Contrato foi firmado em janeiro de 2024 por R$ 97 milhões. Com os aditivos, o valor passou para aproximadamente R$ 137 milhõesReprodução Terê Total
Mais de 15 anos após a tragédia que devastou Teresópolis em janeiro de 2011, centenas de famílias continuam esperando pela casa própria prometida pelo poder público. A segunda etapa do Parque Ermitage, condomínio destinado ao reassentamento de vítimas das chuvas e de moradores retirados de áreas de risco, teve sua conclusão adiada mais uma vez. Agora, a previsão é que os 500 apartamentos sejam entregues apenas em julho de 2027.
A obra representa uma das últimas etapas do processo de reassentamento iniciado após o desastre que deixou 382 mortos em Teresópolis, pelos número oficiais, e milhares de pessoas desabrigadas. Enquanto parte das famílias foi contemplada com a primeira fase do conjunto habitacional, cerca de 500 ainda aguardam a conclusão da ampliação para receber uma moradia definitiva.
A história do empreendimento é marcada por sucessivos adiamentos. A construção da segunda etapa foi anunciada ainda em 2011, quando a expectativa era entregar as novas unidades até o fim de 2012. O projeto, entretanto, permaneceu sem sair do papel durante anos.
Somente em 2022, após a tragédia provocada pelas fortes chuvas em Petrópolis, o Governo do Estado voltou a anunciar a retomada da iniciativa. Mesmo assim, a contratação da obra demorou quase dois anos para ser concluída. Nesse período, a licitação dos quatro condomínios chegou a ser suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que identificou indícios de direcionamento no edital e determinou correções antes da continuidade do processo.
O contrato com a empreiteira foi firmado em janeiro de 2024 por R$ 97 milhões. Com os aditivos, o valor passou para aproximadamente R$ 137 milhões, um acréscimo superior a 40%. O prazo previsto era de até dois anos para a conclusão dos trabalhos. No entanto, além da prorrogação do cronograma, o empreendimento recebeu aditivos contratuais que elevaram o custo da obra.
As alterações no prazo e no orçamento motivaram um pedido de investigação do vereador do Rio de Janeiro Pedro Duarte (PSD), encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A solicitação pede que os órgãos apurem as circunstâncias que levaram aos sucessivos atrasos e ao aumento dos valores durante a execução do contrato.
A obra representa uma das últimas etapas do processo de reassentamento iniciado após o desastre que deixou 382 mortos em Teresópolis, pelos número oficiais, e milhares de pessoas desabrigadas. Enquanto parte das famílias foi contemplada com a primeira fase do conjunto habitacional, cerca de 500 ainda aguardam a conclusão da ampliação para receber uma moradia definitiva.
A história do empreendimento é marcada por sucessivos adiamentos. A construção da segunda etapa foi anunciada ainda em 2011, quando a expectativa era entregar as novas unidades até o fim de 2012. O projeto, entretanto, permaneceu sem sair do papel durante anos.
Somente em 2022, após a tragédia provocada pelas fortes chuvas em Petrópolis, o Governo do Estado voltou a anunciar a retomada da iniciativa. Mesmo assim, a contratação da obra demorou quase dois anos para ser concluída. Nesse período, a licitação dos quatro condomínios chegou a ser suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que identificou indícios de direcionamento no edital e determinou correções antes da continuidade do processo.
O contrato com a empreiteira foi firmado em janeiro de 2024 por R$ 97 milhões. Com os aditivos, o valor passou para aproximadamente R$ 137 milhões, um acréscimo superior a 40%. O prazo previsto era de até dois anos para a conclusão dos trabalhos. No entanto, além da prorrogação do cronograma, o empreendimento recebeu aditivos contratuais que elevaram o custo da obra.
As alterações no prazo e no orçamento motivaram um pedido de investigação do vereador do Rio de Janeiro Pedro Duarte (PSD), encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A solicitação pede que os órgãos apurem as circunstâncias que levaram aos sucessivos atrasos e ao aumento dos valores durante a execução do contrato.
OBRA ESTARIA COM 85% DE EXECUÇÃO
Procurada, a Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social informou que a obra está com aproximadamente 85% de execução. Segundo a pasta, a revisão do cronograma ocorreu em razão de "circunstâncias técnicas e operacionais", motivo pelo qual a conclusão passou a ser prevista para julho de 2027.
Sobre o aumento dos custos, a secretaria afirmou que os acréscimos foram realizados por meio dos mecanismos previstos na legislação e nas cláusulas contratuais, ressaltando que as alterações seguiram os procedimentos legais aplicáveis à execução da obra.
Procurada, a Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social informou que a obra está com aproximadamente 85% de execução. Segundo a pasta, a revisão do cronograma ocorreu em razão de "circunstâncias técnicas e operacionais", motivo pelo qual a conclusão passou a ser prevista para julho de 2027.
Sobre o aumento dos custos, a secretaria afirmou que os acréscimos foram realizados por meio dos mecanismos previstos na legislação e nas cláusulas contratuais, ressaltando que as alterações seguiram os procedimentos legais aplicáveis à execução da obra.
No último dia 2 de julho, o Secretário de Estado de Habitação de Interesse Social, Fábio Paravidino, esteve no condomínio para inauguração da Arena Social, quando afirmou que o governo entregará "boa parte das unidades" ainda em 2026, mas não confirmou a quantas unidades se refere e para quando estaria prevista a entrega.
Mesmo com o avanço físico informado pelo governo, o novo prazo amplia para mais de 16 anos a espera de centenas de famílias que perderam suas casas na tragédia de 2011. Para esses moradores, a conclusão da segunda etapa do Parque Ermitage representa o encerramento de um processo de reconstrução iniciado logo após o maior desastre climático da história de Teresópolis, mas que ainda permanece sem desfecho.
Mesmo com o avanço físico informado pelo governo, o novo prazo amplia para mais de 16 anos a espera de centenas de famílias que perderam suas casas na tragédia de 2011. Para esses moradores, a conclusão da segunda etapa do Parque Ermitage representa o encerramento de um processo de reconstrução iniciado logo após o maior desastre climático da história de Teresópolis, mas que ainda permanece sem desfecho.
A reportagem procurou a representante da associação das vítimas, que não quis comentar sobre o atraso das obras, mas afirmou estar confiante de que, ainda em 2026, será entregue a maior parte das unidades prometidas.

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