Casal Andreza Ramires e Everton Barreto, alvo de ação da Polícia CivilReprodução/Redes sociais

Policiais civis prenderam um homem identificado como Everton Barreto, condenado a 16 anos de prisão por estelionato. A companheira dele, Andreza Ramires, também foi conduzida à delegacia, mas por outra suspeita: o exercício irregular de atividades profissionais.
A operação foi realizada nesta terça-feira (13) pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP). Os agentes iniciaram as diligências após receberem informações de que dois veículos de luxo usados pelo casal estariam com suspeita de adulteração dos sinais identificadores.
Durante as pesquisas, identificaram que um dos automóveis estava registrado em nome de Everton, contra quem havia um mandado de prisão em aberto relacionado à condenação de 16 anos por estelionato. O homem foi localizado e preso em cumprimento à ordem judicial. Os dois veículos foram apreendidos para averiguação, diante da suspeita de adulteração dos sinais identificadores.

Mulher se apresenta como especialista em saúde e performance


Já Andreza Ramires passou a ser investigada pela forma como divulga sua atuação profissional. Nas redes sociais, ela utiliza o nome “Dra. Andreza Ramires”. Em um conteúdo publicado na internet sobre sua trajetória, é apresentada como especialista em peptídeos, modulação hormonal e performance esportiva.

O material afirma que ela tem formação em nutrição clínica e esportiva, mestrado e doutorado (PhD) em Ciências Farmacêuticas. Também atribui a Andreza atuação junto a atletas de alto rendimento, incluindo fisiculturistas, em protocolos relacionados à recuperação física, à modulação hormonal e à performance.

Segundo a Polícia Civil, consultas aos órgãos de fiscalização profissional não encontraram registros em nome da mulher. A análise de perfis nas redes sociais e de outras fontes abertas também reuniu indícios de possível exercício irregular de atividades profissionais.

Diante dos elementos levantados, a autoridade policial determinou a autuação de Andreza por suspeita de exercício ilegal da medicina ou da atividade farmacêutica, previsto no artigo 282 do Código Penal, e pela contravenção de exercício ilegal de profissão, prevista no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais.

De acordo com a Polícia Civil, Everton e Andreza já possuem histórico de prisão por estelionato. As investigações prosseguem para apurar a possível continuidade de golpes financeiros e identificar eventuais novas vítimas.
 

Defesa nega as acusações

 
Por meio de nota, Eduardo Maurício, advogado de Andreza e Everton, afirmou que "não existe carros adulterados; não existe exercício de profissão ilegal e e muito menos atuação profissional falsa, tendo sido o episódio de hoje baseado em abuso de autoridade.", segundo a defesa. 

Maurício, afirma ainda que sobre a condenação, se trata de "ilegalidade e abusividade, com evidente constrangimento ilegal diante de falhas do antigo advogado, o que inclusive é objeto de revisão criminal em trâmite no Tribunal de Justiça e Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça para anular a condenação sem provas e contrária à própria lei.", concluiu.