Confusão ente uma fiscal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e um sargento da Polícia MilitarFoto: Reprodução RC24h

Uma abordagem realizada durante uma carreata política terminou em um bate-boca acalorado na tarde deste domingo (18), no município de São Pedro da Aldeia. A confusão envolveu uma fiscal de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e um sargento da Polícia Militar e foi integralmente registrada em vídeo por participantes do evento, gerando forte repercussão nas redes sociais locais.
De acordo com relatos prestados por munícipes que acompanhavam a mobilização, o ato contou com a presença de apoiadores e simpatizantes que utilizavam veículos próprios. Durante os procedimentos de fiscalização ostensiva para verificar o cumprimento das normas eleitorais, a fiscal do órgão judiciário teria tecido comentários críticos relativos à gestão do Partido Liberal (PL) e emitido opiniões sobre temas da política nacional, fator que motivou o início da divergência entre os presentes.
Nas gravações que circulam na internet, o policial militar aparece utilizando o telefone celular para filmar a conduta da servidora da Justiça Eleitoral, acusando o TRE de atuar com viés partidário e classificando a fiscalização na via pública como uma forma de perseguição política. O diálogo entre ambos evoluiu para uma discussão acalorada, com menções diretas a ideologias políticas, pautas sobre segurança e debates sobre o processo democrático.
Continuidade da mobilização e investigação dos fatos
Após o encerramento do desentendimento na via, a servidora do Tribunal Regional Eleitoral retirou-se do ponto de abordagem, permitindo que os veículos que integravam a comitiva prosseguissem com o trajeto previsto pelo município sem novos incidentes registrados pela polícia.
Até a publicação desta matéria, os órgãos responsáveis pelo pleito e pelo patrulhamento não emitiram notas de esclarecimento detalhando o teor da notificação formal nem as razões técnicas que motivaram a abordagem inicial no evento de rua.
A conduta dos agentes envolvidos no episódio poderá ser objeto de apuração interna pelos órgãos competentes para determinar se houve abuso de autoridade, desvio de função ou descumprimento das diretrizes de imparcialidade exigidas durante o período de campanha eleitoral.
A reportagem buscou contato com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e com a defesa dos envolvidos para obter posicionamentos oficiais sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria; o espaço permanece aberto para manifestações.