Diretor-presidente da Prolagos, Sinval Andrade, discursando no Encontro regional valoriza a pesca artesanalFoto: Reprodução
A valorização da pesca artesanal e a preservação dos conhecimentos tradicionais marcaram o 3º Encontro Regional de Pescadores da Lagoa de Araruama, realizado na sexta-feira (16) e no sábado (17), em São Pedro da Aldeia. Promovido pela Prolagos, o evento reuniu representantes de associações e colônias pesqueiras, autoridades e instituições ligadas ao setor para discutir os desafios da atividade e fortalecer o diálogo entre as comunidades.
Durante o primeiro dia, os participantes compartilharam experiências sobre a realidade das comunidades pesqueiras e apresentaram demandas relacionadas ao trabalho na lagoa. As discussões também abordaram a preservação da memória das comunidades e os resultados de iniciativas voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal.
Parte da programação foi dedicada ao projeto Pescando Tradições e Compartilhando Saberes, que promove ações de formação, intercâmbio de conhecimentos e incentivo à geração de renda. As atividades incluíram apresentação dos resultados da iniciativa, exibição de documentário, manifestações culturais e lançamento do livro Redes de Saberes.
No sábado (17), o evento teve uma assembleia das organizações de pesca artesanal, reunindo representantes para discutir demandas e ampliar a articulação entre as entidades. A programação também contou com feira gastronômica, apresentações culturais, desfile de biojoias produzidas por participantes do projeto e show musical.
A valorização da pesca artesanal e a preservação dos conhecimentos tradicionais marcaram o 3º Encontro Regional de Pescadores da Lagoa de Araruama, realizado na sexta-feira (16) e no sábado (17), em São Pedro da Aldeia. Promovido pela Prolagos, o evento reuniu representantes de associações e colônias pesqueiras, autoridades e instituições ligadas ao setor para discutir os desafios da atividade e fortalecer o diálogo entre as comunidades.
Com o tema “A Pesca é Cultura”, o encontro aconteceu na orla da Praia da Pitória, em frente à sede da Associação das Organizações da Pesca Artesanal da Laguna de Araruama, no bairro Porto da Aldeia. A programação incluiu rodas de conversa, debates, apresentações culturais e atividades do projeto Pescando Tradições e Compartilhando Saberes.
Pescadores discutem desafios da atividade
Durante o primeiro dia, os participantes compartilharam experiências sobre a realidade das comunidades pesqueiras e apresentaram demandas relacionadas ao trabalho na lagoa. As discussões também abordaram a preservação da memória das comunidades e os resultados de iniciativas voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal.
O diretor-presidente da Prolagos, Sinval Andrade, destacou a importância da aproximação entre a empresa e os profissionais que dependem da lagoa para o sustento.
“A Lagoa de Araruama tem uma importância ambiental, econômica e cultural muito grande para a nossa região, e os pescadores são parte fundamental dessa história. Promover esse encontro é abrir espaço para ouvir quem vive diariamente da pesca, conhecer suas necessidades e fortalecer o diálogo entre todos os envolvidos”, afirmou.
O pescador Francisco Guimarães, conhecido como Chico Pescador, também ressaltou a importância do encontro para a articulação entre as comunidades.
“O projeto Pescando Tradições é muito bacana porque fortalece a comunidade pesqueira. Já esse terceiro encontro dos pescadores, é uma oportunidade de discutir o que precisa ser fortalecido nas outras comunidades, planejar os próximos passos e, principalmente, manter o diálogo, que é a parte mais importante”, disse.
Projeto incentiva cultura e geração de renda
Parte da programação foi dedicada ao projeto Pescando Tradições e Compartilhando Saberes, que promove ações de formação, intercâmbio de conhecimentos e incentivo à geração de renda. As atividades incluíram apresentação dos resultados da iniciativa, exibição de documentário, manifestações culturais e lançamento do livro Redes de Saberes.
Realizado pelo Instituto Burburinho Cultural, em parceria com organizações pesqueiras, o projeto tem patrocínio da Prolagos e do Instituto Aegea, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A iniciativa envolve comunidades de São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Iguaba Grande.
Entre as ações desenvolvidas está a formação em biojoias, que transforma materiais como escamas de peixe e conchas em peças artesanais. A atividade busca valorizar elementos da cultura pesqueira e criar oportunidades de renda para moradores, especialmente mulheres.
Luciana Oliveira, coordenadora-geral da Associação dos Pescadores Artesanais do Parque das Garças Integrada (APESCARPEGIN) e artesã de biojoias, destacou os resultados da formação.
“O curso de biojoias trouxe muito mais do que o aprendizado de uma técnica. Ele mostrou para muitas mulheres que elas também podem empreender, gerar sua própria renda e conquistar mais independência”, relatou.
Segundo dados do Instituto Burburinho Cultural, a edição anterior do projeto, realizada em 2025, beneficiou 85 pescadores e pescadoras, com mais de 150 horas de formação e um intercâmbio de dez dias entre territórios.
Assembleia encerra programação do encontro
No sábado (17), o evento teve uma assembleia das organizações de pesca artesanal, reunindo representantes para discutir demandas e ampliar a articulação entre as entidades. A programação também contou com feira gastronômica, apresentações culturais, desfile de biojoias produzidas por participantes do projeto e show musical.
As atividades encerraram os dois dias de encontro voltados ao reconhecimento da pesca artesanal e das tradições transmitidas entre gerações. A iniciativa também abriu espaço para a troca de experiências entre comunidades e instituições que atuam na região da Lagoa de Araruama.

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