Agentes da Secretaria de Meio Ambiente retiraram várias mudas plantadas de forma irregular na praia de Guaxindiba Foto Divulgação

São Francisco - Plantação de espécies exóticas que possam comprometer a vegetação nativa, pode pode ser considerada crime ambiental. A legislação prevê a necessidade de autorização dos órgãos ambientais competentes, para garantir o equilíbrio do ecossistema e a proteção contra ressacas. E a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de São Francisco de Itabapoana (RJ) está atenta.
Segunda-feira (26), agentes da Sema deram uma geral na praia de Guaxindiba e constataram espécies exóticas (coqueiros e casuarinas) competindo com a flora nativa na restinga (Área de Preservação Permanente). “A área é protegida pelo Código Florestal, que determina a execução de atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa”, observa a secretária Luciana Soffiati.
Uma ação imediata das mudas foi providenciada, dentro de um plano de ação que que a secretaria desenvolve normalmente: “A prefeitura realiza a retirada das casuarinas existentes em todo o litoral sanfranciscano, pois a espécie contribui significativamente com a erosão costeira”, lembra Soffiati.
A secretária explica que casuarina é uma espécie invasora, assim como o coqueiro é considerado exótico invasor: “Desta forma, ela impede o crescimento da vegetação de restinga, que é crucial por ser nativa e conter o avanço do mar. E a Sema oferece orientações para os moradores que desejarem realizar o plantio de árvores”.
“Os agentes especializados transmitem informações sobre espécies e locais apropriados, garantindo, assim, as melhores práticas para a fauna e flora locais”. A legislação assinala que “qualquer intervenção em restinga, incluindo o paisagismo, requer planejamento, uso de espécies nativas corretas e, geralmente, aprovação do órgão ambiental local ou estadual”.