Sincómercio destacou que divergência partidárias não justiticam hostilidades, intimidações ou discriminações (na foto, Igor Edelstein, presidente)Jannaina Costa
A polarização política que marcou as eleições presidenciais ultrapassou o debate nas redes sociais e chegou às relações comerciais em diferentes regiões do país. Uma campanha que incentiva o boicote a empresários e comerciantes identificados como "petistas" ganhou repercussão nacional e chegou a Teresópolis. A mobilização ocorre em meio a manifestações de figuras da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), após o resultado das eleições presidenciais em que o candidato do partido, Flávio Bolsonaro (PL), saiu derrotado.
No município, a iniciativa encontrou vozes de integrantes de movimentos do campo político conservador. A campanha provocou reações de representantes do poder público, entidades empresariais e organizações políticas, que criticam a associação de estabelecimentos comerciais às preferências partidárias de seus proprietários.
Em manifestações nas redes sociais, defensores da iniciativa incentivaram a identificação de comerciantes supostamente alinhados ao PT e a suspensão de compras nesses estabelecimentos. A circulação de listas com nomes de empresas e profissionais ampliou a repercussão do caso e levantou questionamentos sobre os limites da manifestação política e os possíveis impactos econômicos da campanha.
No município, a iniciativa encontrou vozes de integrantes de movimentos do campo político conservador. A campanha provocou reações de representantes do poder público, entidades empresariais e organizações políticas, que criticam a associação de estabelecimentos comerciais às preferências partidárias de seus proprietários.
Em manifestações nas redes sociais, defensores da iniciativa incentivaram a identificação de comerciantes supostamente alinhados ao PT e a suspensão de compras nesses estabelecimentos. A circulação de listas com nomes de empresas e profissionais ampliou a repercussão do caso e levantou questionamentos sobre os limites da manifestação política e os possíveis impactos econômicos da campanha.
Representantes do movimento defendem iniciativa
Rafa Bolsonaro, representante do movimento, filiado ao Partido Liberal (PL), defendeu que eleitores de Lula identifiquem publicamente seus posicionamentos políticos, inclusive com bandeiras do PT nas portas de estabelecimentos comerciais. Segundo ele, a iniciativa pretende permitir que consumidores bolsonaristas escolham não frequentar esses locais, assim como apoiadores da direita expõem símbolos nacionais e imagens de Jair Bolsonaro em seus negócios.
Rafa afirmou que o movimento não pretende desrespeitar ou depredar os estabelecimentos, mas garantir a liberdade de escolha dos consumidores. Ele também questionou a preocupação manifestada por setores da esquerda com a campanha, argumentando que os petistas deveriam poder demonstrar publicamente suas posições políticas, assim como fazem os apoiadores do ex-presidente.
O advogado Klauss Fins, vice-presidente do Foro do Brasil, gravou um vídeo defendendo a proposta. Ao O DIA, afirmou que trata-se de liberdade de escolha dos consumidores nas relações comerciais, inclusive com base em afinidades políticas.
“É exatamente o da liberdade absoluta da vida econômica do cidadão, negociando, comprando, consumindo e fazendo negócios de acordo com sua livre vontade, privilegiando, ou não, o prestador de serviços ou o comerciante que tenha afinidade com suas convicções e valores, inclusive as políticas, que tanto afetam a própria economia”, afirmou.
O advogado acrescentou que conhecer o posicionamento político de comerciantes e prestadores de serviços facilitaria essa escolha. “Se soubermos qual a posição política de cada um, tal escolha obviamente é facilitada, e cada um poderá escolher, com liberdade, com quem se relacionará comercialmente”, disse.
Rafa afirmou que o movimento não pretende desrespeitar ou depredar os estabelecimentos, mas garantir a liberdade de escolha dos consumidores. Ele também questionou a preocupação manifestada por setores da esquerda com a campanha, argumentando que os petistas deveriam poder demonstrar publicamente suas posições políticas, assim como fazem os apoiadores do ex-presidente.
O advogado Klauss Fins, vice-presidente do Foro do Brasil, gravou um vídeo defendendo a proposta. Ao O DIA, afirmou que trata-se de liberdade de escolha dos consumidores nas relações comerciais, inclusive com base em afinidades políticas.
“É exatamente o da liberdade absoluta da vida econômica do cidadão, negociando, comprando, consumindo e fazendo negócios de acordo com sua livre vontade, privilegiando, ou não, o prestador de serviços ou o comerciante que tenha afinidade com suas convicções e valores, inclusive as políticas, que tanto afetam a própria economia”, afirmou.
O advogado acrescentou que conhecer o posicionamento político de comerciantes e prestadores de serviços facilitaria essa escolha. “Se soubermos qual a posição política de cada um, tal escolha obviamente é facilitada, e cada um poderá escolher, com liberdade, com quem se relacionará comercialmente”, disse.
