Gustavo Vianna o complexo busca traduzir crescimento em legado positivo para as próximas gerações Foto Conceição Tinoco/Divulgação
Porto diz que repõe mais água do que o volume captado
Segundo o complexo, devolução à Bacia do Baixo Paraíba equivale ao consumo anual de uma cidade de 43 mil habitantes
São João da Barra – Preservação de áreas protegidas na Reserva Caruara; conservação da Lagoa de Iquipari e o sistema de macrodrenagem inteligente implantado no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), favorece a infiltração da água no solo e o abastecimento natural dos aquíferos do município.
O conjunto de iniciativas foi detalhado nesta quarta-feira (8), durante Workshop no Hotel Promenade Soho, em Campos dos Goytacazes, para apresentar relatório relacionado a 2025 do complexo portuário. Segundo o gerente geral de sustentabilidade, Gustavo Vianna, a constatação está em estudo realizado pela consultoria internacional Waterplan.
“O Porto do Açu devolve à Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul um volume de água doce superior ao que capta”. Vianna detalha que em 2024, o complexo utilizou 1,75 milhão de metros cúbicos de água e repôs 2,73 milhões de metros cúbicos à bacia, um volume 55% acima do captado e equivalente ao consumo anual de uma cidade de aproximadamente 43 mil habitantes.
O volume daria para abastecer, com sobra, São João da Barra, que tem 36.573 habitantes. O gerente geral explica que o abastecimento do complexo ocorre por infraestrutura própria e não compete com a infraestrutura pública e o consumo da região: “O Açu adota medidas preventivas para garantir a disponibilidade de água no longo prazo e preparar sua infraestrutura”.
Segundo Vianna, a estratégia é focada no recebimento de novos investimentos ligados à transição energética e à economia de baixo carbono: “Hoje, mais de 70% da água utilizada pelo empreendimento provém de fontes alternativas, e esse percentual deve alcançar 90% até 2030. Nosso compromisso vai além da eficiência operacional”.
O objetivo pontuado é gerar valor para a sociedade enquanto são ampliadas as oportunidades de crescimento e a região é preparada para receber novos investimentos e gerar empregos. A Reserva Caruara é apontada como uma das principais formas para ampliar a obtenção de resultados concretos para a natureza e para as pessoas.
‘JÓIA DA COROA’ - As exposições demonstraram que desde 2012, a reserva protege uma área de 4.000 hectares de restinga e promove a conservação da biodiversidade deste importante ecossistema costeiro: “Com mais de R$ 50 milhões investidos desde a sua criação, o espaço conta hoje com 80 funcionários diretos, sendo 100% de mão de obra local”.
Na avaliação de Caio Cunha, gerente de Relações Portuárias e da Reserva Caruara, a área criada e protegida pelo porto é a ‘jóia da coroa’ do complexo: “Mais do que um espaço de preservação, a Reserva Caruara consolidou-se hoje como um ativo natural, uma plataforma de impacto e uma unidade de negócios”.
Cunha reforça que não se trata apenas de uma área protegida, mas também um ativo estratégico do território e uma unidade de negócios voltada a ampliar o impacto positivo do Porto: “Esse resultado materializa a Ambição 2050 do Porto do Açu, que orienta o crescimento sustentável do complexo, conectando a empresa aos desafios climáticos globais, sociais e econômicos”, ratifica.
EMPREGABILIDADE - Outro destaque é que o complexo também aderiu aos movimentos Ambição Net Zero e +Água, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, consolidando metas de descarbonização, gestão hídrica responsável, preservação ambiental e desenvolvimento social; desempenhando, ainda, importante papel como agente de desenvolvimento socioeconômico da região.
De acordo com a exposição, atualmente, são 30 empresas instaladas, 89 milhões de toneladas movimentadas em 2025 e mais de 7.600 empregos diretos, sendo 75% da mão de obra proveniente da região, o que reforça o compromisso com a geração de emprego, renda e qualificação local.
No número de fornecedores locais, o porto registra, no período, um aumento de 23% e mais de 51 mil pessoas beneficiadas por iniciativas da Agenda Social: “Acreditamos que o desenvolvimento só faz sentido quando gera valor compartilhado. Por isso, investimos na qualificação de profissionais, no fortalecimento de fornecedores locais, no empreendedorismo, na inovação e no diálogo com as comunidades”, conclui Vianna.

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