Em dia off no Mundial de Surfe, a economia de Saquarema se mantém ativaDivulgação/Prefeitura de Saquarema
Sócia do bar e restaurante Beach Pub Beer, na Avenida Oceânica, Vanderlene dos Santos comemorava. A empresária de 56 anos é dona do estabelecimento há cerca de três anos e aproveita os dias de folga no surfe para vender ainda mais. Vanderlene conta que o movimento chega a aumentar cerca de 50% nos dias do Mundial sem disputas nas praias. “Dia off é o dia de diversão para o comércio. A gente aqui tá vendendo desde as 9 da manhã. Nos dias em que o surf tá rolando, a gente começa a vender mais mesmo depois das quatro da tarde, quando acabam as baterias”, explica a empresária.
Na Padaria Pão de Ló, o movimento era intenso na manhã deste domingo. Para satisfazer o apetite do público por tanto pão na chapa, pão de queijo e aquele cafezinho bem quente, a empresária Tatiana Moura, de 38 anos, precisou contratar oito funcionários. “Quando tem competição a galera come cedo e vai pra praia. Em dia off, eles comem o dia todo. A gente não para! A produção de salgados e pães aumenta em mais de 40%. É uma fila que não acaba”, afirma Tatiana.
No ano passado, durante a disputada da etapa da elite do Mundial de Surfe em Saquarema, passaram pela cidade cerca de 410 mil pessoas. Ao todo, o movimento da competição gerou cerca de R$ 93 milhões em renda para as famílias saquaremenses. As estimativas são da consultoria Ernst & Young, feitas a pedido da WSL, que organiza o evento.
Qualidade de vida
“Todos nós sabemos como o Mundial de Surfe é sinônimo de emprego e renda para Saquarema. Isso já foi uma realidade no ano passado e, agora, em 2026, queremos muito mais. A nossa atuação tem sempre o objetivo de fazer com que os eventos sediados em Saquarema tragam mais qualidade de vida para quem mora aqui. E o Mundial de Surfe é parte fundamental dessa lógica”, comemorou a Prefeita de Saquarema, Lucimar Vidal.
A próxima chamada para as competições foi na segunda-feira (22). No masculino, os brasileiros Yago Dora e João Chianca, além dos irmãos Samuel e Miguel Pupo continuam na briga pelo título da etapa. No feminino, duas estadunidenses, uma espanhola e uma francesa ainda continuam no páreo. Mas, mesmo enquanto os atletas não voltam a surfar, o movimento na cidade não para.

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