Alergias de pele podem piorar em estações mais frias

Oleosidade da pele é importante para proteger o corpo do vento, dizem médicos

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04/08/2017. Ressaca no mar vista pela orla do Arpoador, zona sul do Rio. Foto - Daniel Castelo Branco / Agência O Dia -

Rio - Vermelhidão, coceira, pequenas feridas. Se você sofre com algum quadro de irritação cutânea, o problema pode estar mais próximo do que você imagina. A maioria dos alérgenos substâncias ou agentes que causam alergia está ao nosso alcance, em nosso armário de limpeza ou na estante de cosméticos. Durante os meses mais frios, o quadro costuma piorar. Por isso, a oleosidade natural da pele é importante para proteger o corpo de bactérias, fungos, vírus e vento, além do contato com alguns alérgenos.

"No frio, além da pouca transpiração e da menor ativação das células que produzem o manto hidrolipídico (barreira protetora de gordura), temos o hábito de tomar banhos muito quentes, que diminuem ainda mais a proteção natural da pele", explica a dermatologista Lilian Delorenze. Segundo a especialista, a alergia cutânea é uma manifestação mais intensa do sistema imune ao alérgeno. "O organismo reconhece essa substância como um agressor, mesmo que equivocadamente", diz.

Os sintomas podem aparecer poucos minutos após o contato com o alérgeno, mas também podem demorar várias horas e até dias para se desenvolverem. Entre as substâncias que mais causam alergias, estão bijuterias, produtos de limpeza (detergentes, amaciantes, alvejantes, sabão em pó) e cosméticos (esmaltes e maquiagens). "Algumas pessoas também podem apresentar alergia a hidratantes e cremes, devido a alguns componentes como corante e aromatizante", pontua.

DIAGNÓSTICO

Dependendo do quadro, o diagnóstico pode ser feito por meio do exame clínico. "A alergia a esmaltes promove, em geral, irritação nas pálpebras superiores. Em outros casos, é preciso realizar testes indicados por alergistas e até exames de sangue para detecção de anticorpos específicos. O tratamento consiste em pomadas anti-inflamatórias e/ou antialérgicos orais", conclui a especialista.

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