por roubo majorado.

Segundo o Disque Denúncia, a colaboração da população é fundamental para ajudar as forças de segurança a localizar os quatro suspeitos. Informações podem ser repassadas pelo telefone (21) 2253-1177, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, com garantia de anonimato.

Também é possível enviar denúncias pelo aplicativo Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp anonimizado, no número (21) 2253-1177. O recurso utiliza uma tecnologia que remove ou altera informações que possam identificar o autor da denúncia.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos citados. O espaço está aberto para eventuais manifestações.