Cinco pistolas e um fuzil foram apreendidos na ação contra o esquemaDivulgação PCRJ

Três suspeitos de participar de um esquema de falsificação de documentos do Exército Brasileiro para a compra de armas de uso restrito foram presos no fim da tarde de segunda-feira (19), em diferentes pontos do Rio. As aquisições identificadas pela Polícia Civil somam cerca de R$ 50 mil. As prisões ocorreram no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, em Bonsucesso, na Zona Norte, e no Centro do Rio.

Segundo a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), o grupo simulava a formação de sargentos da reserva para produzir carteiras militares e autorizações fraudulentas de compra de armamentos. A investigação, que durou cerca de dois meses, apontou que os envolvidos organizavam aulas presenciais e provas para dar aparência de legalidade ao falso curso.

Depois das atividades, os participantes recebiam documentos com assinaturas atribuídas a oficiais militares, usados para iniciar a compra de armas em estabelecimentos autorizados. Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAF) também eram falsificados para permitir a retirada dos produtos.

Fuzil e pistolas estão entre os materiais apreendidos

Durante a operação, os agentes recolheram cinco pistolas, um fuzil e diversos documentos falsos. Entre as armas estão quatro pistolas Glock, três de calibre .40 e uma de 9 mm, uma Taurus calibre .40 e um fuzil Fire Eagle calibre 5,56.

Parte do armamento ainda aguardava retirada nas lojas quando a fraude foi descoberta, impedindo a entrega aos compradores. A Justiça determinou o perdimento das armas apreendidas para que sejam destinadas à Polícia Civil.

Caso começou após compra com documentação falsa

O inquérito teve início com a prisão em flagrante de um homem que adquiriu uma pistola calibre .40 utilizando documentos falsos. A partir desse episódio, os investigadores analisaram outras transações e encontraram registros com o mesmo padrão de falsificação.

O Exército confirmou que a documentação apresentada era fraudulenta e que as autorizações de compra não existiam.

Além da prisão em flagrante que deu origem às investigações, a Justiça decretou três prisões temporárias, duas delas cumpridas até o momento. Os nomes e as imagens dos presos não foram divulgados para não comprometer o andamento do caso.

A Desarme continua as diligências para identificar os responsáveis pela organização do curso e pela produção e distribuição dos documentos falsos, além de localizar outros possíveis envolvidos.
A reportagem de O Dia não localizou a defesa dos suspeitos. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral