Lucas da Silva Santiago tem 17 anos e está desaparecido desde 30 de setembro.Arquivo pessoal

“Hoje faz 16 dias que estou com muita saudade do meu filho. Uma dor que não passa, uma dor que ninguém tem que passar.” O desabafo é de Sandra Oliveira, mãe de Lucas da Silva Santiago, de 17 anos, desaparecido desde o dia 30 de setembro.
Em conversa com a reportagem de O DIA, ela pediu ajuda para encontrar o adolescente, portador de TEA (Transtorno do Espectro Autista), não verbal e sumiu após sair de casa, em Tinguá, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.


“Me ajuda, por favor, a achar meu filho, pelo amor de Deus”, apelou Sandra, ao falar sobre os dias de angústia desde o desaparecimento.

Segundo familiares ouvidos pela reportagem, Lucas saiu de casa enquanto a mãe preparava o almoço. O pai e o irmão estavam na sala com o adolescente. Como estava muito quente, a porta teria ficado aberta e, quando os familiares perceberam, Lucas já havia saído. A família iniciou as buscas, mas não conseguiu encontrá-lo.

Desde então, parentes, voluntários e equipes de busca percorrem diferentes áreas da região. A mobilização inclui trechos de rios e áreas de mata próximas à residência da família, na Rua Paraná, em Tinguá.

“Precisamos muito da ajuda de todos para divulgar o desaparecimento do Lucas. Muitos lugares ainda não foram alcançados, e a gente precisa ampliar as buscas para tentar encontrar ele”, afirmou Michelle, amiga da família e vizinha que montou uma base de apoio em sua residência para ajudar na mobilização.

Vestígios foram encontrados durante as buscas

De acordo com Michelle, voluntários encontraram um chinelo, papéis de bala e pedras quebradas perto de um rio que passa atrás da casa de Lucas. Segundo ela, o adolescente costumava quebrar pedras. Cães farejadores que participam das buscas teriam identificado rastros na área.

No dia 10 de outubro, novos possíveis vestígios foram localizados em um morro próximo ao Arco Metropolitano, no bairro Geneciano, também em Nova Iguaçu. A equipe de voluntários afirma que os cães farejadores acompanharam rastros durante as buscas.

Outra informação repassada à equipe é a de que uma mulher que já foi professora de Lucas teria visto o adolescente dentro de um carro com três homens. Ela teria chamado o jovem pelo nome, mas ele não respondeu. O relato ainda precisa ser apurado e não confirma o paradeiro de Lucas.

Polícia investiga o desaparecimento

O caso foi registrado inicialmente na 58ª DP (Posse) e encaminhado ao Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para localizar Lucas.

A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro do adolescente entre em contato pelos telefones (21) 99756-0420, de Eduardo, pai do jovem, ou (21) 99873-3807, de Michelle.

Lucas foi visto pela última vez em 30 de setembro, em Tinguá. Segundo os familiares, ele saiu de casa sem camisa e vestindo um short preto. Por ser autista e não verbal, pode se assustar com aproximações bruscas e tentar fugir. A orientação da família é que, caso alguém o veja, evite tentar segurá-lo e acione os responsáveis e as autoridades.