É inegável a força das manifestações, tanto nas ruas quanto no ambiente digital, para a virada que levou Lula ao quarto mandato. Não se ganha uma eleição de véspera, tampouco se subestima um líder que, queiram bem ou mal, mantém enorme capacidade de mobilização e segue como uma das figuras mais populares da política brasileira.
Por outro lado, a reeleição de Lula já provocou forte turbulência nos mercados, com disparada do dólar e alta dos juros futuros. A confiança dependerá das escolhas econômicas do governo. Será preciso conter o crescimento das despesas e colocar a dívida pública em trajetória sustentável.