A Rotatória de Grussaí demorou 13 anos para ser liberada, mas ainda é um dos alvos das discussões Foto Gomes/Reprodução
Dias contados para SJ da Barra estancar índice de acidentes ao longo da BR-356
Município acelera medidas urgentes com foco em Plano de Mobilidade Urbana, que será discutido durante audiência pública em novembro
Principal artéria rodoviária que corta São João da Barra, a BR-356 está entre as prioridades viárias do governo municipal. O foco é o histórico de acidentes ao longo da rodovia federal, com a demanda pautada no Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob), que será debatido em novembro na Câmara de Vereadores, em audiência pública.
As autoridades municipais articulam a implementação de intervenções drásticas e estruturais destinadas a proteger a vida de motoristas, ciclistas e pedestres. A proposta é centrada em um conjunto de diretrizes estratégicas e ferramentas de planejamento que visam modernizar o trânsito local, integrando o crescimento da cidade a um sistema de transporte mais seguro, eficiente e sustentável.
O ponto de partida crucial para transformar a proposta em lei está previsto para 11 de novembro, a partir das 14h30, no plenário do Legislativo sanjoanense, onde a minuta do Projeto de Lei será apresentada e discutida abertamente com a população. A iniciativa tem aval amplo da prefeita Carla Caputi e dos moradores.
Um dos trecos mais críticos do acesso ao município fica nas proximidades da Escola Municipal Delmiro Ribeiro Alves, onde a alta velocidade e a falta de redutores geram grande risco de atropelamentos e recorrentes acidentes. Esse gargalo tem sido tema de discussões constantes na própria Câmara, com frequentes cobranças de providências.
A Rotatória de Grussaí também é um dos locais que preocupam. A construção física e o planejamento geométrico foram providenciados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e a Enel atuou diretamente na etapa final, removendo e realocando os postes e cabos de alta tensão que bloqueavam o trecho.
Demora de 13 anos
Foi uma obra polêmica iniciada em 2013 e liberada somente em junho deste ano, depois de muita pressão de Carla Caputi e do Legislativo. Um impasse histórico entre o DNIT e a Enel — por conta da necessidade de realocação de postes e da rede elétrica de alta tensão no local — travou o projeto durante 13 anos.
O governo municipal não teve responsabilidade legal na execução da obra, mas, além das insistentes cobranças aos órgãos federais e à concessionária, garantiu melhorias na sinalização, segurança e iluminação após a abertura do trecho. No entanto, a necessidade de ações didáticas sobre as alterações viárias ainda mantém riscos de acidentes.
A urgência do PlanMob tem clamor elevado junto à opinião pública e é realçada entre os vereadores. Em sessões recentes, eles uniram forças para aprovar uma série de indicações e cobrar medidas imediatas de sinalização, fiscalização e melhoria de infraestrutura nos trechos mais críticos da rodovia federal.
A articulação é avaliada como um incentivo para a sociedade civil organizada participar da audiência de novembro, deixando claro que a tolerância para a insegurança na BR-356 chegou ao limite. A expectativa é que o novo plano estabeleça metas rígidas e soluções definitivas, iniciando um novo capítulo onde o direito de ir e vir não seja sinônimo de risco.

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