São Gonçalo: projeto segue agora para análise das comissões da Câmara Municipal de São Gonçalo antes de ir à votação em plenárioMagno Moreno
O centro da controvérsia
A lei atual, aprovada no fim de 2025, alterou a política de atualização da UFISG, vinculando-a automaticamente à Unidade Fiscal de Referência do Estado do Rio de Janeiro (UFIR-RJ). Pela nova regra, 1 UFISG passou a equivaler a 14 UFIR-RJ. Na prática, isso elevaria o valor da unidade municipal dos atuais R$ 4,7508 para R$ 66,51. "Estamos falando de um aumento real abrupto que não condiz com a realidade econômica da nossa população. Não é apenas uma correção inflacionária, é um aumento pesado na carga tributária", afirma Isaac Ricalde.
Impacto nas redes sociais
A preocupação da população ficou evidente nas redes sociais. Um vídeo publicado pelo vereador detalhando os impactos da lei já ultrapassou a marca de 130 mil visualizações, gerando um debate intenso sobre a realidade da cidade. "O impacto virá em 2027, numa manobra política para não afetar negativamente a candidatura do filho Douglas Ruas ao governo do estado. Eles fizeram da cidade um cabide de empregos e agora querem que a população pague a conta. São Gonçalo se tornou uma das cidades mais violentas do Brasil" afirmou Isaac, nas redes sociais.
Principais pontos do Projeto de Lei 0012/2026
Cancelamento do aumento real: Impede a alta de 28% a 30% prevista para 2027; Previsibilidade: Retoma o modelo de reajuste baseado na inflação ordinária; Autonomia Legislativa: Reafirma a competência da Câmara Municipal sobre a política tributária local. O projeto segue agora para análise das comissões da Câmara Municipal de São Gonçalo antes de ir à votação em plenário.

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