Cuidados com a saúde ocular no inverno

Especialista alerta para os riscos de conjuntivite e síndrome do olho seco

Por O Dia

Clima seco e baixa umidade do ar aumentam riscos de alergias oculares e olho seco
Clima seco e baixa umidade do ar aumentam riscos de alergias oculares e olho seco -

Rio - Não é apenas aos problemas respiratórios que devemos ficar atentos durante o inverno. O clima seco e a baixa umidade do ar deixam as pessoas mais suscetíveis a alguns tipos de doenças oculares. Isso porque é durante essa estação que a concentração de poluentes no ar é maior e os nossos olhos diminuem a capacidade de lubrificação. Conjuntivite e Síndrome do Olho Seco são alguns dos problemas que podem aparecer.

“As alterações que nós observamos com mais frequência nessa época do ano são os quadros alérgicos e os quadros conjuntivais. Os pacientes portadores de olho seco, em função do clima, também estão sujeitos a apresentar uma piora do quadro nesse período”, explica José Ottaiano, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, acrescentando que os quadros alérgicos são acelerados ainda mais com o início da polinização das plantas a partir de agosto. Segundo o médico, há vários subtipos de quadros alérgicos, mas a tendência é de piora nos quadros de conjuntivite viral e das bacterianas. “Estas são importantes e, geralmente, mais graves. Muitas vezes, elas se dão por contaminação secundária de quadros que se iniciam com as conjuntivites virais”, ressalta o oftalmologista.

Alergias Oculares

São reações alérgicas que atingem os olhos ou as estruturas próximas a ele, como as pálpebras. São causadas por poeira, fumaça e ácaros. Entre os sintomas mais comuns estão: olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, ardência, fotofobia e irritação. O número maior de incidência ocorre em portadores de rinite alérgica, asma ou alergias de pele. O tratamento é simples, basta afastar a substância que produziu a reação alérgica. Porém, é essencial que se busque um alergista e um oftalmologista a fim de combater a resposta do organismo como um todo.

Conjuntivite

Trata-se de uma inflamação na conjuntiva (membrana que recobre a parte branca do olho) e pode se manifestar de três formas: alérgicas, virais e bacterianas. As causadas por vírus são altamente contagiosas e, na maioria das vezes, o causador é o adenovírus, o mesmo da gripe. Portanto, o paciente com conjuntivite pode estar gripado ou com a imunidade baixa. Sensação de areia, corpo estranho nos olhos e forte lacrimejamento são alguns de seus sintomas. O tratamento depende do diagnóstico. Pode ser feito com soros fisiológicos e, em casos virais ou bacterianos, com colírios ou com antibióticos apropriados.

Síndrome do Olho Seco

Trata-se de uma doença ocular crônica caracterizada pela deficiência ou má qualidade na produção de lágrima. Estima-se que, no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofram com a doença. Entre os sintomas estão ardor, irritação, dificuldades e ficar em lugares com ar-condicionado ou em frente ao computador, olhos embaçados ao final do dia e sensibilidade à luz. As medidas de tratamento incluem uso de lubrificantes com prescrição médica e preservação da lágrima por meio da higiene ocular.

Recomendações  

O especialista dá algumas dicas para evitar os problemas oculares: lavar e secar ao sol vestuário e peças de cama que estão guardadas há muito tempo. Evitar o acúmulo de poeira em casa e ambientes climatizados. Lavar com frequência o rosto e as mãos, principalmente antes e depois do uso de colírios ou pomadas, uma vez que estes são meios importantes para a transmissão de micro-organismos. Evitar a exposição a agentes irritantes como fumaça e alérgenos, pólen e pelos de animais. Manter o filtro do ar-condicionado sempre limpo. Quando estiver com conjuntivite, não utilizar lentes de contato e não coçar os olhos para evitar irritações.

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