Igor Edelstein e Rodiney Turl receberam os empresários locais para debater a adequação à nova escala 5 x 2Jannaina Costa
O Sindicato do Comércio Varejista de Teresópolis (Sincomércio) reuniu, na manhã desta quinta-feira (22), comerciantes de diferentes segmentos do município para discutir os próximos passos relacionados à implementação da escala de trabalho 5x2. O encontro foi realizado no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e organizado pelo presidente do Sincomércio, Igor Edelstein, e pelo vice-presidente, Rodiney Turl.
Cerca de 30 empresas estiveram representadas na reunião, que teve como objetivo ouvir as demandas dos diferentes segmentos do comércio, esclarecer dúvidas e promover o diálogo sobre os possíveis impactos das mudanças na organização das jornadas de trabalho. A iniciativa também busca preparar os empresários para avaliar os desafios operacionais e as medidas necessárias para adequar suas atividades a eventuais alterações na legislação.
Cerca de 30 empresas estiveram representadas na reunião, que teve como objetivo ouvir as demandas dos diferentes segmentos do comércio, esclarecer dúvidas e promover o diálogo sobre os possíveis impactos das mudanças na organização das jornadas de trabalho. A iniciativa também busca preparar os empresários para avaliar os desafios operacionais e as medidas necessárias para adequar suas atividades a eventuais alterações na legislação.
Entre os pontos discutidos estiveram os possíveis efeitos da redução da jornada sobre a organização das equipes, os horários de funcionamento e os custos das empresas. Os consultores ressaltaram que não há um percentual único de aumento de despesas aplicável a todos os negócios, já que os impactos dependem da atividade econômica, do tamanho das equipes e das necessidades operacionais de cada estabelecimento
Durante o encontro, os representantes dos estabelecimentos puderam apresentar questionamentos relacionados à rotina das empresas, à organização das equipes e aos reflexos que uma eventual mudança na escala poderá trazer para o funcionamento do comércio local.
Durante o encontro, os representantes dos estabelecimentos puderam apresentar questionamentos relacionados à rotina das empresas, à organização das equipes e aos reflexos que uma eventual mudança na escala poderá trazer para o funcionamento do comércio local.
Entidade conta com assessoria técnica da Fecomércio RJ
Para aprofundar as discussões e oferecer orientação especializada aos empresários, o Sincomércio Teresópolis conta com a consultoria de profissionais disponibilizados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ). Entre eles estão a juíza aposentada doutora Jacqueline Lipe, o advogado trabalhista Carlos Américo Freitas Pinho e o auditor do trabalho Ronald Sharp.
A participação dos especialistas contribui para esclarecer aspectos jurídicos e trabalhistas envolvidos no debate, permitindo que os comerciantes compreendam melhor os possíveis cenários e as implicações para suas atividades.
A participação dos especialistas contribui para esclarecer aspectos jurídicos e trabalhistas envolvidos no debate, permitindo que os comerciantes compreendam melhor os possíveis cenários e as implicações para suas atividades.
O presidente do Sincomércio Teresópolis, Igor Edelstein, agradeceu à Fecomércio RJ pelo suporte oferecido à entidade e aos empresários do município. “Quero agradecer ao presidente da Fecomércio RJ pela parceria e por disponibilizar profissionais tão qualificados para nos orientar neste momento de discussão. Nosso compromisso é levar informação aos comerciantes, ouvir suas necessidades e buscar caminhos que considerem a realidade das empresas de Teresópolis. É fundamental que o setor esteja preparado, com orientação técnica e segurança jurídica, para enfrentar os desafios que possam surgir”, afirmou.
Para Rodiney Turl, que também representa a ASSERJ (Associação de Supermercados do Rio de Janeiro), a implementação de uma nova escala de trabalho exige planejamento e muitas adequações por parte das empresas, especialmente em segmentos como o supermercadista, que têm uma dinâmica de funcionamento própria.
"Precisamos nos organizar, ouvir os empresários e reunir as principais dificuldades enfrentadas por cada setor para levar essas questões à discussão com as autoridades competentes. O objetivo é contribuir para um debate responsável, que considere a realidade do comércio, a manutenção dos empregos e a continuidade dos serviços oferecidos à população”, destacou.
Negociação coletiva é caminho para adequação
A negociação coletiva foi apontada como instrumento importante para buscar soluções compatíveis com a realidade de cada segmento. A federação também prevê reuniões regionais com sindicatos e associados para esclarecer dúvidas, aprofundar a análise dos impactos e discutir alternativas de adaptação.
A orientação é que os empresários avaliem suas operações, identifiquem períodos de maior demanda e busquem apoio técnico antes de implementar mudanças nas escalas de trabalho.
A orientação é que os empresários avaliem suas operações, identifiquem períodos de maior demanda e busquem apoio técnico antes de implementar mudanças nas escalas de trabalho.
"Cada atividade tem suas particularidades, e é preciso avaliar a operação de cada negócio para encontrar alternativas. O diálogo entre sindicatos patronais e laborais será essencial nesse processo", concluiu Igor.
A entidade pretende dar continuidade ao diálogo com os empresários e acompanhar os desdobramentos das discussões sobre a jornada de trabalho, mantendo o setor informado e promovendo o acesso a orientações especializadas.
O email do Sincomércio para que os comerciantes enviem dúvidas é: sincomercio-teresopolis@hotmail.com.

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