Governo e entidades comerciais repudiam campanha
A repercussão levou a Prefeitura de Teresópolis e o Sindicato do Comércio Varejista de Teresópolis (Sincomércio) a divulgarem notas de repúdio na terça-feira (27). As manifestações condenam práticas de intimidação e perseguição motivadas por divergências políticas e defendem o respeito à pluralidade de opiniões.
A Prefeitura ressaltou que a democracia pressupõe a convivência entre diferentes ideias e que os cidadãos devem ter liberdade para manifestar suas convicções sem receio de represálias pessoais, profissionais ou econômicas. A administração municipal também destacou a importância do comércio para a geração de empregos, renda e desenvolvimento local. A nota foi concluída com a mensagem: “As eleições passam. O respeito deve permanecer”.
O Sincomércio também se posicionou contra a campanha, repudiando hostilidades, e reforçou que divergências políticas não justificam ataques pessoais, constrangimentos ou iniciativas capazes de comprometer a reputação e a sustentabilidade dos negócios.
A entidade destacou que o respeito deve se estender aos funcionários, que não podem ser alvo de hostilidade por terem opiniões políticas diferentes das de seus empregadores, colegas ou clientes. O sindicato defendeu que os estabelecimentos comerciais sejam ambientes de respeito, independentemente das convicções de empresários, trabalhadores e consumidores.
A Câmara Municipal de Teresópolis também manifestou preocupação com episódios de hostilidade contra empresários e funcionários por suas convicções políticas. Em nota, destacou que divergências partidárias não justificam constrangimentos, intimidações ou discriminação e reafirmou o compromisso do Legislativo com a democracia, a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais.
A Prefeitura ressaltou que a democracia pressupõe a convivência entre diferentes ideias e que os cidadãos devem ter liberdade para manifestar suas convicções sem receio de represálias pessoais, profissionais ou econômicas. A administração municipal também destacou a importância do comércio para a geração de empregos, renda e desenvolvimento local. A nota foi concluída com a mensagem: “As eleições passam. O respeito deve permanecer”.
O Sincomércio também se posicionou contra a campanha, repudiando hostilidades, e reforçou que divergências políticas não justificam ataques pessoais, constrangimentos ou iniciativas capazes de comprometer a reputação e a sustentabilidade dos negócios.
A entidade destacou que o respeito deve se estender aos funcionários, que não podem ser alvo de hostilidade por terem opiniões políticas diferentes das de seus empregadores, colegas ou clientes. O sindicato defendeu que os estabelecimentos comerciais sejam ambientes de respeito, independentemente das convicções de empresários, trabalhadores e consumidores.
A Câmara Municipal de Teresópolis também manifestou preocupação com episódios de hostilidade contra empresários e funcionários por suas convicções políticas. Em nota, destacou que divergências partidárias não justificam constrangimentos, intimidações ou discriminação e reafirmou o compromisso do Legislativo com a democracia, a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais.
OAB condena perseguição política
A OAB Teresópolis, por meio da 13ª Subseção, divulgou nota de repúdio a qualquer forma de discriminação, intimidação ou perseguição motivada por convicções políticas. Assinada pela presidente em exercício, Gisele Victer, a manifestação ressalta que divergências ideológicas não justificam constrangimentos ou prejuízos profissionais e reafirma o compromisso da entidade com a liberdade de expressão, os direitos fundamentais e a democracia.
PT pretende recorrer ao MP e orienta denúncias
O Diretório Municipal do PT de Teresópolis repudiou a circulação, em grupos de WhatsApp, de listas com estabelecimentos comerciais cujos proprietários supostamente apoiariam ou teriam votado em Lula. Segundo o partido, o material estaria sendo utilizado para incentivar boicotes políticos, com possíveis prejuízos ao comércio, aos empregos e à renda das famílias.
A legenda informou que pretende reunir provas para encaminhá-las ao Ministério Público e orientou possíveis vítimas a preservar mensagens e capturas de tela para apresentação aos órgãos competentes.
A legenda informou que pretende reunir provas para encaminhá-las ao Ministério Público e orientou possíveis vítimas a preservar mensagens e capturas de tela para apresentação aos órgãos competentes.
PL fale em liberdade de escolha
Alex Castellar, presidente do PL Teresópolis opinou: “Como presidente do PL, discordo de quem votou no PT, mas respeito seu direito de escolha. Na democracia, ninguém, seja comerciante, empresário ou trabalhador, pode ser discriminado ou perseguido por suas convicções políticas. A liberdade de escolha é um direito constitucional, e respeitá-la é um dever de todos.”

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.