O corpo da menina foi encaminhado para o IML de Tribobó Ana Fernanda Freire/Agência O DIA
Imagens gravadas depois do incêndio mostram a destruição provocada pelo fogo. Nos registros, é possível ver um carrinho de bebê, materiais escolares, uma cama carbonizada, vidros estilhaçados e paredes cobertas de fuligem.
Mãe foi solta após audiência de custódia
O magistrado também levou em conta a ausência de anotações criminais anteriores e de investigações em andamento contra a mulher. Conforme a decisão, ela não tentou fugir, acompanhou o atendimento das crianças no hospital, colaborou com os policiais e não apresentou indícios de que pretendesse interferir na apuração ou ameaçar testemunhas.
Mãe apresentou versões diferentes à polícia
A mãe relatou que levou consigo o filho de 4 anos, que, de acordo com ela, tem transtorno do espectro autista e necessita de cuidados contínuos. As duas meninas teriam permanecido dormindo no quarto durante sua ausência.
Ainda conforme o relato, ao retornar, encontrou o imóvel em chamas e viu um vizinho retirando as crianças da residência. Em seguida, foi ao hospital para acompanhar o atendimento das filhas.
A mulher também declarou estar grávida de seis meses, negou fazer uso de álcool ou drogas e disse estar profundamente abalada com o ocorrido. Durante o interrogatório, afirmou que pretende continuar cuidando da família.
No entanto, segundo o delegado Antônio Silvino, titular da 74ª DP, a mãe apresentou versões divergentes sobre quem estaria com as meninas no momento do incêndio e o motivo de sua saída.
“Ela a cada hora fala uma coisa diferente. Primeiro que não estava sozinha, que tinha deixado com um camarada que era o namorado dela há uma semana”, afirmou o delegado ao O DIA.

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