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Placas danificadas são encontradas em área do Rio Rotativo Digital

Sistema completa três meses e usuários ouvidos na zona sul relatam suas experiências com o pagamento pelo aplicativo Jaé

Três meses após o início da operação, o Rio Rotativo Digital enfrenta um desafio que vai além da adaptação dos motoristas ao pagamento pelo celular: a conservação da sinalização nas ruas. Na Praia do Flamengo, na Zona Sul, placas usadas para orientar a população sobre o estacionamento rotativo estão danificadas, algumas sem condições adequadas de informar as regras do serviço.
O problema foi observado nesta quarta-feira (14), pela reportagem de O DIA, que saiu às ruas para conversar com usuários do sistema. Os relatos mostram experiências distintas com o modelo, que substituiu os antigos talões de papel pelo pagamento digital por meio do aplicativo Jaé.

Para Gilberto Rodrigues, de 29 anos, que trabalha com refrigeração e circula diariamente entre o Centro e a Zona Sul, a mudança trouxe mais praticidade à rotina. Ele afirma que consegue resolver o pagamento pelo celular e considera o sistema mais conveniente para quem utiliza as vagas com frequência.

“É muito mais rápida e prática”, avaliou. Gilberto, porém, também chamou atenção para o estado das placas. Segundo ele, há sinalizações danificadas, especialmente à noite. O motorista acredita que parte dos problemas esteja relacionada à dificuldade de algumas pessoas em aceitar a mudança.

Apesar da avaliação positiva sobre o aplicativo, ele pondera que a transição pode afetar trabalhadores que atuavam no modelo anterior. Ainda assim, espera que o sistema seja mantido e ampliado para outras regiões da cidade.

 

A experiência foi diferente para Carlos Silva, de 62 anos, que ainda não havia utilizado o Rio Rotativo Digital, apesar de já ter ouvido orientações sobre o serviço na televisão. Ao encontrar uma vaga destinada a idosos, ele recebeu ajuda de um funcionário que o orientou a realizar o pagamento pelo aplicativo Jaé. Como já tinha o programa instalado e possuía saldo na carteira digital, conseguiu concluir a operação sem dificuldades.

“Foi fácil”, contou. Ao final, Carlos resumiu a experiência como tranquila.

Sistema foi ampliado

Apresentado pela Prefeitura do Rio em abril, o Rio Rotativo Digital começou a operar em julho, com implantação gradual em áreas da cidade. O sistema é integrado ao aplicativo Jaé e permite que o motorista selecione a opção de estacionamento, confirme a localização, informe a placa do veículo e escolha o período de permanência.

A tarifa é de R$ 2 por até duas horas, com possibilidade de renovação até o limite de seis horas, conforme as regras do serviço. O pagamento é feito com créditos disponíveis no aplicativo, que podem ser adquiridos por Pix ou cartão de crédito.

Em agosto, a operação foi ampliada para São Conrado, Barra da Tijuca e Tijuca, além das áreas onde o modelo já funcionava, como trechos da orla da Zona Sul e o entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.

A implantação também alterou a atuação dos guardadores credenciados, que passaram a orientar os motoristas e auxiliar na operação. O pagamento pelo estacionamento, no entanto, deve ser feito pelo aplicativo.
A reportagem de O DIA procurou a CET-RIO por e-mail às 14h 21 e por whatsapp às 14h30 e 19h e não bouve resposta. O espaço segue aberto para manifestações. 
* Colaborou Reginaldo Pimenta
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