São Francisco – Animais domésticos encontrados mortos nos últimos dias em São Francisco de Itabapoana, na região norte fluminense, estão deixando moradores da zona rural em alerta. A principal suspeita levantada por produtores é de que os bichos tenham sido atacados por um felino de grande porte, possivelmente uma onça-parda (suçuarana). https://odia.ig.com.br/sao-francisco Os animais bovinos – principalmente bezerros - foram encontrados com marcas de mordidas no focinho, no pescoço, nas orelhas e em outras partes do corpo. Há relatos nas regiões de Santa Clara, Imburi, Esquina, São Domingos e Aroeira, onde moradores afirmam terem percebido os vestígios de ataques desde o início de julho.
As especulações são muitas, porém, a de que o predador poderia ser um felino adulta é maioria. O secretário municipal de Agricultura, Enaldo Barreto, diz que ainda não há nenhuma conclusão a respeito. O mesmo afirma a secretária de Meio Ambiente, Luciana Soffiati.
A secretária admite a possibilidade de o responsável ser um felino, pela proximidade dos locais com parte da Mata Atlântica. Ela lembra, inclusive, que há cerca de dois anos um gato-maracajá (Leopardus wiedii) é um pequeno felino silvestre, foi visto na zona rural do município. No entanto, embora tenha tamanho semelhante a um gato doméstico grande, não teria condição para ter matado um animal.
A área de mata em São Francisco é onde está localizada a Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba (EEEG), administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A extensão é de aproximadamente 3.260 hectares, sendo um dos maiores remanescentes preservados de floresta de Mata de Tabuleiro do estado do Rio de Janeiro.
MEDIDAS PREVENTIVAS - A reportagem tentou falar com o Inea, mas não conseguiu. Segundo o governo municipal, a Guarda Ambiental está acompanhando as ocorrências. Enquanto aguardam um posicionamento técnico, produtores rurais relatam preocupação com a segurança dos rebanhos e pedem que as autoridades intensifiquem as investigações.
Especialistas orientam que, caso um animal silvestre seja avistado, a população não tente afugentá-lo. A recomendação é procurar um local protegido e acionar imediatamente a Guarda Ambiental pelo telefone (22) 99892-5175. Também pode ser acionado o Inea ou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para que sejam adotadas as medidas adequadas.
Outra medida que deve ser adotada, por precaução, é manter animais recolhidos durante a noite, reforçar cercas, currais e galinheiros e, se possível, instalar câmeras de monitoramento em pontos estratégicos. Caso haja pelos, fezes e marcas deixadas no terreno precisam ser mantidas não até à chegada dos agentes.
Outra orientação considerada importante é evitar deixar animais amarrados ou sem possibilidade de abrigo durante a noite. De acordo com especialistas, a presença de iluminação e o monitoramento frequente das áreas de criação podem reduzir a vulnerabilidade das propriedades.
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