A agricultura do município garante uma relevância de melhores condições de planejamento econômico às empresas Foto Ascom/Reprodução

Pelo segundo ano consecutivo, o município de São Francisco de Itabapoana (RJ) consolida sua liderança absoluta no Estado do Rio de Janeiro em produção agrícola, atingindo o valor histórico de R$ 444 milhões. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A constatação confirma os resultados oficiais da mais recente Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), reforçando o protagonismo do interior fluminense no agronegócio. O avanço representa um crescimento expressivo em relação ao balanço anterior, quando a cidade havia registrado R$ 373,8 milhões no campo.
A força econômica do município reflete seu posicionamento estratégico na agricultura nacional. O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Enaldo Vieira Barreto, destacou que São Francisco figura em posição de destaque entre os produtores brasileiros de frutas, com uma economia rural fortemente impulsionada pelos cultivos de abacaxi, maracujá e goiaba.
“Além do sucesso na fruticultura, a região mantém elevados volumes de colheita em culturas tradicionais e de grande escala, como a cana-de-açúcar e a mandioca”, realça Barreto. O levantamento do IBGE revela como a riqueza do setor se distribui por outras importantes regiões do estado.
BÚSSOLA IMPORTANTE - Logo atrás da cidade líder, aparece Nova Friburgo garantindo o segundo lugar no ranking geral fluminense, com uma produção avaliada em R$ 384,7 milhões. O grupo dos cinco maiores polos agrícolas é completado por Varre-Sai (R$ 333 milhões) na terceira posição, seguido de perto por Porciúncula (R$ 332,4 milhões).
Fechando a lista dos melhores desempenhos, Campos dos Goytacazes registra um montante de R$ 278,5 milhões. Como uma das principais ferramentas de estatística municipal do país, a PAM cumpre o papel de mensurar as variáveis estruturais de 70 produtos agrícolas cultivados em território nacional.
O estudo detalha indicadores indispensáveis para o mercado, tais como área plantada, área colhida, rendimento médio por hectare e valor total das lavouras temporárias e permanentes. Barreto entende que o relatório técnico passa a servir como a principal bússola para o planejamento econômico das empresas, na formulação de políticas públicas governamentais e no embasamento de pesquisas acadêmicas sobre o desenvolvimento rural.