Marcela Toledo avalia que evento consolida diretrizes focadas em desafios enfrentados pelos municípios brasileiros Foto Divulgação

São João da Barra - Construção de cidades inclusivas, democráticas e sustentáveis, com ênfase nos eixos de habitação, saneamento, mobilidade urbana e, especialmente, mudanças climáticas e resiliência territorial. Este foi o foco central da 6ª Conferência Nacional das Cidades (6ª CNC), na qual São João da Barra representou a região norte do estado do Rio de Janeiro.
O evento aconteceu de 24 a 27 de fevereiro, em Brasília, com cerca de três mil representantes do poder público e da sociedade civil de diversos estados discutiram as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). A secretária de Meio Ambiente de São João da Barra, Marcela Nogueira Toledo, representou o município e a região.
Toledo participou como delegada no segmento do poder público, contribuindo especialmente nos debates sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e resiliência urbana: "A participação na etapa nacional foi resultado de um processo democrático iniciado no município. A 2ª Conferência Municipal das Cidades, em São João da Barra, foi realizada em 26 de junho de 2025”, comenta.
A secretária lembra que a fase municipal reuniu sociedade civil, representantes do poder público e diversos segmentos organizados para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável, mobilidade, habitação, saneamento e meio ambiente: “As propostas aprovadas na ocasião foram encaminhadas à etapa estadual”.
Em agosto aconteceu a 6ª Conferência Estadual das Cidades do Rio de Janeiro, quando foram consolidadas as diretrizes que representariam o estado na etapa nacional: “Na ocasião, São João da Barra garantiu representatividade no Conselho Estadual das Cidades, elegendo sua delegada para a Conferência Nacional”, realça Toledo.
EFEITOS AMPLOS - No evento nacional, a secretária destaca que foi reforçada a importância de incorporar, de forma estruturada, os desafios climáticos aos instrumentos de planejamento urbano, como o Plano Diretor, a gestão de recursos hídricos e as políticas de redução de riscos.
“Municípios de menor porte, como São João da Barra, tiveram a oportunidade de levar à esfera nacional suas realidades locais”, relata pontuando que na pauta foram incluídos problemas relacionados a eventos extremos, segurança hídrica, erosão, ocupações em áreas vulneráveis e a necessidade de integração entre planejamento urbano e adaptação climática.
“A 6ª CNC representa uma etapa fundamental do planejamento participativo, permitindo que as demandas locais influenciem a formulação de políticas públicas estaduais e nacionais”, avalia Toledo enfatizando que as resoluções aprovadas servirão de base para a atuação do Ministério das Cidades nos próximos anos.
Na opinião da secretária, a participação de São João da Barra reafirma o compromisso do município com uma gestão urbana responsável, preventiva e integrada, “garantindo que as especificidades regionais tenham voz ativa na construção de políticas públicas mais justas, sustentáveis e resilientes”.