São Gonçalo: Secretaria Municipal de Saúde informou que ainda não existe diagnóstico conclusivo e que não há confirmação de que as mortes tenham sido provocadas pela mesma causaReprodução/Google Maps
Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, a adolescente de 16 anos foi atendida na Unidade Municipal de Pronto Atendimento (Umpa) do Pacheco em 26 de julho. No mesmo dia, ela foi transferida para o Hospital Luiz Palmier, onde morreu três dias depois, em 29 de julho. A irmã, de 14 anos, foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Colubandê e morreu no último sábado (22). Além das duas adolescentes, outras duas crianças da mesma família, de 3 e 6 anos, estão internadas no Pronto Socorro Infantil de São Gonçalo (PSI) e apresentam sintomas semelhantes.
Causa das mortes ainda não foi identificada
Escola foi sanitizada após os casos
A Secretaria Estadual de Saúde, porém, informou que não havia indicação de uma desinfecção extraordinária ou de suspensão das atividades escolares. Segundo a pasta, a suspensão ocorreu por determinação da própria escola, diante dos rumores relacionados aos casos.
A Prefeitura de São Gonçalo informou que está prevista para sexta-feira (28) uma ação de vacinação na escola, com imunizantes que fazem parte do calendário de rotina dos adolescentes. A aplicação dependerá da autorização dos responsáveis e da análise das cadernetas de vacinação. Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que uma ação de vacinação seria realizada na quinta-feira (27). Segundo a pasta, a iniciativa tem caráter preventivo e busca verificar a situação vacinal de alunos e profissionais da unidade.
A secretaria ressaltou que a vacinação não significa que as mortes tenham sido relacionadas a alguma doença imunoprevenível.
O episódio também provocou apreensão entre responsáveis por alunos da escola. Algumas mães relataram preocupação em enviar os filhos para as aulas enquanto a causa das mortes não é esclarecida. Uma das responsáveis questionou a manutenção das atividades diante da possibilidade, ainda não confirmada, de uma doença transmissível. Outra mãe afirmou que pretende manter o filho em casa até a conclusão das investigações. As autoridades, entretanto, ainda não confirmaram que os casos tenham relação com uma doença contagiosa.
A Secretaria Estadual de Saúde orientou a escola a comunicar imediatamente o surgimento de pessoas com sintomas compatíveis com doenças transmissíveis. Também foram reforçadas recomendações sobre vacinação, higiene das mãos, etiqueta respiratória, ventilação dos ambientes e procura por atendimento médico.
Polícia Civil não localizou registro da ocorrência

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