Especialista alerta sobre alergias oculares no inverno

A baixa umidade do ar aumenta a poluição e acúmulo de poeira no ar - ambiente perfeito para alergias oculares.

Por O Dia

Aproximadamente 20% da população geral sofrem de alergia ocular
Aproximadamente 20% da população geral sofrem de alergia ocular -

Rio - No Dia Mundial da Saúde Ocular, comemorado hoje, um dado negativo chama atenção. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), aproximadamente 20% da população geral sofre de alergia ocular, sendo a conjuntivite alérgica a forma mais comum. 

Durante o inverno os olhos também precisam de atenção, já que as temperaturas diminuem e em certas regiões do país o clima está mais seco. A baixa umidade relativa do ar gera aumento na poluição com maior acúmulo de poeira no ar – ambiente perfeito para alergias oculares. 

Os sintomas de alergia ocular são parecidos com os de conjuntivite, como vermelhidão, coceira, irritação, lacrimejamento, inchaço, desconforto nos olhos e maior sensibilidade à luz (fotofobia). O que difere um do outro é o tempo de duração dos sintomas, que na conjuntivite leva de uma a duas semanas, enquanto nas alergias começam a ir embora em 3 dias, caso o tratamento com anti-histamínico seja iniciado imediatamente. 

“Embora a alergia ocular possa ocorrer em qualquer época do ano, é no inverno que muitos pacientes entram em crise. Isso acontece porque o clima seco favorece a proliferação de ácaros e outros alérgenos. Vermelhidão ocular, lacrimejamento e, principalmente, coceira nos olhos, são as queixas mais comuns. Além de procurar evitar o contato com substâncias que sabidamente já causam alergia para o paciente, ele deve sempre evitar a automedicação e procurar um oftalmologista para que o diagnóstico de alergia seja confirmado e a melhor estratégia de tratamento adotada”, alerta Sergio Felberg, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Caso o diagnóstico de alergia ocular seja confirmado, evite esfregar os olhos, lavá-los com soro fisiológico (o sal irrita ainda mais os olhos). Aplicar compressas frias sobre os olhos fechados pode ajudar no desconforto, mas é preciso uma consulta ao oftalmologista para tratamento adequado.

Vale ressaltar que a alergia ocular pode evoluir se não for tratada da maneira certa, trazendo algumas complicações para a visão como úlceras, formação de placas e surgimento de vasos anormais na periferia da córnea.

 

DICAS PARA EVITAR O PROBLEMA

Ainda segundo o especialista, reduzir o número de travesseiros, roupas de cama, cortinas, bichos de pelúcia e objetos que acumulem poeira, podem ajudar a diminuir o risco. Higienizar a roupa de cama com água quente secar ao sol, manter a casa arejada e limpa (preferência para o uso do aspirador de pó e panos úmidos), também são boas saídas. Eliminar vazamentos de água que possam causar mofo. E ainda, encapar colchões e travesseiros com material impermeável ou antialérgico, limpar o ar-condicionado semanalmente e evitar ambientes com muito pó, fumaça ou odores fortes.

 

 

 

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