Câmeras registram professor de dança desaparecidoLudmila Lopes/G1
De acordo com a polícia, as imagens confirmam o depoimento da frentista que afirmou ter prestado auxílio a Eduardo. Nos registros, ele aparece circulando pelo posto e deixando o local a pé, sem sinais de coação, violência ou acompanhamento forçado. A análise do material reforça a hipótese de que ele deixou a Região dos Lagos por vontade própria, com destino ao Rio de Janeiro.
Segundo o relato da funcionária, Eduardo estava descalço, sem documentos e sem telefone celular. Ele teria contado que perdeu os pertences após um encontro com uma pessoa que, segundo disse, “não era de confiança”. A frentista também observou escoriações em um dos braços e que o jovem aparentava estar sujo.
Ainda no posto, o professor recebeu ajuda para sacar R$ 300, valor que teria sido utilizado para dar continuidade à viagem. Ele foi orientado a seguir para a rodoviária de São Pedro da Aldeia, conforme relatado à Polícia Civil.
Paralelamente, amigos informaram aos investigadores que Eduardo já havia se afastado da família em outra ocasião, quando estava em Minas Gerais, demonstrando não querer manter contato com familiares. Essa informação também está sendo considerada na apuração.
O caso ganhou repercussão após Eduardo, morador de Osasco, ser dado como desaparecido depois de sair para um encontro marcado por aplicativo de relacionamento em Cabo Frio, na madrugada de domingo (4). A ocorrência foi registrada inicialmente na Delegacia de Polícia do Leblon e, posteriormente, encaminhada à Delegacia de Cabo Frio, responsável pelo acompanhamento do caso.



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