Imóveis foram interditados por precaução e as famílias foram encaminhadas para o Aluguel SocialReprodução SL Notícias

Sete imóveis foram interditados preventivamente pela Defesa Civil de Teresópolis na comunidade da Beira Linha entre a noite de quinta-feira (13) e a manhã desta sexta-feira (14). A medida foi tomada após moradores relatarem ruídos e movimentação nas estruturas de suas residências.
Equipes da Defesa Civil foram acionadas ainda na noite de quinta-feira e realizaram vistorias nos imóveis. Diante das condições encontradas, os moradores foram orientados a deixar as casas. As famílias buscaram acolhimento em residências de amigos e familiares, enquanto a área foi isolada. Segundo o órgão, não houve desabamento e não há registro de vítimas.
Na manhã desta sexta-feira, novas equipes retornaram à Beira Linha para dar continuidade às avaliações. Os trabalhos foram acompanhados por representantes das secretarias municipais de Assistência Social e de Obras e Serviços Públicos, que também orientaram os moradores afetados.
As famílias foram encaminhadas ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para solicitar o benefício do Aluguel Social, conforme os critérios estabelecidos pelo programa.
Possíveis causas
De acordo com as avaliações preliminares da Defesa Civil, entre as possíveis causas do comprometimento estrutural estão as características dos materiais utilizados nas construções e a proximidade das edificações com o curso hídrico. O órgão informou que continuará acompanhando a situação e prestando assistência às famílias afetadas.
Concessionária nega relação com o caso
A Águas da Imperatriz informou que não possui relação com a situação registrada na Beira Linha. Em nota, a concessionária afirmou que os imóveis interditados pela Defesa Civil estão localizados distantes das redes coletoras e dos interceptores implantados pela empresa. Segundo a empresa, não há relação entre as intervenções realizadas pela concessionária e o ocorrido nas residências.
A região da Beira Linha já havia sido alvo de preocupação de moradores durante intervenções relacionadas à implantação do sistema de coleta de esgoto às margens do Rio Paquequer. Em novembro de 2025, famílias relataram vibrações provocadas pelas obras e receio de danos às estruturas das casas. Na ocasião, a concessionária informou que as obras seguiam normas de segurança e que realizava vistorias quando solicitada.
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